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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Ninguém é perfeito.

    Não é a primeira vez, nem há-de ser a última, que digo aqui no blog: sou uma assumida perfeccionista. Não digo isto do género que sou exclusiva, porque sei de imensa gente que se considera também uma fã da perfeição, mas digo antes como relato pessoal de como é viver assim.

    Basicamente todos os trabalhos na escola têm de estar impecáveis (por isso demoram imenso tempo a fazer), sem haver margem para erros; no emprego tenho de me comportar como a melhor, e nas amizades e convivências pessoais sou bastante... exigente. Resumidamente, eu sou muito difícil de lidar com os erros (meus, e dos outros), por muito mais pequenos que são. E acredito que isto acaba por ser um próprio mecanismo de defesa para mim, para não me magoar/desiludir com os outros. Porque como é que alguém é capaz de se desiludir com pessoas que só têm qualidades (ou pelo menos, maioritariamente)?...

    O problema é que a longo prazo acaba por ser desgastante, tanto para a própria pessoa, como para as restantes envolvidas. Para o próprio, porque vive diariamente numa luta interna para que haja a completa harmonia no seu exterior (e interior), para os outros, porque se cansam de pessoas que, bem..., têm dificuldades em aceitar como elas próprias são.

    E eu quero mudar isso em mim. Não falo do meu empenho e dedicação para que tudo corra bem na minha vida, mas sim da pressão constante desta dita 'perfeição'. Ninguém é perfeito, caramba. E se eu, ou alguém que eu amo, errar de vez em quando, não há-de ser o fim do mundo por isso. Afinal, somos todos humanos, e errar é próprio de nós, lá dizia o ditado.

    Falo especialmente em termos de relacionamentos interpessoais. Todos nós temos qualidades sim senhora, mas temos também bastantes defeitos, e temos que aprender a lidar com eles. Há algum tempo li um destaque na sapo que dizia algo deste gênero: "Apaixonarmo-nos pelas qualidades de outra pessoa é fácil, toda a gente consegue fazer isso, o desafio é apaixonar-mo-nos todos os dias pelos defeitos dessa mesma pessoa. ". Isso, meus caros, é amor.

Dia Mundial da Saúde Mental 2017

    Hoje comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental, e como (futura) psicóloga não podia deixar passar este dia em branco, por isso aqui vai a minha mensagem a todos os que lêem o blog.

    Para quem não sabe, a saúde mental define-se, segundo a Organização Mundial de Saúde, como o estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de realizar as suas capacidades pessoais e profissionais, lidar com o stress da vida de forma natural, e contribuir para a comunidade em que se insere. Parece algo fácil e acessível a todos nós, não é? Pois é, mas enganam-se.

    Um em casa 5 portugueses sofre de uma doença mental. Isso quer dizer que, muito provavelmente, vocês têm uma tia, primo, colega, amigo, com um tipo de patologia psicológica. E muito provavelmente nem têm noção disso. Como o atual bastonário da OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses) refere tratam-se de "doenças silenciosas", que como muitas vezes não são visíveis como as físicas, são frequentemente desvalorizadas. Não querendo por isso dizer que são menos importantes, e incapacitantes para quem as tem.

    Atualmente, as consideradas mais frequentes são as perturbações de ansiedade, e as de humor. Para terem uma ideia, uma perturbação de ansiedade pode originar taquicardias frequentes e ataques de pânico, que se assemelham à sensação de ter um ataque cardíaco. Por sua vez, a patologia de humor pode englobar uma perturbação depressiva. Neste momento, a depressão é responsável por uma taxa de suicídio em Portugal acima da média mundial. Estamos a falar de assuntos graves, que necessitam de uma resolução!

    Hoje vi uma reportagem na TVI que dava conta que os portugueses gastam cerca de 200 milhões de euros em psicofármacos, sendo mais de metade destinados à saúde mental. Isto porque se estima que um terço dos doentes mentais não tem o tratamento adequado, e por isso recorrem à medicação. Se essas pessoas tivessem tido uma intervenção psicológica, e/ou um aconselhamento numa fase precoce, evitar-se-ia o agravamento das suas situações. Chega de estigmas associados à saude mental. É fundamental aumentar os técnicos nos Centros de Saúde, só assim poderemos combater estes números horríveis.

Alguém está com o mesmo problema que eu?

 

    LOUCURA PELO HALLOWEEN. Acontece-me todos os anos, quando se inicia o mês de Outubro. Com a despedida do Verão e início do Outono, chega-me a antecipação desenfreada pelo Halloween (a conhecida "Noite das bruxas"). Para muitos a ocasião é passada despercebida, e frequentemente não é comemorada, mas para mim -e para o meu grupo de amigos-, o Halloween é sinónimo de: festa, diversão, e muuuuitos filmes de terror... 

    Todos os Halloweens o nosso grupo de amigos junta-se, veste-se (e maquilha-se) 'a rigor', come muito (e bebe também, apesar de eu não o fazer), passamos o resto da noite a jogar os mais variados tipos de jogos de cartas, ou tabuleiro, a ver filmes assustadores, etc... E todos os anos nos divertimos imenso, e todos os anos mal podemos esperar pelo ano que vem, para repetirmos outra vez!

