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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Dia Mundial da Saúde Mental 2017

    Hoje comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental, e como (futura) psicóloga não podia deixar passar este dia em branco, por isso aqui vai a minha mensagem a todos os que lêem o blog.

    Para quem não sabe, a saúde mental define-se, segundo a Organização Mundial de Saúde, como o estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de realizar as suas capacidades pessoais e profissionais, lidar com o stress da vida de forma natural, e contribuir para a comunidade em que se insere. Parece algo fácil e acessível a todos nós, não é? Pois é, mas enganam-se.

    Um em casa 5 portugueses sofre de uma doença mental. Isso quer dizer que, muito provavelmente, vocês têm uma tia, primo, colega, amigo, com um tipo de patologia psicológica. E muito provavelmente nem têm noção disso. Como o atual bastonário da OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses) refere tratam-se de "doenças silenciosas", que como muitas vezes não são visíveis como as físicas, são frequentemente desvalorizadas. Não querendo por isso dizer que são menos importantes, e incapacitantes para quem as tem.

    Atualmente, as consideradas mais frequentes são as perturbações de ansiedade, e as de humor. Para terem uma ideia, uma perturbação de ansiedade pode originar taquicardias frequentes e ataques de pânico, que se assemelham à sensação de ter um ataque cardíaco. Por sua vez, a patologia de humor pode englobar uma perturbação depressiva. Neste momento, a depressão é responsável por uma taxa de suicídio em Portugal acima da média mundial. Estamos a falar de assuntos graves, que necessitam de uma resolução!

    Hoje vi uma reportagem na TVI que dava conta que os portugueses gastam cerca de 200 milhões de euros em psicofármacos, sendo mais de metade destinados à saúde mental. Isto porque se estima que um terço dos doentes mentais não tem o tratamento adequado, e por isso recorrem à medicação. Se essas pessoas tivessem tido uma intervenção psicológica, e/ou um aconselhamento numa fase precoce, evitar-se-ia o agravamento das suas situações. Chega de estigmas associados à saude mental. É fundamental aumentar os técnicos nos Centros de Saúde, só assim poderemos combater estes números horríveis.

Grande Ego?!

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    Já vos contei que um dos meus filmes preferidos é o "Mean Girls"? Foi um filme que nos ensinou que a) 'estereotipar' toda a gente não é correto de se fazer, e b) cada um de nós tem a sua história. É bom pensarmos que, para além de nós, toda a gente tem emoções, tem uma família, um legado, uns valores, uma educação... E que tem, acima de tudo, de ser respeitada.

    Quando oiço alguém a chamar sistematicamente de 'ignorante' a alguém, só porque quer fazer sobressair a sua própria "inteligência", ou 'incapaz' só porque este último não teve as mesmas oportunidades que ele teve, não consigo deixar de pensar o seguinte: Será que isto contribui assim tanto para a sua personalidade? Isto é, será que existem mesmo seres no mundo com a auto-estima tão baixa, tão baixa, que necessitam rebaixar as pessoas que julgam ser fracas, de modo a fazerem-se sentir melhor? Não arranjam mesmo outra forma de se sobressair enquanto ser humano, de se valorizarem?

    É triste. Porque são pessoas tão egocentradas que se esquecem que os outros à sua volta têm também as suas próprias capacidades (e, surpreendam-se, se calhar, só se calhar, muito mais desenvolvidas que as vossas), que não vêem necessidade de se estar constantemente a gabar das suas proezas. Não se apercebem que são pessoas muito inseguras, e que têm muito a aprender. Concentrem-se antes nos vossos próprios problemas, e asseguro-vos de que farão um mundo muito melhor para vocês, e para todos. :)

    Como li em tempos: "Cuidado com o ego! O pavão de hoje pode ser o espanador de amanhã."

Auto-estima

     Falava eu há dias com alguém a propósito da auto-estima, e do quoão importante ela nos é. Falávamos sobre o quanto ela nos faz sempre falta, e que convém andar sempre com 'o suficiente' na mala, just in case.

