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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Sou uma mulher livre (de dor de dentes)!

    Como muitos sabem estava a usar aparelho dentário há 3 anos, principalmente para corrigir os dois dentes da frente que pareciam nunca se terem dado... desde sempre. Pois bem meus caros, hoje o sofrimento acabou.

    Chega de visitas mensais ao dentista, de ocasionais dores de aperto do aparelho, de microimplantes para aqui e para ali, visitas ao bloco operatório, constantes preocupações com a comida nos dentes (uff, que pesadelo...). Tudo isso chegou ao fim. ESTOU LIVRE DO APARELHO!! Ao fim de três anos, tenho os dentes como queria!

    Acreditem que a sensação de alívio é óptima! A emoção é tanta que a mim só-me apetece fazer uma festa para festejar o meu novo sorriso, imaginem vocês. E nessa festa incluir todas as coisas que evitei comer durante este tempo todo: batatas fritas, pipocas, carnes duras, pastilhas, etc, etc... Quem alinha? hehe 

 

 

*A parte chata é que isto não chegou bem, bem, ao fim, pois falta o aparelhinho de contenção (é tipo um molde transparente que se deve usar todos os dias para os dentes ficarem no sítio). Até agora a minha experiência com aquilo é que dói como tudo, porque faz uma certa pressão aos dentes para não se mexerem, o que vos faz 'babar' um bocado e falar à sopinha de massa (muito sensual, eu sei.). Mas é tudo uma questão de tempo, até estar livre de tudo, de vez. 

Efeitos da pílula?

(Rapazes que por algum motivo estejam por aqui perdidos, este post não é o mais indicado para vocês. Esta é aquela parte das gajinhas que vocês menos compreendem. Até nós!)

    Há cerca de uns 3 meses comecei a tomar a pílula. Para além de estar num relacionamento amoroso, tinha cólicas horrivelmente dolorosas naquela altura do mês, e para mim, eram dois motivos mais que suficientemente fortes para a começar a tomar. Comecei por tomar uma muito fraquinha, a Minigeste, e digo-vos uma coisa: realmente achei muito fraquinha, porque não notava efeitos secundários nenhuns. Em toda a minha vida ouvi coisas horríveis de raparigas: que engordava, que dava enchaquecas, causava estrias, náuseas, aumentava a probabilidade de desenvolver depressão, e por aí fora... Em mim nunca teve efeito nenhum. Ou pelo menos que notasse. Até agora.

    Ultimamente, como quem diz de há umas semanas para cá, noto-me...diferente. Continuo eu, mas numa versão mais sensível, irritadiça, com mudanças de humor repentinas... No fundo com as emoções mais "à flor da pele." Se estou cansada, estou de rastos; se estou chateada, estou passada 'dos carretos'; se estou triste, desato a chorar... De modo geral, estou com menos paciência para os outros. E antes não me sentia assim, ou pelo menos que me lembro. 

    Claro que isto não acontece sempre, porque gosto de acreditar que 90% das vezes sou uma pessoa muito feliz, mas quando chega àquele 10%, aquele 10% é levado ao extremo. E gostava de saber se com alguma das meninas que toma -ou tomou- pílula, isto também lhe aconteceu. E se sim, o que fizeram.

    Na minha vida pessoal está tudo óptimo, não tenho nada de maior que tenha de me preocupar neste momento, e que me possa causar algum stress... por isso ponderei a hipótese de ser da pílula. Alguém me pode ajudar aqui? 

 

O esforço vale a pena!

    A semana que passou foi particularmente mais difícil a nível de trabalho. Eram prazos para entregar documentos, outros para imprimir, alterações para fazer nisto e naquilo da tese, reuniões... Tudo isto porque tive de fazer, pela primeira vez, uma apresentação para um Congresso, coisa pouco chique como devem imaginar (e com poucas exigências!), a pedido da minha orientadora de tese.

