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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Ler como um escape da realidade

    Li nalgum lugar que ler um livro era como viajar para um lugar novo, com um custo mínimo. E realmente é verdade, é isso que eu sinto.

    Confesso que já não leio tanto como lia quando era criança, tinha mais tempo-livre, menos internet, menos distrações (enfim, desculpas...). Mas a verdade é que das poucas vezes que leio hoje em dia, eu relembro-me sempre o quão bom é, e as saudades que eu tinha de ler.

    Agora comecie a ler "Os muitos nomes do amor" da Dorothy Koomson um bocado por 'obrigação' da minha madrinha, que me ofereceu o livro (Deus a abençoe), e estou tão entusiasmada! A história retrata uma rapariga que foi adoptada, e que de um momento para o outro descobre a verdade sobre a história dos seus pais biológicos, de modo que todas aquelas memórias que ela construíu durante anos, são postas em causa.

    E eu acho que estava mesmo a precisar disto. Talvez não desta história em específico, mas sim de um mundo para o qual me pudesse 'transportar' durante uns momentos, e esquecer a rotina. Muitas vezes a rotina acaba por ser desgastante, principalmente ultimamente, que sinto que os dias são todos iguais. Por isso, ler para mim acaba por ser um escape aos stresses, preocupações do dia-a-dia, horários sem fins...

    E vocês, estão a ler alguma coisa atualmente? Que livro faz-vos viajar? 

 

Dias menos bons...

    Li uma frase que era algo deste gênero "pelo menos os maus dias só têm 24 horas". Não me tinham avisado era o quanto essas 24 horas custavam a passar...

    Cada vez que tenho um dia daqueles mesmo para esquecer a minha reação é: (depois de horas a chorar), tentar tirar uma sesta, encharcar-me em doces, e ver vídeos do youtube de gatos. Vocês pensam que estou a gozar, mas não estou, ver animais felizes mete qualquer um de bom humor - pelo menos durante uns bons 15 minutos.

    Mas claro que nem sempre tenho dias maus. De facto, raramente tenho dias menos bons, porque gosto de acreditar que a vida corre-me bem, tenho uma boa família, amigos, um estágio que me desafia todos os dias... Mas como todos os seres vivos, há vezes em que não apetece sair da cama, por vários motivos. E hoje foi um deles.

    E por isso o post de hoje está assim todo murchinho, coitadinho, e vocês vão ter que o aguentar assim. Porque nem todos os dias isto é um mar de rosa, e digamos que hoje seria um excelente dia para lançarem o corneto da kinder para me alegrar o dia...

A super-placa!

 

    O meu pai usa placa dentária desde muito recentemente, então ainda não está muito habituado.

    Há dias ele estava no Pingo doce, e como constipado que está, não parava de espirrar, e tossir, para todo o lado.

 

    Às tantas, saca de um espirro do tamanho do mundo (ATCHÔÔÔÔ!), e só se vê a placa a atravessar um quarto da superfície do supermercado.

 

    "É o Super-Homem? É um avião? Não, é a placa do shô João!"

O medo da vida adulta...

    Há 3 coisas que me assustam na (entrada da) vida adulta: tirar os dentes do siso, defender a tese -e claro, a mais trabalhosa-, entrar no mercado de trabalho.  E não é que este ano vou realizar as três?

    Um dos dentes do siso já tirei e o resto vou tirar este ano, a tese vai ser defendida em Junho, e em Fevereiro vou ter "um gostinho" do que é a entrada no mercado do trabalho pois fui seleccionada para um estágio remunerado durante alguns meses, numa empresa à séria, para técnica de Psicologia.

    E agora dizem-me: Isso é óptimo!!! E é! Tive uma sorte enorme em ser escolhida para o estágio, e o resto, bem... tenho sorte em ficar já despachada este ano.  Mas também é bastante assustador.

