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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Conviver com uma perfeccionista

    Não é nada fácil. Culpem a genética, ou a influência astral (virgem), o que é certo é que sou conhecida por ser uma perfeccionista em tudo o que faço, e sou. E depois acabo por ser exigente também com todos. E isso inclui comigo própria, no trabalho, amizades, família, amor...Ao início podem achar uma qualidade, mas quando se torna demasiado, torna-se um bocado difícil estar comigo.   Sinto-me numa constante competição para ver quem é o Elo mais forte, no qual eu, os meus amigos, familiares e namorado estamos constantemente a ser postos à prova, porque temos de ser os melhores dos melhores, no final. É uma mistura de "Portugal got Talent", mas eu sou a croma.

    Para mim nada pode correr mal, e só o facto de pensar na pequena possibilidade de isso vir a acontecer, é o desastre total. Não consigo evitar deixar de pensar que falhei. Quando na verdade toda a gente erra, porque errar é humano, e todos nós somos humanos (falo dos racionais, como é óbvio).

    Vou-vos dar um exemplo, este post que estou a escrever neste momento, não fazem ideia da quantidade de tempo que teve a ser pensado, escrito e revisto, antes de publicar. E a quantidade de posts que voltam para trás. Portanto agora imaginem o dia-a-dia de uma pessoa assim, e das pessoas à volta que, coitadas, têm de aguentar com isto. 

    O que vocês acham sobre isto? Também se consideram perfeccionistas com vocês, e com os outros?

Baby talk

    Eu até sou uma pessoa que uso o "-inho" de vez em quando, e não me importo de tratar as pessoas por um apelido carinhoso quando assim o têm, e querem. Agora, para mim, o...

"nana bem"

"tem dodói?"

"papa tudo!"

    ...é EXCLUSIVAMENTE utilizado quando estamos a falar com crianças. Bebés, se querem que seja mais precisa. Recém-nascidos. Fetos, se necessário. Nunca com namorados/as.

    A mesma coisa para quem chama frequentemente 'Baby' para cá e para lá, ao seu mais que tudo. "-O que fazes, baby?" "-Baby, esse vestido fica-te a matar. "-Baby, importaste de fazer o jantar hoje?". Guess what, o "Baby" importa-se de fazer o jantar hoje, porque o "Baby" é isso mesmo, um bebé que ainda mal sabe falar, quanto mais cozinhar. 

    Há um motivo porque se chama "Baby talk",  e não "Boyfriend and Girlfriend Talk". E tem de ser respeitado. A não ser que tenha um filho recém-nascido que esteja a namorar com outro recém-nascido (o que acho difícil nos dias de hoje). Caso contrário, o "Baby Talk" não é aceitável. É estranho.

    Quando somos adultos e estamos apaixonados temos idade de fazer bebés, não imitar a sua linguagem. Não é fofinho, nem adorável, é simplesmente estúpido. 

 

É sempre assim.

    Eu e o gajinho já não íamos os 2 de férias há imenso tempo. Aliás, para dizer a verdade não me lembro qual foi a última vez que fomos os dois sozinhos viajar (o que é imensamente triste para uma rapariga que gosta tanto de viajar como eu :( ). Por isso mesmo marcámos com antecedência umas mini-férias este próximo fim-de-semana, só para nós. 

    Pois e agora, que estavamos os dois todos contentes e felizes por irmos aproveitar estes diazinhos fora, o que é que acontece? Ficamos doentes. Os dois. Eu estou com uma intoxicação alimentar daquelas, que não saio da wc há quase uma semana, e ele começou agora a dar os primeiros sinais de gripe, com febre, e tudo o que as gripes tem direito.

    Digam-me porque é que o nosso corpo só começa a dar sinais de fracasso nas alturas que não estamos a trabalhar? Parece que tem um faro natural para detetar férias. 

Fui visitar o Palácio da Pena à noite, de borla...

    ...e adorei. Ontem assinalou-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, e o Palácio da Pena teve, como vários monumentos, entrada gratuita, das 20h às 00h. E eu, como é óbvio, NÃO FALTEI!!  

