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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

As minhas tradições de Natal

 

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Pai Natal Solidário

Quem me segue desde o ano passado sabe que, no Natal, nunca dispenso de participar nesta iniciativa. Se querem apadrinhar uma criança necessitada, e dar-lhe um Natal mais especial, basta clicarem aqui ;

 

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Amigo Secreto

Desde há uns valentes anos que eu e a minha família fazemos o jogo do amigo secreto. No início de Dezembro tiramos à sorte bilhetinhos com o nome uma pessoa cá de casa, e até ao dia do Natal mantemos todo aquele suspense... E depois arranjamos formas originais de revelarmos quem é o nosso amigo secreto! Alguém por aí também tem esta tradição? ;

 

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Esperar pela meia-noite para abrir presentes

Se há algo que nunca prescindimos, é de esperar sempre pela meia-noite para abrir as prendas. Abrir antes disso não "soa" a Natal... Quem concorda comigo? ;

 

Doces natalícios

Todos os anos fazemos doces diferentes, é verdade, mas envolvem sempre chocolate (gulosos...). Um ano foi o tronco de Natal, no outro foram muffins em forma de árvore, bombons... ;

 

"Espectáculos"/Jogos natalícios

Chamem-me tradicionalista, mas desde de pequena que costumava fazer 'performances' natalícias com a minha família, na noite de Natal, e atualmente ainda guardo alguma desse genica para a consoada. Seja a noite passada com karaoke, jogos tradicionais, danças... o que interssa é festejar o Natal em grande! Afinal não é todos os dias que é Natal, certo? 

 

E vocês, que tradições natalícias mantêm?

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A polémica do Artigo 13

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    Faz hoje duas semanas que saiu o vídeo do Wuant a falar no Artigo 13,  e nas péssimas implicações que ele vai ter para nós, consumidores da internet, caso entre em vigor. E, infelizmente, tenho reparado que há muita gente que não está a par do que se passa a esse respeito, e por isso hoje decidi falar sobre isso.

 

    O Artigo 13 é uma proposta de lei da União Europeia sobre os direitos de autor, que, segundo eles, tem como objetivo "encontrar formas eficazes de os detentores dos direitos de autor protegerem o seu conteúdo online".

 

    Até aqui, parece tudo muito bonito. O pior é que, na prática, com o propósito (muito questionável) de "defender os direitos de autor", irá criar consequências para a internet como:

  • O Google vai deixar de funcionar como tem funcionado até agora, e como vamos ser impedidos de retirar todas as imagens, o Google Imagens vai deixar de existir (pois não têm dinheiro para pagar todos os direitos de autor de TODAS as imagens). Não vamos poder tirar imagens para posts, os memes deixarão de existir, vamos deixar de poder colocar imagens no instagram que não sejam nossas; não vamos poder colocar fotografias para colocar como fundo do telemóvel, e por aí fora;
  • As redes sociais como instagram, whatsapp, facebook, twitter, etc. vão levar restrições, podendo mesmo deixar de existir. Como a grande parte das imagens, vídeos e músicas aí colocados são retiradas da internet, e visto estas empresas não terem dinheiro suficiente para suportar os direitos de autor, terão de ser eliminadas da UE;
  • Os youtubers vão estar impedidos de publicar conteúdos nos seus canais. Todos os youtubers da União Europeia terão os seus vídeos anteriormente publicados bloqueados, bem como os vídeos futuros;
  • Vamos perder o acesso a milhões de vídeos, de todo o mundo (sejam videoclipes de músicas, vloggers de youtubers, vídeos feitos por fãs, sketches de comédia, e muito mais...). Ou seja, possivelmente o youtube também deixaria de existir.

 

    Isto iria acontecer não apenas em Portugal, mas em toda a UNIÃO EUROPEIA. Vamos ser excluídos de conteúdos de toda a parte do mundo! Teriam de ser criadas redes sociais novas, só para os países da UE, para substituir aquelas que usamos agora. A internet como a conhecemos deixaria de existir.