    Assusta-me o Mestrado estar a acabar "tão rápido", e de repente ficar por minha conta, e tudo isto estar a acontecer tão depressa. A partir de Julho não vou voltar a ver escolas e universidades tão cedo!! O quão estranho é escrever isto? Nunca imaginei que fosse ter tantas saudades daquilo!

    Assusta-me o fim das aulas e trabalhos, e início das responsabilidades a sério de empresas como esta (que fui escolhida), e assusta-me o facto de poder não estar à altura do que pretendem. Assusta-me acima de tudo porque é novo, porque a concorrência é muita, e eu considero-me uma novata ainda por estas andanças.

    Assusta-me assinar contratos, e não haver volta atrás possível. Assusta-me deixar de tempo para outras coisas, não me adaptar ao meu emprego, e mais tarde ficar-me a sentir ainda pior do que estava ao início.

    Tudo o que é mudança é bom, porque nos faz crescer e ter contacto com novas experiências. E eu tenho a sorte de ter conseguido arranjar algo na minha área, e por isso tenho a certeza de que é uma experiência muito positiva para mim. No entanto, não consigo evitar estes medos que me dão nervos, e estas vozinhas internas que me dizem "Mas e se...?"

Como é tirar os dentes do siso?

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    Aparentemente o grau de felicidade do ser humano normal diminui entre a idade dos 18 até aos 24 anos de idade, porque é a altura em que se dá a extração dos dentes do siso... Pode haver pessoas que tiram mais tarde, e ainda aqueles em que, - saíram-lhes o euromilhões -, e já nascem sem eles (como vos invejo...)

    Eu tirei um dos meus dentes do siso, de baixo, na passada Terça-feira. Hoje é sábado, certo?... e ainda tenho andado com o Brufen atrás 

    É importante dizer que o meu dente do siso estava completamente deitado, e por isso era importante tirá-lo o mais rapidamente possível - que no meu caso foi assim que ele nasceu -, para evitar complicações mais tarde. Posso-vos dizer que a extração demorou uma hora, o que como devem adivinhar, para mim pareceu uma eternidade.

    Primeiro deu-me um líquido para bochechar durante 20 segundos, que calculo que deve ter sido para "amolecer" a gengiva. Depois disse-me para eu me deitar, e foi aí que me deu a picada da anestesia, que não me doeu rigoramente nada. 

    Em seguida, disse-me para esperar um bocadinho, e eu comecei a sentir as minhas bochechas, língua e interior da boca a perder toda a sensibilidade (que é a fase esquilo, onde tudo incha). Depois começou a extração. Senti alguma pressão e percebi quando o dente estava a ser arrancado, mas nunca me doeu nem um bocadinho. Por isso quando saí do bloco estava com um ar todo "fresco e natural", como o meu pai me descreveu, porque de facto não senti rigorosamente nada. O pior foi chegar a casa...

    Assim que o efeito da anestesia passa... estamos feitos. Para além do gelo, o paracetamol e o brufen, como já referi, foram os meus melhores amigos. Sem eles tinha dores de morte no maxilar. Para além disso, no dia seguinte à extração dei de caras com um inchanço enorme desta vez não da anestesia, mas da extração. E fiquei assim durante 3 dias. Sim, 3 DIAS a parecer que tinha levado uma bofetada na bochecha esquerda.

    Três dias em que aconteceu tudo na minha vida: Fui chamada para uma entrevista, tive uma reunião com a minha orientadora de tese, fui resolver uns problemas no banco... Ou seja, de 5 em 5 minutos lá estava eu a garantir às pessoas que a minha cara não era assim tão desproporcional como parece, e que o inchaço deve-se sim a razões alheias à minha vontade.

    Por isso meninos e meninas, um (pequena) dica minha para vocês: Não façam como eu, e certifiquem-se que tiram os sisos nas férias, folgas, ou alturas em que sabem que não vão ver ninguém nos 3/4 dias seguintes - pelo menos. Porque andar na rua com a medicação de um lado para o outro, e a cara em construção, não é nada agradável. 