    Já foi o tempo onde eu acreditava que o mundo era um local cheio de pessoas boas, passarinhos a cantarolar, e borboletas a voar.... Infelizmente, apercebi-me que nem sempre é esse o caso (Veja-se o exemplo de Pedrógão, onde se soube que houve pessoas que foram assaltar as casas ardidas -como se perder a casa já não fosse o suficiente...)

    Por isso, e como ao virar da esquina está sempre alguém pronto para nos rebaixar e nos fazer sentir como a pior pessoa do mundo, é bom que tenhamos uma auto-estima suficientemente forte, para não nos deixarmos levar a baixo à primeira tentativa. A literatura dá-nos algumas dicas para trabalharmos no nosso amor próprio.

    Em primeiro lugar, devemos valorizar as nossas capacidades e sucessos pessoais, e deixarmo-nos inspirar por eles. Tomando consciência das nossas paixões, qualidades, e talentos. 

    É também aconselhado a sermos positivos no nosso diálogo e maneira de ser, de modo a sentirmo-nos melhor connosco. Falarmos de forma confiante, e valorizar as nossas experiências de vida, influencia não só a forma como nos vemos a nós próprios, mas também como os outros nos vêem. Além disso, não devemos comparar-nos à situação dos outros, mas em vez disso focarmo-nos no nosso próprio crescimento.

    Assim, se por um lado devemos ter consciência das nossas capacidades e não nos deixar humilhar por ninguém (pois como a minha mãe costuma dizer "-Acima, só Deus!"), por outro, não se deve também cair no outro extremo, e acharmo-nos a última bolacha do pacote. Porque quando a auto-estima é excessiva, torna-se puramente egoísmo, e isso já não é muito saudável... Mas isso fica para um próximo tópico! 

Como é a vida de casado?

    No meu trabalho, como sabem, dou acompanhamento psicológico a vários utentes, desde crianças a idosos. As temáticas que cada um vem abordar comigo são sempre diferentes, apropriadas para cada caso: seja a motivação para a escola, aprender a lidar com o stress do emprego, problemas matrimoniais... E hoje queria-vos falar do caso de um senhor que tive o prazer de seguir, durante algum tempo, que me ensinou imenso a mim, e eu espero ter ensinado imenso a ele também.

    O principal motivo que o trouxe à consulta foi a sua dificuldade em encarar o envelhecimento na vida do casal, porque já estava casado com a mulher há 50 anos, e provavelmente por isso tinham agora maior dificuldade em 'aguentar' os defeitos (e feitios) de cada um. "50 anos é imenso tempo....".  pensava eu, "Qual é o vosso segredo?" perguntei, em tom de brincadeira. Ao que ele me responde que foi "A paciência, a capacidade em 'adaptarem-se' um ao outro, e o compromisso que tiveram na base de tantos anos felizes ao seu lado..."

    Não foram raras as vezes em que o paciente me disse em consulta que fazia 'acordos' com a mulher, de forma a que os dois ficassem felizes. No caso deles, por exemplo, ele considerava-se uma pessoa muito sociável e divertida, enquanto ela era mais tímida e reservada. Por isso mesmo, ele combinava com a mulher irem os dois semana-sim/semana-não a uma excursão juntos, e em troca, todas as sextas-feiras eles faziam uma sessão de filmes 'caseira', onde a mulher escolhia o filme a ver. E isso aplicava-se a tudo, inclusivamente às lidas domésticas! Era impressionante a forma como este casal, com personalidades e objetivos claramente opostos, conseguia completar-se tão facilmente um ao outro: "Somos como o Ying e o Yang", dizia-me ele em tom de brincadeira.

    Claro que este senhor estava em consulta por um motivo, havia ainda certos aspetos da sua vida que ele precisava de aprender a lidar. Mas a sua motivação, força de vontade, e amor para continuar a lutar pela mulher da sua vida, eram as coisas mais certas que ele tinha na sua vida. Por isso 'senhor', aonde quer que se encontre neste momento, quero que saiba que me ajudou imenso a mostrar o que é a vida de casado, e os desafios da vida adulta. E desejo-lhe uma vida com tudo de bom, muita sorte, saúde... e acima de tudo, amor eterno.