    Na opinião de muitos youtubers, esta lei foi criada a favor de meios de comunicação social como a televisão e os jornais, que lucram com o fim de muitas destas plataformas sociais pois são vistas como "concorrência".

    Se o Artigo 13 for aprovado entra em vigor JÁ em Janeiro de 2019. Isto é muito grave, e infelizmente, anda a ser muito pouco falado.

    Por isso deixo aqui a minha mensagem. Também nós, bloggers, criadores de conteúdo, temos que nos unir e mostrar a nossa indignação. Pois, como viram, se nada fizermos, iremos perder tudo aquilo que até agora criámos na internet, e a nossa forma de comunicar com os outros vai ser posta em causa!

    Aqui podem aceder a toda a informação sobre o Artigo 13. Podem assinar aqui o abaixo-assinado contra, e podem também ver aqui tudo explicadinho no youtube sobre o que tenho vos estado a falar. Mas mais que tudo, aconselhava-vos a ver o vídeo do Wuant, e a espalhar a mensagem.

    Vamos unirmo-nos! #SaveYourInternet

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#20DomingodeConsultório: A Psicologia faz match entre as pessoas?

    Bom domingo a todos! Baseado num comentário que recebi ontem no post que fiz sobre a Eliana dos Casados, hoje resolvi falar-vos um bocadinho sobre testes psicológicos, e de como é feito esta "compatibilidade" entre os casais.

    A verdade é que na psicologia não existem testes psicológicos para avaliar a compatibilidade entre duas pessoas! Aliás, a própria Ordem dos Psicólogos Portugueses, considera este "matching" de pessoas "uma aldrabice". Existem sim testes para avaliar o tipo de personalidade e temperamento da pessoa, que avaliam traços de personalidade como a extroversão, a vertente emocional, o espírito de aventura, etc.; podendo-se daí observar características comuns que as pessoas apresentam entre si.

    O que deduzo que aconteça no caso dos "Casados à primeira vista" é que os especialistas, com a informação que recolhem destes testes, definem um potencial de comportamento  da forma como acham que as pessoas se vão comportar na experiência, e com base nisso falam na suposta compatibilidade/ "matches".

    A meu ver, parece-me que uniram casais com personalidades muito díspares, com o objetivo de cada um conseguir encontrar um 'equilíbrio' saudável, que desse espaço para crescerem os dois enquanto pessoas.
    Por exemplo, no caso da Eliana - e visto a sua grande carência emocional - procuraram uma pessoa que lhe desse a atenção e o amor que precisa; por outro lado, deram ao Dave uma pessoa com mais disciplina e organização - que por sua vez tende a faltar na sua personalidade visto ter um temperamento mais calmo e descontraído.

    O mesmo acontece no caso da Ana (considerada um "espírito livre") e do Hugo (com um carácter mais dependente e possessivo); da Graça (com uma personalidade mais liberal) e do José Luís (com um temperamento mais conservador), etc.

    O problema é que, ao seguirem este critério para juntar os casais, têm apenas em conta o seu perfil de personalidade; e esquecem-se que na prática nem tudo funciona assim tão bem, os comportamentos das pessoas são tudo menos previsíveis, e nem sempre "os opostos atraem-se" tal como diz o ditado...  

    Qual é a vossa opinião? O que acham dos critérios para fazer "match"?

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Análise psicológica à Eliana

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    Para quem não vê os Casados, a Eliana é uma das raparigas que concorreu para encontrar o seu match perfeito: é jovem, bonita, e igual a tantas outras raparigas portuguesas.

    Digo isto porque, no programa de ontem, deu para me aperceber que a Eliana tem tendência para se relacionar com rapazes mais instáveis, que procuram mais vezes o conflito. No caso dela, como o Dave é uma pessoa claramente calma, fácil de se relacionar e que a ama incondicionalmente, ela afasta-se, porque não é, como ela ontem dizia "a sua zona de conforto" - aquilo a que ela está acostumada.

    E quando analisamos a história da Eliana, podemos compreender melhor a sua tendência para relacionamentos tóxicos.