A minha experiência como figurante

 

    Hoje resolvi-vos fazer um post muito pedido no meu instagram (se não me seguem ainda, estão à espera do quê? ), que é acerca das minhas gravações como figurante, para a televisão. 

    Participei, pela primeira vez, por detrás das câmaras no dia 1 de Agosto, altura em que falei sobre isso no blog. Recentemente, fiz também um trabalho numa série que vai estrear na RTP. E.. não vale a pena falar-vos muito mais sobre quais as séries em que eu participei nestas duas vezes, sabem porquê? Porque eu acabei por não entrar em nenhuma delas. E hoje vou-vos explicar o porquê...

    O mundo do espetáculo, como muitos imaginam, têm muito mais a passar nos behind the scenes, do que aparenta. Pode não ser grande novidade, mas uma cena que nós vemos de 5 minutos na televisão, na verdade demora um dia a gravar, e uma cena que passa durante 1 hora na televisão, na verdade demorou uma semana. Um mesmo take pode chegar a ser repetido umas 10 vezes, por variados motivos (e não só quando um actor se engana na fala) - porque estava muito barulho e não conseguiram gravar como queriam, porque a atuação não foi a melhor, porque o ângulo não estava perfeito, os timings não correram como planeado, e por aí fora... 

    Por causa disso o horário é muito incerto, e pode haver dias em que as gravações vão das 9h às 15h, como podem haver dias que vão desde as 8h até às 18h (sim, isso chegou a acontecer comigo... ) Porque os figurantes fazem exatamente o mesmo horário, ou pior. Porque ao contrário dos atores, que se pode prever quais as cenas em que eles vão entrar ou não, nos figurantes - como somos anónimos -, nunca sabemos quando vamos ser chamados, por isso precisamos de estar sempre atentos, e disponíveis.

    Outra das coisas que reparei também é que, também contrariamente aos atores, os figurantes têm um tratamento especial... Especial do gênero "Desenrasca-te, porque tu aqui não passas de um mero plebeu, e se não gostas... NEXT!". Por isso, fica-se com as sobras (de tudo!) dos atores principais. Basicamente tratam-nos como bonecos, fantoches.  As pessoas da televisão não estão muito preocupadas se os figurantes têm fome, frio, ou se os seus sapatos estão-lhe a desfazer o esqueleto... E eu compreendo o porquê, como é óbvio o bem-estar da Soraia Chaves é mais importante para a novela, mas acho que também era necessário que garantissem que os figurantes estão motivados para aquilo que estão a fazer, porque sem nós a vossa novela seria... bastante solitária, digamos assim!

    Para além disso aprendi também, com esta experiência, que os figurantes têm que ter bastante paciência. Paciência porque vão ter imensas alturas em que vão ter de fazer tudo à pressa: vestirem—se, maquilharem—se, e comer a despachar para serem chamados para atuar  — e outras vezes em que no fim não vão ser precisos. Mas também vão ter imensos tempos mortos, em que não serão precisos para as cenas, pois chamaram figurantes a mais, e muitas vezes isso origina um desperdício de tempo perdido... E foi isso mesmo que aconteceu comigo. 

    Das duas vezes em que fui chamada para figuração vestiram—me a rigor, pentearam—me, maquilharam... para depois ficar o resto do dia a olhar para as paredes (literalmente!), pois não fui precisa. Para mim o pior nem é tanto não precisarem de mim, é mais a ansiedade em que tive durante todo o dia (das 8h às 18h, como vos disse) sempre na esperança que me chamassem, como prometeram, para no fim ser dispensada. É um sentimento de frustração um bocado difícil de explicar...(Ou se calhar sou eu que sou ansiosa demais )

    Claro que o que acontece a mim acontece também a imensas pessoas, e não estou de forma alguma a dizer que sou uma exceção à regra, nem a dizer que é muito frequente isto acontecer. Porque não é, de modo geral, quando se é chamado, entra—se. Só estou a dizer que esta foi a minha experiência, e tive realmente muita pena de não chegar a aparecer em nenhuma das cenas — apesar de ao aparecer nas cenas também não significava que me iam ver na televisão, porque podia aparecer longe, ou desfocada... Mas pelo menos teria essa experiência.