Os 'reis' lá de casa

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    Acabei de ouvir um pai a dizer assim "O problema é que o meu filho não quer fazer os trabalhos, e quando ele não quer, não faz, não vale a pena dizer nada. E depois também não estuda para os testes. Eu acho que é preguiça, ou um défice de atenção. Porque ele saber fazer as coisas sabe, não é burro,, mas não quer." E prosseguia dizendo que o filho ultimamente não tem querido ir à escola porque não lhe apetece, está cansado das aulas, e por isso não vai. O filho em questão tinha 13 anos.

    Eu por momento pensei que de um momento para o outro a sociedade tinha invertido a ordem hierárquica das coisas... Só me perguntava 'Desde quando os filhos mandam nos pais? Será que sempre foi assim?'. Já não é a primeira vez que oiço, inclusivamente em consultas psicológicas, pais a queixarem-se que os filhos (coitados), não têm boas notas porque não querem estudar, e que desconfiam "de um possível défice cognitivo" qualquer. E eu não consigo deixar de pensar: Ó pessoal, já experimentaram ordenar os vossos filhos para se empenharem na escola? Para fazerem os trabalhos? 

    Não estou a falar de casos de miúdos que se vê claramente que se esforçam e não conseguem, esses ainda têm exceção. Agora miúdos que não têm boas notas, ou que são rebeldes, ou que respondem mal aos professores nas aulas, etc etc, porque não são bem-educados é outra coisa.

    Eu acho que os pais devem ter medo de mandar nos filhos, e acabam por se esquecer de educá-los. Seja o motivo: a sua ausência em casa, o facto de se sentirem culpados de alguma coisa, o medo de os magoar...o que seja. A criança precisa de conhecer as suas regras, e os seus limites. Precisa de saber que há consequências negativas para determinados comportamentos que tenha, e recompensas positivas para outros.

    Não digo que seja necessário partir para a violência com tudo o que é criança, porque não sou apologista disso, e acho que se deve primeiro tentar resolver as coisas com palavras. Mas, se há crianças que não vão com palavras, vão com berros, ou com outra coisa qualquer. Não nos podemos livrar da responsabilidade de educar uma criança. NÃO DIGO QUE SEJA FÁCIL! Porque não é (com o nascimento da minha irmã, vi o que é criar mais um 'puto' em casa). Mas é possível.

    Acho preferível do que estar a criar um jovem que: não sabe o que são regras, não sabe quem são os seus superiores, e vai muito possivelmente ter um futuro muito menos feliz.

Fiz um teste de personalidade, e eis o resultado...

 

    Como muitos sabem (e os que não sabem ficam a saber), eu estou a estudar Psicologia. E na altura da minha licenciatura ditaram que seria importante nós apostarmos em fazer um teste psicológico de personalidade (*) (cá para mim, era mais como uma prova dos 9 para eles, para ver se nós não nos revelávamos uns psicopatas... Nesse sentido, dou-lhes toda a razão). E eu, como grande parte da turma, decidi apostar neste desafio! Nao tinha nada a perder, e era algo que eu sempre quis fazer por curiosidade!

    Ora bem, é óbvio que eu não vou detalhar tudo o que os resultados vieram a confirmar (até porque não sou nenhuma oferecida, vão ter que me convidar para um café primeiro), mas achei que era giro se partilhasse com vocês alguns dos meus pontos que mais se destacaram- tanto pela parte positiva, como pela menos positiva - que se destacaram para eu poder refletir também um pouco com vocês, sobre eles.  