    Se é infantil comemorarmos a Noite das Bruxas por já estarmos "demasiado crescidinhos"?... Talvez, não sei. O que sei é que enquanto fazemos isto não magoamos ninguém, e é sempre uma desculpa para nos reunirmos todos, pôr a conversa em dia, e passarmos momentos muito, muito divertidos!  E vocês, têm alguns hábitos/tradições de Halloween? Se não, gostariam de ter?

Mulheres, encontrei a nossa solução!!

    Lembram-se dos dias em que o vosso sutiã era um pain in the ass (ou melhor, in the boobs)? Quando vos apertava, deixava marcas, o metal aleijava-vos... Esses dias já eram! Porque eu tenho a solução para vocês, chama-se: Wireless bra.

    Apesar de não vos providenciar wifi gratuito (como a minha irmã pensou), oferece-nos antes um conforto invejável às nossas queridas amigas, como se nem de um sutiã se tratasse. É como se não estivessemos a usar nada!

    Acreditem em mim, pois as minhas não são as mais avantajadas à face da terra, e eu já noto uma diferença descomunal, por isso imagino as mulheres dotadas de bens maiores.

    Para quem estiver interessado, comprei o meu sutiã na Primark, mas sei que também se encontra disponível na maioria das lojas de roupas interiores. E meninas... De nada! ;)

 

(Not sponsored btw, eu estou genuínamente feliz do meu achado!)

Caros alunos, não stressem pff...

    Como muitos sabem, eu tenho uma irmã de 16 anos, que está neste momento no 10º Ano do curso de Línguas e Humanidades. O que não sabem, e que eu própria descobri há pouco tempo, é que ela vive sobre uma pressão horrível para que a escola lhe corra bem, e para que tenha feito a escolha de curso acertada.

    Primeiro, foi a pressão da diretora de turma do 9º ano que lhe disse que ela tinha mais jeito para línguas, e que por isso devia optar por seguir esse curso, (o qual ela acabou por escolher). Depois, foram os testes psicotécnicos da psicóloga da escola que lhe revelaram que a sua melhor opção, era sem dúvida, turismo ou agricultura (?) porque foi onde obteve maiores resultados. Veio ainda uma professora de outra disciplina a aconselhar-lhe a optar por um curso profissional, porque seria mais prático e fácil para ela, e que "dificilmente conseguiria ter sucesso num curso de linguas e humanidades."

    Acrescentando ao facto de ela própria não saber o que queria ser, nem seguir profissionalmente, tinha agora tudo a puxar-lhe para lados completamente opostos, a querer decidir por ela. E não digo que façam por mal, pois com certeza estão a querer ajudá-la a seguir por um caminho, mas.. é demais. Era constante a pressão que metiam aos miúdos: "Então já decidiste?", "Tu deves seguir isto, tu tens mais jeito para aquilo.", "Não vais nada para isso!"...

    Quando ela veio ter connosco (mãe, pai, irmã) já tinha a cabeça feita em água. Claro que nós dissemos o que qualquer pessoa diria, eu acho, que a apoiaríamos em qualquer decisão que tomasse, que não havia pressões, e ela teria sempre a última palavra. Tinha de ver o que é que ela gostava realmente de fazer, e começaríamos por aí. 

    Vimos que de facto as línguas lhe interessavam bastante, e chegámos à conclusão de matricula-la no curso onde ela atualmente está. Mas nem aí as dúvidas pararam! "Será que fiz a escolha certa para mim?", "Será que me vou aguentar aqui?", "Que profissão é que vou seguir?"...

    E eu sei que, como ela, há muitos estudantes que vivem frequentemente numa ansiedade extrema, devido ao medo/indecisão acerca do seu futuro profissional. E a eles, eu digo-lhes isto: façam os testes psicotécnicos que quiserem, e aconselhem-se bem sobre as diferentes áreas, estudem, leiam bastante, comparem opções, vejam o que mais vos agrada... Mas não stressem, por favor. Se, em último caso, errarem à primeira tentativa, tentam outra vez, e outra vez... O que interessa é estarem motivados para aquilo que estão a fazer, e que a decisão final seja 100% vossa. 

We are so lame....

 

    Há dias o gajinho fez-me uma surpresa. Como ia sair da faculdade tarde nesse dia, e ele sai todos os dias cansadíssimo do trabalho, não tínhamos combinado nada, porque já estaríamos os dois estafados, e só queríamos chegar a casa. 

    Pois. Acontece que nesse dia o gajinho fez-me uma surpresa e foi-me buscar, e levar-me a casa, porque estava preocupado que eu saísse muito tarde, e poderia ser perigoso (eu andava com o computador atrás e por aí fora...). Eu sei, ele é um querido. 

    Acreditam que, sem combinarmos nada antes, pois nem falámos sobre a hipótese remota de estarmos juntos naquele dia, nós viémos com toda a roupa que trazíamos a condizer um com o outro? Aparecemos exatamente os dois com uma camisa de flanela, azul escura (o MESMO tom de azul), umas calças brancas, e ténis pretos... Como é que isto é possível?

 

    Se isto não é o destino, eu não sei o que é... eheh