    E pronto, este foi o meu desabafo acerca do mundo da figuração. Espero que tenham gostado de ouvir ler, em primeira pessoa, a minha experiência na televisão!  Algum de vocês já participou em algo semelhante? O que vos contei era muito diferente do que imaginavam, ou nem por isso?

Best nine 2017 - Blog

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    Vocês acreditam que já estamos a um pézinho de entrar em 2018?? A sério? É que eu não... Tenho a sensação de que este ano passou a voar, e que nem dei conta! Isso só pode significar que tive um bom ano...

    Agora voltando ao mais importante, bem, nesta altura do ano está em altas fazer o best nine do Instagram - onde são colocadas as 9 fotos com mais likes do ano que passou. Achei a ideia o máximo, e por isso achei que seria engraçado fazer o mesmo, mas em relação aos posts do blog, o que acham? 

  Seleccionei, por isso (com a ajuda do sapo não é), os nove posts da Carta, com mais favoritos em 2017, e o resultado final foi *rufar de tambores, pff*:

1º Porque gosto tanto de ter um blog (12 gostos): Este é também um dos meus posts preferidos, para não dizer o meu preferido, porque foi daqueles mesmo vindos cá do fundo...  Lembro-me o quão grata me senti, enquanto estava a escrever, por fazer parte da família de bloggers da sapo!!

2º Como é a vida de casado? (9 gostos): Gostei muito de escrever este post, porque veio de um relato verdadeiro entre mim e um paciente meu, que eu tive um grande prazer em conhecer. Todos os meus pacientes ensinaram-me muita coisa, e este não foi exceção!

3º Bem-vindos caloiros! (9 gostos): A entrada na faculdade é sem dúvida um grande passo na vida de cada um de nós, por isso acho importante dar o máximo de ajudas possível numa fase tão stressante/entusiasmante de um estudante 

4º "Situationship" (9 gostos): Este post foi o meu primeiro grande destaque na sapo, e terá sempre um lugar especial no meu coração...

5º Regresso às aulas (8 gostos): As conversas entre mim e a minha irmã são sempre as minhas favoritas, e se eu as fosse postar no blog, tinha posts todos os dias hilariantes

6º I'm not a morning person... (7 gostos): Engraçado como as coisas mudam mas hoje em dia já não tenho TANTA dificuldade em acordar cedo de manhã... Eu disse tanta, mas isso não significa que já não tenha...

7º O dia-a-dia de quem está a fazer uma tese (7 gostos): Iniciar a tese este ano foi, sem dúvida, um dos meus maiores desafios, mas também aquele que me deu maiores trunfos. Afinal, foi graças à minha orientadora que ganhei um prémio numa conferência muito prestigiada, e eu não pudia estar mais orgulhosa neste meu feito  ihihi  

8º Pessoas e redes sociais (7 gostos):É curioso saber que a minha dificuldade em aceitar pessoas que não me falam na rua nas redes sociais ainda se mantém atualizada 

9º Entrei no Inspetor Max... (7 gostos): Foi neste ano que começou (e acabou?!) a minha jornada pelo mundo da figuração. E tenho tanto a dizer sobre o que se passa nos bastidores de uma série de televisão... Se quiserem, mais em breve dou mais detalhes!

    De modo geral consigo concordar com muitos dos posts destacados, visto que estes também foram muitos dos meus preferidos! Se resume o meu ano? Enquanto blogger, talvez. Enquanto pessoa, houve muito mais do que isso que ficou por contar.