Alguns dos Pontos Altos (<50) :

  • Bem-estar/Emoções positivas Yaaaay me! Começou logo bem! 
  • Organização, Planeamento do tempo
  • Amabilidade (Já tenho um teste que me comprove realmente que sou uma boa pessoa. Já tenho argumentos para quando me disserem que estou de mau-humor, Ha!)
  • Acolhimento caloroso (aka = I'm Lame as f***.)
  • Curiosidade intelectual
  • Sensibilidade Quando descobri isto, fui dizer à minha melhor amiga, em pânico "Achas normal?! Diz no teste que sou demasiado sensível...É que agora não consigo parar de pensar nisto.." Ela vira-se para mim: "Hmm.. Não achas que estás a levar isso demasiado à letra, 'miga?" "LÁ ESTÁ!", disse logo eu, "SOU MESMO DEMASIADO SENSÍVEL..." 
  • Confiança nos outros Este teste foi realizado há 3 anos. Hoje em dia considero-me (ligeiramente) mais desconfiada do que era anteriormente...
  • Timidez
  • Fantasia/Imaginação

 

Alguns dos Pontos Baixos (>50) :

  • Depressão
  • Hostilidade (encarar sentimentos de frustração, e raiva) (hmm... Esperem até me verem de TPM.)
  • Correr riscos/Adaptação a novas situações Concordo. Gosto muito da minha zona de conforto. Como disse uma vez a uma colega minha quando ela me confrontou com o assunto: "Então, ela chama-se zona de conforto por algum motivo não é...É confortável, ora essa!"
  • Impulsividade Segundo o teste eu tenho mais o hábito de pensar bem, antes de agir por impulso. O problema maior é quando penso DEMASIADO na minha opinião... 
  • Lidar com pressão e contrariedades Existem pessoas que trabalham bem sob pressão. E depois existo eu.
  • Liderar (tarefas, actividades...) Sou alérgica a tudo o que seja liderar alguma coisa. Seja trabalhos de grupo, no trabalho, o que for... Stressa-me ter que pegar em 4 ou 5 cabeças de outros seres, e tentar fazê-las convergir num único sentido.

 

    Resumindo e baralhando, acho que os testes psicológicos da personalidade não dão de todo resultados em vão, porque se há alguns pontos que estão claramente evidenciados, por algum motivo há de ser, mas também não é motivo para "extremar" tanto a coisa (como por exemplo, na característica introversão/extroversão não havia meio termo. Pessoalmente considero-me mais tímida do que o considerado normal, mas continuo a adorar sair com os meus amigos e ficar em casa 2 dias seguidos deprime-me).

    No entanto, acho importante olhar para alguns dos traços mais evidentes e analisar, refletindo um pouco sobre eles também. Pois não adianta termos noção de como somos, e não tentarmos melhorarmo-nos a nós próprios. Assim, o meu objetivo com o teste foi também de me melhorar a mim mesma, desenvolver mais os pontos que acho que devem ser mais desenvolvidos, e focar-me naquilo que acho que está no bom caminho, e que deve continuar. Qual é a vossa opinião sobre os testes de personalidade, e até que ponto eles são credíveis? :)

 

 

 

(*) O teste de personalidade que realizei, neste caso, foi o NEO PI-R.

O que aprendi, na minha profissão

    Estudar psicologia, na minha opinião, é como tirar um curso para se tornar uma melhor pessoa.

   Talvez esteja a exagerar. Mas faz sentido, até porque se o nosso objetivo é ajudar a pessoa a ultrapassar as suas dificuldades, e a melhorar-se a si própria, temos de melhorar a nós mesmos (psicólogos) em primeiro lugar.

    A Psicologia ensinou-me, por exemplo, a ser uma pessoa menos egoísta (o que não quer dizer que já não seja ), mas aprendi a colocar-me mais facilmente no lugar do outro aprendi!, a pensar mais no seu ponto de vista. Acho tão frequente hoje em dia as pessoas colocarem-se só no seu lugar, na sua pele, e esquecerem o outro, é tão mais fácil. As pessoas ficam abrangidas com os seus próprios problemas do quotidiano, e esquecem-se de que o outro também existe. Eu própria, para conseguir sair dessa situação, vejo-me perguntar a mim mesma "-No lugar daquela pessoa, como é que eu me sentiria?", e isso muitas vezes ajuda-me a 'descer' à razão.

    Depois, aprendi também a ser mais fria em algumas situações. Não quer dizer que seja um coração de pedra (de todo, até porque continuo uma pessoa muito emocional, e choro com facilidade). Mas aprendi a não me deixar afetar de forma tão intensa pela minha dor, e pela dor dos outros. Porque pode acontecer ter consultas de 1 hora com um paciente que não páre de chorar o tempo todo, seja pelo motivo que for, e eu tenho de compreender e empatizar com sua dor, mas não me deixar afetar por isso. E isso treina-se.