    A entrada esteve sujeita a uma inscrição prévia no dia 11 de Abril, ao meio-dia, dado o grande número de afluência habitual. Não me perguntem como, mas consegui (muito a custo), 4 bilhetes de entrada para mim e para a minha família, e eu não podia ter ficado mais orgulhosa deste meu feito!

    Chegámos às 20h à Estação de Sintra, onde nos esperavam os transfers gratuitos que nos levaram até à entrada do Palácio, onde fizémos o check-in (para quem não sabe o palácio fica mesmo no topo, topo, de toda a cidade! E o acesso é dificílimo de carro.), para depois fazermos o resto do percurso a pé, até ao Palácio. Foi um esticão valente (as minhas pernas ainda estão ressentidas comigo), mas valeu todo o esforço.

    Já tinha visitado o Palácio da Pena uma vez num casamento, mas desta vez pude visitar literalmente todos os 'recantos' da casa: os Quartos Reais, as Salas, a Cozinha, os Atêliers do Rei, por aí fora... Para não falar do terraço magnífico do Palácio, onde é possível ver toda a cidade de Sintra cheia de luz...

    Gostei imenso desta visitinha. E fez-me relembrar que tenho cada vez mais de aproveitar estas oportunidades únicas de sair de casa, e explorar o que é mais bonito em Portugal. A próxima viagem é aproveitar as experiências do McDonald's!! E vocês, também aproveitam tudo o que é novas aventuras? ;)

O fim das revistas?!

    Estou muito triste. No outro dia quando saía com a minha irmã, passámos por uma papelaria nossa conhecida, e a minha irmã lembrou-se de irmos comprar revistas para nós, visto que agora estamos "de férias" (relativo, mas irrelevante). Entrámos, e perguntámos pela Bravo, que costuma ser a revista de eleição da minha irmã, a qual a senhora respondeu "- A Bravo desde há uns tempos que deixou de ser vendida nas papelarias. Agora só existe em formato digital.". Estranhámos, porque nunca tinhamos ouvido tal coisa. Foi a minha vez de perguntar pela Cosmopolitan deste mês. Desde o final do ano passado que eu não tinha tido tempo de ler a revista, e já tinha imensas saudades de me rir com as dicas do Gustavo Santos sobre Como-fazer-amor-connosco-próprios-visto-que-somos-o-único-amor-da-nossa-vida. Acompanho a Cosmopolitan desde os meus 18 anos, e parecendo que não, faz-me imensa falta ter este escape no dia-a-dia. E nisto cai o mundo aos meus pés. 

    "Lamento, mas a Cosmopolitan lançou a sua última revista em Janeiro deste ano. Temos aqui outras se quiser, a Elle, a Activa...Sei que o problema destas revistas é estarem cheias de publicidade, mas não existem aquelas revistas de antigamente..." Para ser sincera, nem me lembro do que a senhora disse a seguir. Estava parva. Tão parva, que não descansei até percorrer o resto das papelarias da avenida à procura das revistas, à procura de um engano qualquer daquela senhora. Escusado será dizer que foi em vão, todas me disseram o mesmo. Ambas as revistas que eu e a minha irmã procurávamos acabaram. E isso pôs-me a pensar: Até que ponto os dias destas revistas estão contados? Não falo apenas da Cosmopolitan e da Bravo em específico, mas de todas em geral. Será que no futuro deixarão de existir revistas, de todo? E se sim, o que vai acontecer depois aos livros? Seguirão eles o mesmo caminho? Será que num futuro, bem próximo, tudo o que é de papel será informatizado? Deixaremos de pegar em pedaços de folhas, para pegar em tablets, computadores, smartphones? Deixaremos de olhar para as páginas de papel, e olharemos para ecrãs de luz?

    Sei que muita gente pode achar que estou a exagerar nas minhas generalizações, mas assusta-me pensar que este vai ser o nosso futuro. Adoro ler em blogs, sites, e tudo o resto...mas chamem-me oldfashioned se em relação às minhas leituras, ainda prefiro as ter em suporte de papel.

A desvantagem do sorriso metálico

 

    Tenho aparelho dentário há quase 3 anos. E poucas queixas tenho a fazer-lhe (tirando as ocasionais dores do aperto, e pontuais aftas). Até me assumo como uma optimista em relação ao meu sorriso metálico, porque penso sempre que, a longo prazo, o metálico vai virar tridente

    Mas se há coisa que eu NÃO suporto no aparelho, é quando ele vira um depositor de comida mastigada.