    Este ano: passei (finalmente!!) à cadeira que tive maior dificuldade na faculdade; conheci vários atores graças à minha melhor amiga Su, que me acompanhou em teatros e em experiências de figuração; reencontrei-me com uma amiga de longa data, que eu tinha imensas saudades (Pipa, esta é para ti, eu sei que lês o blog!); passei mais tempo com a minha família, o meu grupo de amigos, e o meu namorado; acabei a minha experiência no Centro de Saúde, como estagiária de psicologia... E MUITO mais, de certeza... Mas por agora, é tudo aquilo que me lembro.

     E vocês, qual foi o best nine de 2017 das vossas vidas? Desejo-vos umas excelentes entradas, e um 2018 ainda melhor que este ano! 

As minhas recordações do Natal...(pessoal)

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 (sim esta minimeu sou eu!)

 

    Num dia em que me sinto tão nostálgica como este, achei que seria engraçado se vos falasse um pouquinho mais sobre a minha vida pessoal, mais concretamente sobre as minhas recordações (de back in the days) de Natal.

    Quando me falam em Natal, a primeira (e talvez a mais velha) recordação que me vem à cabeça é da família toda reunida, desde os meus 8 anos talvez, quando tínhamos cá em casa os meus padrinhos, primos, e avôs. Isto era uma festa, era só casa cheia! Os meus padrinhos e primos são de longe daqui, por isso cada vez que eles vinham cá era quase um acontecimento histório, digno de ser lembrado. E os meus avôs já eram da casa, pois sempre tive uma grande ligação com eles (e hoje sinto-me muito orgulhosa de puder dizer isso). Sinto imenso a sua falta nesta altura.

    Lembro-me especificamente de uma memória que tenho do meu avô materno a dançar a música "Hit the Road, Jack" num daqueles teclados de piano para crianças Essa é a recordação que me lembro de imediato quando me recordo dos Natais com os meus avôs. Era ele a dançar, todo animado como sempre, e aquela música dava-lhe vida, emanava felicidade por todo o lado. Em certas alturas parecia uma criança com o seu brinquedo preferido. Provavelmente foi esse um dos principais motivos que levou a minha mãe a querer que eu e a minha irmã frequentassemos as aulas de piano, em pequenas.

    Para além disso lembro-me também da parte mais gulosa da época natalícia: os doces. A minha mãe e a minha avó metiam-se na cozinha horas a fio e faziam: mousse de chocolate, salame, baba de camelo, todo o tipo de bolos possíveis e imaginários, não pudia faltar comida para ninguém! E nunca faltava, de facto sobrava! E eu agradecia, porque na manhã seguinte, lá ia eu 'assaltar' a mesa ainda montada com os doces, fazendo daquilo o meu pequeno-almoço, lanche, e ceia.

     Os nossos Natais, em pequena, eram também conhecidos pelos nossos espectáculos musicais e teatrais (desde cedo sempre tive jeito pr'a coisa). Juntamente com a minha irmã e primos, nós orquestravamos números músicais de Natal onde cantávamos, tocávamos, e dançávamos imensa coisa, e acima de tudo fazíamos rir imensa gente pois nós não passávamos de amostras de gente, éramos ainda umas criancinhas, e não fazíamos a mínima ideia do que estávamos para ali a fazer. Para além disso, gostávamos de nos armar em atores e encenávamos as mais variadas peças, que é como quem diz a mesma peça de sempre ("A chegada do Pai Natal"), mas com alguns twists lá pelo meio. Era muito giro - e "original".... 

    Por último, não me pudia esquecer da aguardada espera pela meia-noite (e pelo Pai Natal), com a minha família. Lá íamos nós os 4 pequenotes para a cozinha, onde havia um relógio gigante, à espera das 12 badaladas para pudermos ir abrir os presentes. Porque naquela altura era só mesmo há meia-noite! Hoje em dia o pessoal cá de casa já está cansado, já não tem a genica de antigamente, e se quiser abrir às 9h, abre-se às 9h, mas no meu tempo não era nada disso! Era só quando acabava o Natal nos Hospitais!