    O resultado? Uma semana de correria de um lado para o outro, de lutas contra o tempo, noites (muito) mal dormidas, muitos nervos à mistura, muita responsabilidade envolvida, escassísmo tempo para ir para o blog, e acima de tudo, muito trabalho.  Todo o trabalho para um único dia, o dia do Congresso, tudo ia culminar nesse dia.

    Chegou o dia do Congresso. Faço a minha apresentação, discuto com o júri (no bom sentido), ele faz lá a sua avaliação, tudo bem. Então e não é que, no final, recebo o prémio de melhor apresentação do Congresso? Eu, que me estrei pela primeira vez nestas andanças, não fazia a mínima ideia do que estava para ali a fazer sentada ao lado de ministros sei lá bem do quê, fiquei em primeiro lugar nisto, COMO?!

    Ainda hoje estou para saber, parece que ainda não caí em mim. O que é certo é que, no final, todos me foram cumprimentar e dar os parabéns pela minha prestação. E eu com apenas 4 horas de sono, lá agradecia com a minha carinha de zombie, incrédula com o que tinha acabado de acontecer.

    Tudo isto para vos dizer: todo o trabalho que têm compensa, dá frutos, e eu recolhi os meus esta semana (eu a armar-me em Gustavo Santos...). Mas a sério, eu sei que é cliché, mas quando tudo parece ser o fim do mundo, não desistem, e lembrem-se desta história. Lembrem-se que todo o esforço vai valer a pena...  

Fazer planos com amigos nos 20s

    Ultimamente é mais ou menos assim que me sinto. Quem anda na faculdade, ou já está a trabalhar, sabe do que estou a falar. Combinar saídas com o nosso grupo de amigos é mais difícil do que juntar as ovelhas ao rebanho. Vai tudo para seu lado!

    O pior é ao início, e falo-vos de experiência própria, quando estamos habituados a estar com os nossos amigos praticamente todos os dias, e de um momento para o outro, tudo muda. Ou é os trabalhos, a faculdade, o/a namorado/a, os horários distintos... Seja o que for, cada um tem a sua vidinha, e torna-se cada vez mais complicado estarem todos juntos.

    Apesar deste panorâma, nem tudo está perdido, pois com muita força de vontade e compromisso, tudo se consegue! Graças às nossas queridas amigas redes sociais torna-se mais fácil manter contacto com as pessoas que gostamos, por isso não há desculpa para não meter a conversa em dia, sempre que for possível! E depois, é uma questão de ajuste de horários, e "sacrifício" de ambas as partes, em comprometer em saírem juntos 1 vez por semana, ou quando não é possível, semana sim/semana não, ou mesmo 1 vez por mês.

    O que interessa é ambas as pessoas quererem estar juntas, e demorando mais ou menos tempo, vão-se encontrando e fazer planos, sempre que puderem. Na minha opinião, não são uns dias, semanas, ou mesmo meses que separam amizades verdadeiras (amizades estas, muitas vezes, de anos!). Tudo o que for para ser, será, basta haver um interesse em ambas as partes. E não desistirem! 

Sobre ser anónima no Sapo

    No dia 6 o meu post sobre a Web Summit foi destaque (obrigada Sapinhos, mais uma vez!), e o que é certo que nesse dia fui a Lisboa (como bem vos disse  no post) para lados que desconhecia, que nunca tinha ido. E foi precisamente para esses lados, mais concretamente perto de Picoas, que calhei dar de caras com o prédio da Sapo!

    E eu achei aquilo tão... fantástico. Ali, mesmo à minha frente, estava alguma alminha caridosa que, naquele dia, por algum motivo, tinha achado por bem destacar o meu último post.  A minha primeira reação foi ir lá e agradecer o destaque, que todas as vezes me deixa tão feliz.