 

    Pelo que se sabe, a Eliana teve uma história de vida complicada: os pais divorciaram-se ainda em pequena (e daí provavelmente a sua dificuldade em acreditar nas relações felizes e duradouras); perdeu a mãe muito nova - numa morte muito mal explicada, levantando a própria Eliana a hipótese de suicídio (que lhe vai originar o medo de abandono: "A minha mãe, que estava a cuidar de mim matou-se, abandonou-me"); e a saída do irmão para o estrangeiro e o facto de ficar em casa dos avós pode também ter alimentado a ideia de rejeição dos outros (e daí a sua carência tão grande, que leva a uma auto-estima muito baixa: "O meu irmão, a minha mãe e o meu pai deixaram-me, ninguém me quer. Não sou desejada.").

    Compreendendo a sua história de vida, talvez seja mais fácil perceber certos comportamentos dela. Por um lado, a sua "exigência" tão grande com os outros, vêm do facto de querer alguma compensação pelo facto de nunca ter tido ninguém; por outro, esta sua "frieza" ao afastar tudo o que há de bom (Dave) tem a ver com a sua baixa auto-estima, e achar que não é merecedora de tal amor, porque nunca o foi, e por isso não seria agora que isso iria mudar.

    A meu ver, os especialistas deviam fazer aqui um trabalho de aumentar a auto-estima, e confiança, da Eliana, para fazer com que ela se amasse primeiro, para depois poder amar quem quer que fosse.

    Achei que seria engraçado deixar-vos esta minha análise ao caso, porque como devem imaginar, como ela existem muitas (e muitos) neste país, e acho importante por isso refletirmos sobre construirmos relação mais felizes, e promissoras. 

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A minha Campanha Eleitoral

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    Caros bloggueiros e bloggueiras, o meu nome é Carta Fora do Baralho, e estou em campanha eleitoral para a categoria da Saúde, nos Sapos do Ano 2018

    Para quem não me conhece, aproveito para me apresentar. Tenho 24 anos, sou mestre em Psicologia Clínica e sou fascinada pelo comportamento humano. De forma geral considero-me uma pessoa extremamente feliz e positiva; adoro conhecer novas pessoas, apesar de ser extremamente tímida na vida real, e daí ter decidido começar a escrever um blog.

   Nele podia partilhar as minhas ideias, dar opiniões e ao mesmo tempo conhecer gente fantástica, que não teria oportunidade de conhecer de outra forma. Hoje em dia sou viciada no mundo dos blogs, e já não me imagino a minha vida sem ele.

   O meu objetivo, ao candidatar-me para Sapinha do Ano, é transformar a comunidade SAPO numa comunidade de bloggers mais felizes, e mais saudáveis fisicamente, e psicologicamente (tão importante nos dias de hoje). 

    Assim, se for eleita Blogger da Saúde, prometo...

  • continuar a oferta dos meus serviços de psicologia (e do meu Consultório), aberto a qualquer leitor;
  • aumentar a taxa de respostas aos vossos comentários;
  • procurar e aprofundar temas pertinentes e atuais para discutir convosco, e juntos, combater estes males psicológicos, a que muitos estamos sujeitos;
  • aumentar os níveis de felicidade e de bem-estar a quem visitar o blog;
  • baixar os impostos...

    Por isso, sejam originais, votem Carta! E estejam sempre com ela na manga! 

 

 

P.S. : Estou a gozar, votem em quem vocemessês queiram! Todos os blogs apurados para a categoria da Saúde são fantásticos, por isso o que interessa é que votem! *

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A miuda que fez o meu dia

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    No outro dia estava na paragem de metro e, sem querer, ouvi a conversa mais épica entre uma avó e a sua neta.

    A miuda não devia ter mais que uns 7 anos, era muito faladora e não parava de se mexer de um lado para o outro.

 

    Primeiro, foi uma senhora que se chegou ao pé de nós, para arranjar aquelas máquinas de venda automáticas. Nisto, a miuda salta do banco e foi a correr ter com ela, onde ficou muito atenta ao comportamento da senhora. De seguida, começou a meter conversa com ela:

"O que estás a fazer?"