    Há uns dias fui com o meu grupo de amigos lanchar para uma esplanada. Como habitual, tive meia-hora a comer uma tosta que se comia em 2/3 minutos porque em vez de levar a tosta à boca, tive a parti-la primeiro com as mãos e só depois a colocá-la na boca, para evitar sujar os dentes da frente (os possuídores de aparelho sabem o struggle). E para quê tanto esforço perguntam vocês?

    Para depois de uma jigajoga ENORME a comer a dita tosta (onde o queijo derretia-se pelas minhas mãos, queimava-me a parti-la aos pedaços..), chegar a casa, ir à minha wc, olhar-me ao espelho, sorrir... e ver a 3ª Guerra Mundial acontecer na minha boca! Isto é, tive o dia todo a falar pelos cotovelos, e a rir à gargalhada até mais não... com os dentes cheios de pedaços de miolo, e côdea do pão.

 

 

 

Eu não sei porque tento...

Viver para o trabalho?!

  Há alguns dias estava a falar com uma amiga minha que me dizia "-Já reparaste que nós, seres humanos, passamos a nossa vida a estudar, para depois ir trabalhar, sem nunca fazermos pausas, até ficarmos bem velhinhos?". E eu naquela altura até estava a achar a conversa interessante porque nunca tinha pensado desta forma, apesar de achar, na mesma, que ela puderia estar a exagerar. Atualmente não acho. A minha Su tinha toda a razão (como sempre!). Nós portugueses (não falo dos outros, porque não tenho a certeza quanto ao resto) estudamos até onde nos é possível, passando anos e anos no básico até secundário, muitas vezes faculdade, para depois sairmos e cairmos redondinhos no mercado de trabalho, onde passamos o resto das nossas vidas (se tudo correr bem e arranjarmos emprego, digo eu). E reparem que digo "Se tudo correr bem" porque sei o quão difícil é viver-se em Portugal sem ter um emprego fixo, sustentável. Mas também sei que a esse emprego falta adicionar uma outra palavra: saudável. O nosso emprego, se é uma ocupação que nos vai preencher tantas horas da nossa vida, devia ser também em  'conta, peso e medida'. Isto é, não devíamos nascer para trabalhar, mas sim para viver tudo aquilo que temos direito. Seja isso viajar, apaixonar-se, sair, descobrir, aprender, conhecer, ler, etc, etc... Pois é isso que nos faz crescer enquanto pessoas. O trabalho em si mesmo ajuda, mas só não chega, é impossível.

    Um dia o trabalho chega ao fim, e o que somos nós sem ele? Nada. Precisamos de todo um nosso suporte por detrás (social, familiar, e por aí fora...) que nos sustente, alimente, e que nos mantenha sã acima de tudo. Porque quanto a mim, eu já sei, eu não me aguento sem ele (foi esse um dos principais motivos que me levou a cancelar a tese, e concentrar-me apenas no estágio).

    Se atualmente estão a trabalhar, e se-se identificam com o que estou a dizer, por favor não deixem esta oportunidade vos escapar. Peçam uns dias para reestabelecer as vossas energias. Eu sei que nem sempre é possível, mas se estão realmente infelizes (ou menos felizes) com o vosso trabalho porque se sentem fartos de trabalhar, programem um fim-de-semana para vocês. Saíam daqui, vão dar uma volta a um sítio novo, vão ao cinema, ao teatro, reúnam o vosso grupo de amigos de anos, dançem a noite toda até cair, leiam, estejam com as vossas famílias, etc...Mas não se deixem sufocar com o trabalho.

    E não me interpretem mal, escreve isto alguém que ADORA aquilo que faz de paixão, e não trocava o seu trabalho por nada. Mas é como tudo na vida: tudo o que é demais, é conta errada. E tudo o que é excesso, depressa cai na exaustão. É preciso fazer intervalos daquilo que se gosta, para depois virmos com mais saudades, e vontade. E para acima de tudo, virmos mais felizes! Palavra de uma psicóloga!