    Mas depois lembrei-me, ninguém faz a mínima ideia de quem é a carta... E que, se eu de facto fosse lá fazer isso, muito provavelmente a reação deles seria "Mas o que é que esta maluca está para aqui a dizer?.". Ou algo muito semelhante. E ao pensar nisso, não pude evitar esboçar um sorriso de orgulho. Porque é mesmo assim que eu quero que seja. 

    O objetivo do blog nunca foi tornar-me famosa, nunca foi ficar mais (re)conhecida. Nunca quis que a minha cara aparecesse em nenhum lugar associado ao blog, basta-me um nome: a carta. É mais do que suficiente.

    Isso não quer dizer que não tenha grandes expetativas com o blog, que eu todos os dias não dê o litro para o tornar cada vez melhor para vocês, para mim, para todos. Cada dia 'a carta' se torna mais "eu", e cada dia me dá mais gosto escrever.

    Já é o meu cantinho pessoal. Já conheço grandes pessoas aqui, já é parte de mim. Contudo, nem tão cedo vai deixar de ser anónimo, porque é assim que me sinto mais à vontade, e é assim que me deixa feliz. Pelo menos, por agora... 

A Carta chegou ao instagram!!!

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    É verdade! A partir de agora poderão ter a Carta ainda mais na 'manga'. A Carta criou um instagram!! 

    No insta, poderão acompanhar as aventuras e desventuras desta vossa amiga no instastories, ficar a par dos novos posts no blog, e saber mais pormenores (exclusivos) sobre as histórias que a carta conta aqui... Soa tentador, não soa...? (ou não) 

    Publiquei há pouco uma fotografia dos brownies que fiz para o Halloween, que muita gente elogiou aqui no blog a receita, apesar de nunca terem visto, de facto, uma foto dos meus (*cof cof*... ). Estes e outros behind the scenes é o que podem esperar de mim, lá no instagram!

    Então o que estão à espera para se juntarem à minha família de seguidores? Digam-me os vossos instagrams, adoraria seguir de volta mais bloggers daqui! 

 

Como vou passar este Halloween

    No início deste mês falava-vos da minha antecipação louca pelo Halloween, pois já é de hábito eu e o meu grupo de amigos juntarmo-nos e fazermos alguma coisa. Este ano o 'tema' escolhido foi bruxas, o que significa que cada um de nós vai ter que ir mascarado de um tipo de bruxa (ou bruxo) qualquer. Ora muito bem eu escolhi ir de Evil Queen, a bruxa má da branca de neve. Reciclei antigos fatos, 'diyei' umas coisitas aqui e ali, e para finalizar, abusarei da maquilhagem. 

fatos halloween.png

 

    No que diz respeito aos doces, fiz uns Brownies com Marshmallows Fantasmas por cima. Foi uma receita muito simples e rápida que vi no Pinterest, e que fiquei fã desde o primeiro momento em que vi a foto. Digam lá se não é a coisa mais adorável de sempre? Se estiverem interessados na receita, deixo o link aqui.

 

    Temos também carradas de jogos planeados, como o da Máfia, Cards against Humanity, Monopoly Deal, Uno, por aí fora... E filmes/séries prontas para nos tirar uma boa noite de sono!!  Se quiserem, depois partilho mais fotos do meu Halloween, aqui no blog. 

    Tenham um excelente Halloween! Não se esqueçam de ter cuidado a quem abrem a porta... (E especialmente com as maçãs que comem) 

    Mwahaha 

O dia-a-dia de quem está a fazer uma tese

    Para alguém que já se perguntou como era...

2ª Feira: Encontro com a orientadora na faculdade. Esclarecimento de dúvidas, correção do trabalho feito, mais trabalho, mais prazos para entregar trabalhos.

3ª Feira: Casa. Trabalhar nas correções da orientadora. Pesquisa. Leitura de artigos. Leitura de entrevistas. Escrita da tese. Análise temática dos dados. Análise de conteúdo no programa MAXQDA. Mais trabalho.

4ª - 6ª: Casa. Casa. Casa. Repetir o programa de terça-feira. Entregar os trabalhos nos prazos definidos.