    Aprendi também a fazer menos julgamentos acerca dos outros, a não julgar 'o livro pela capa', como se costuma dizer. E não atribuir toda a culpa à pessoa em si: ter em conta todo o seu contexto, a sua forma de vida, o seu passado. No fundo, aprendi a não ser tão extremista no que diz respeito à culpa (que é sempre tão subjetiva...), e antes de apontar um dedo aos outros, apontar um a mim própria, como já dizia antigamente.

    Porque ninguém é perfeito, até porque se fossemos, este mundo seria uma seca. :)

Ninguém disse que era fácil ser-se psicóloga!

 

 

    Ninguém mesmo.. Dentro de pouquíssimos dias vou começar o meu estágio curricular e sinto-me supeeeer nervosa (e nada preparada psicologicamente D:)Vou ter semanalmente: o estágio da faculdade num centro de saúde, orientação da tese na faculdade, orientação do estágio na faculdade E ainda aulas da (m****) de cadeira que chumbei no semestre passado.. Ou seja, este semestre vou ter que fazer não só a dissertação de mestrado (e apresentação), como o estágio curricular, os relatórios de estágio semestrais e a cadeira chumbada...

    Atenção, não levem isto como se me estivesse a queixar de não gostar do que estou a fazer, porque é precisamente o contrário. AMO a minha profissão, ou melhor, a minha futura profissão, acho que é exatamente aquilo para que fui feita. O que me assusta é ter demasiada coisa para fazer e acabar por fazer tudo mal (porque pode acontecer, por não saber para que lado me virar), ou então que todo este trabalho não der em nada, e eu acabar o curso e ficar a ver aviões (como acontece a imensa gente, infelizmente). Acho isso imensamente frustrante. Porque assim é como se tudo não passasse de uma perda de tempo e dinheiro. E tenho medo. 

    O que me vale é que quando tudo isto acabar só preciso de fazer um último estágio da Ordem dos Psicólogos juntamente com um curso de formação durante... 1 ano (!!?!!), ufa. :')

    Como é nos outros cursos? Também têm estágio curricular/profissional? Estou curiosa para saber acontece a mesma coisa.

Porque é tão difícil entrar na Faculdade (Pública)?

     Sempre fui considerada uma excelente aluna, tinha boas notas, era bem comportada, enfim.. Infelizmente no secundário acabei por frequentar uma das escolas + exigentes do país (que me trouxe mais desvantagens que vantagens), pois acabei com uma média que nem chegava a 13. Ora esta média, para alguém que queria seguir Psicologia, não dava nem para 'mandar cantar um cego', por isso tive que optar pela faculdade privada para fazer a licenciatura. 'Tou agora no 3º ano, e com o mestrado prestes a bater a porta, o que mais queria (e sempre contei) foi tirá-lo numa pública: não só para pagar MUITO menos de propinas (quase metade do que se paga numa privada), mas para aumentar a minha taxa de empregabilidade. Pois aí é que está o problema! Como alguém que mora na Margem Sul, sempre pensei que a proximidade a Lisboa me iria trazer muitas vantagens, especialmente na hora de encontrar uma boa faculdade! O pior é que Universidades Públicas com Mestrado a Psicologia Clínica só há uma, a de Lisboa, e segundo o que consta, o ano passado nem chegou a abrir vagas para alunos externos à faculdade...

    Agora a pergunta fica: Como é que é suposto uma pessoa tirar um Curso Superior em Portugal?

Será que ao pagarmos resmas de dinheiro às privadas estão-nos estas a garantir um melhor posto de trabalho para o futuro? (Será que realmente estamos a apostar num bom investimento?) Como é que se entra, de facto, numa pública? É que pelas notas também não é, porque sei de n estudantes com médias de 18 que não entram... por isso qual é o truque? Será que tenho de ir para cascos de rolha para conseguir entrar no que quero?...