    E pronto... por hoje foi isto que me lembrei. Atualmente, e apesar de ver agora estas memórias como umas mais alegres que outras, o Natal é apenas...diferente. Só isso. Não é melhor nem pior, é diferente. Hoje em dia é mais calminho, menos miudos, menos confusão. No entanto, a diversão continua, e por isso sou tão fã de jogos, filmes, e músicas no Natal, porque acho que acima de tudo esta É uma época alegre que, com mais ou menos gente, é comemorada acima de tudo pelo amor e união de todos. E mal posso esperar pelos futuros Natais para haver mais miudos há mistura (mas não digam já ao gajinho, senão ele assusta-se!), mwahaha...

Sou uma mulher livre (de dor de dentes)!

    Como muitos sabem estava a usar aparelho dentário há 3 anos, principalmente para corrigir os dois dentes da frente que pareciam nunca se terem dado... desde sempre. Pois bem meus caros, hoje o sofrimento acabou.

    Chega de visitas mensais ao dentista, de ocasionais dores de aperto do aparelho, de microimplantes para aqui e para ali, visitas ao bloco operatório, constantes preocupações com a comida nos dentes (uff, que pesadelo...). Tudo isso chegou ao fim. ESTOU LIVRE DO APARELHO!! Ao fim de três anos, tenho os dentes como queria!

    Acreditem que a sensação de alívio é óptima! A emoção é tanta que a mim só-me apetece fazer uma festa para festejar o meu novo sorriso, imaginem vocês. E nessa festa incluir todas as coisas que evitei comer durante este tempo todo: batatas fritas, pipocas, carnes duras, pastilhas, etc, etc... Quem alinha? hehe 

 

 

*A parte chata é que isto não chegou bem, bem, ao fim, pois falta o aparelhinho de contenção (é tipo um molde transparente que se deve usar todos os dias para os dentes ficarem no sítio). Até agora a minha experiência com aquilo é que dói como tudo, porque faz uma certa pressão aos dentes para não se mexerem, o que vos faz 'babar' um bocado e falar à sopinha de massa (muito sensual, eu sei.). Mas é tudo uma questão de tempo, até estar livre de tudo, de vez. 

Efeitos da pílula?

(Rapazes que por algum motivo estejam por aqui perdidos, este post não é o mais indicado para vocês. Esta é aquela parte das gajinhas que vocês menos compreendem. Até nós!)

    Há cerca de uns 3 meses comecei a tomar a pílula. Para além de estar num relacionamento amoroso, tinha cólicas horrivelmente dolorosas naquela altura do mês, e para mim, eram dois motivos mais que suficientemente fortes para a começar a tomar. Comecei por tomar uma muito fraquinha, a Minigeste, e digo-vos uma coisa: realmente achei muito fraquinha, porque não notava efeitos secundários nenhuns. Em toda a minha vida ouvi coisas horríveis de raparigas: que engordava, que dava enchaquecas, causava estrias, náuseas, aumentava a probabilidade de desenvolver depressão, e por aí fora... Em mim nunca teve efeito nenhum. Ou pelo menos que notasse. Até agora.

    Ultimamente, como quem diz de há umas semanas para cá, noto-me...diferente. Continuo eu, mas numa versão mais sensível, irritadiça, com mudanças de humor repentinas... No fundo com as emoções mais "à flor da pele." Se estou cansada, estou de rastos; se estou chateada, estou passada 'dos carretos'; se estou triste, desato a chorar... De modo geral, estou com menos paciência para os outros. E antes não me sentia assim, ou pelo menos que me lembro. 

    Claro que isto não acontece sempre, porque gosto de acreditar que 90% das vezes sou uma pessoa muito feliz, mas quando chega àquele 10%, aquele 10% é levado ao extremo. E gostava de saber se com alguma das meninas que toma -ou tomou- pílula, isto também lhe aconteceu. E se sim, o que fizeram.

    Na minha vida pessoal está tudo óptimo, não tenho nada de maior que tenha de me preocupar neste momento, e que me possa causar algum stress... por isso ponderei a hipótese de ser da pílula. Alguém me pode ajudar aqui?