Fim-de-semana: Sair de casa, e ver a luz do sol para não dar em doida.  Repetir tudo para a próxima semana.

    De dois em dois meses, tenho também que fazer uma apresentação oral acerca da tese, e entregar relatórios atuais, sobre a minha investigação. Se tudo correr bem, a discussão será feita em Junho/Julho do próximo ano.

    Eu sei que parece que tenho imenso tempo, e tenho, mas tenho também imenso trabalho pela frente. Vou analisar mais de 100 entrevistas, criar um sistema de categorias, codificá-las, e discutir os resultados. Ao mesmo tempo a minha orientadora quer que faça comunicações orais em congressos, e que publique artigos científicos. Uff... Vai ser bonito!

    Se me perguntarem o que é mais importante para mim, durante esta fase da minha vida em que tudo gira à volta da tese, eu digo, sem sombra de  dúvida, ter o apoio daqueles que me rodeiam. No sentido de terem paciência para aguentar as minhas ausências, e compreensão. E nem sempre é fácil! Porque como fico muitas vezes em casa, penso que dou a impressão que não estou assim tão ocupada; quando na verdade, especialmente quando há prazos a cumprir, é como se tivesse a trabalhar fora de casa!

    No entanto, um pequeno desabafo: quando chegar a vossa altura da tese, vão ter imeeensas saudades das aulas, e de toda essa rotina. Agora é difícil compreenderem, mas digo-vos que considero realizar uma tese um trabalho não só muito puxado, como acima de tudo, muito solitário. O vosso orientador vai ser o vosso melhor amigo, porque é a única pessoa que vos pode ajudar nesta altura. Por isso, tentem despachar a tese o mais rápido possível, para ficarem livres para as futuras etapas da vossa vida!

 

Ninguém é perfeito.

    Não é a primeira vez, nem há-de ser a última, que digo aqui no blog: sou uma assumida perfeccionista. Não digo isto do género que sou exclusiva, porque sei de imensa gente que se considera também uma fã da perfeição, mas digo antes como relato pessoal de como é viver assim.

    Basicamente todos os trabalhos na escola têm de estar impecáveis (por isso demoram imenso tempo a fazer), sem haver margem para erros; no emprego tenho de me comportar como a melhor, e nas amizades e convivências pessoais sou bastante... exigente. Resumidamente, eu sou muito difícil de lidar com os erros (meus, e dos outros), por muito mais pequenos que são. E acredito que isto acaba por ser um próprio mecanismo de defesa para mim, para não me magoar/desiludir com os outros. Porque como é que alguém é capaz de se desiludir com pessoas que só têm qualidades (ou pelo menos, maioritariamente)?...

    O problema é que a longo prazo acaba por ser desgastante, tanto para a própria pessoa, como para as restantes envolvidas. Para o próprio, porque vive diariamente numa luta interna para que haja a completa harmonia no seu exterior (e interior), para os outros, porque se cansam de pessoas que, bem..., têm dificuldades em aceitar como elas próprias são.

    E eu quero mudar isso em mim. Não falo do meu empenho e dedicação para que tudo corra bem na minha vida, mas sim da pressão constante desta dita 'perfeição'. Ninguém é perfeito, caramba. E se eu, ou alguém que eu amo, errar de vez em quando, não há-de ser o fim do mundo por isso. Afinal, somos todos humanos, e errar é próprio de nós, lá dizia o ditado.

    Falo especialmente em termos de relacionamentos interpessoais. Todos nós temos qualidades sim senhora, mas temos também bastantes defeitos, e temos que aprender a lidar com eles. Há algum tempo li um destaque na sapo que dizia algo deste gênero: "Apaixonarmo-nos pelas qualidades de outra pessoa é fácil, toda a gente consegue fazer isso, o desafio é apaixonar-mo-nos todos os dias pelos defeitos dessa mesma pessoa. ". Isso, meus caros, é amor.