"Estou a arranjar a máquina, e colocar mais comida."

"Porquê?"

"Porque alguma desta comida também já passou da validade, e é preciso pôr comida nova...".

    A avó, ao dar-se conta do que a neta estava a fazer, diz, visivelmente chateada:

"-Ó... Anda para aqui, não estejas aí a chatear a senhora! O que estás aí a fazer?"

    E ela responde, muito prontamente:

"Avó, eu estou a ver o que a senhora está a fazer, para depois aprender como se faz!"

    PIMBA. Desarmou-me logo. Mas ela não se ficou por aqui. Virou-se para a senhora da máquina e pergunta-lhe o porquê de estar ali, ao qual ela responde que é o seu trabalho, e por isso tem de fazer aquilo.

"Mas o fim-de-semana é fim-de-semana, ninguém trabalha!" - Diz a miuda, muito sábia e assertiva de si.

    A esta altura eu só pensava: Bolas, esta miuda tem mesmo pinta, hein?!

    No final, depois de ver a senhora a ir-se embora, virou-se para a sua avó e pede-lhe dinheiro para comprar umas batatas fritas da máquina. A avó diz-lhe para ir ver o preço das batatas, para lhe poder dar o dinheiro. Depois da miuda ir ver à máquina, ela só se sai com esta:

"Poxa! 1 Euro por umas batatas fritas? Mas isto é um roubo! Este é o país em que vivemos?"

 

E pronto, foi assim que eu fiquei fã de uma miuda de 7 anos.

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#19DomingodeConsultório: Tenho depressão...

 

    Num dos últimos domingos de Consultório falei-vos de pessoas negativas, e de como lidar com elas da melhor maneira. Nesse post, o Nuno deu-me uma óptima ideia para um próximo tema "Como pode alguém que está nessa espiral negativa deixar de ser uma pessoa negativa?"

    Visto grande parte das pessoas negativas estarem, elas próprias, com uma sintomatologia depressiva, resolvi por isso hoje falar-vos da depressão.

 

    Existem vários estados da depressão, sendo uns mais graves que outros. De forma geral, a depressão define-se por uma perturbação psicológica que causa profunda tristeza e sensações de "vazio" durante um grande período de tempo, pessimismo, diminuição do prazer nas atividades quotidianas, insónias, perda de energia, dificuldades de concentração, grande agitação, e até ideias de morte e suicídio frequentes.

 

Como sair da Depressão?

 

  1. Procurar acompanhamento psicológico/psiquiátrico. Em primeiro lugar, se conhecem alguém que tem experienciado, ou se têm tido este tipo de sintomas ultimamente, aconselho vivamente o reencaminhamento psicológico, ou psiquiátrico (nos casos de depressão grave, a toma de medicamentos é fundamental para que a intervenção seja eficaz).
  2. Aceitar quem somos, e o que sentimos. Substituir a ideia de "Eu sou uma pessoa depressiva" por "Eu sou uma pessoa, que calha a ter depressão. A depressão não faz de mim quem eu sou." Aceitar que os nossos sentimentos são válidos, e que se temos um dia menos bom, é normal termos sentimentos mais negativos. No entanto, temos de tomar estas emoções como passageiras, e que tão depressa vêem como vão (as emoções de hoje não pertencem ao amanhã).
  3. Registar as mudanças de humor. Manter um diário ou mesmo um blog onde falamos sobre o que sentimos (o que correu bem/ e o que correu menos bem no dia de hoje, por ex) vai ajudar-nos a ter a perspetiva de que as nossas emoções não são permanentes, tal como o nosso estado depressivo não é.
  4. Manter boas relações sociais. É fundamental rodearmo-nos de pessoas positivas (amigos, familiares...), com quem possamos desabafar e passar bons momentos.
  5. Definir (pequenos) objetivos e recompensarmo-nos. A depressão leva-nos muitas vezes a sentir desmotivados e com a sensação de não termos feito nada durante o dia, definir pequenos objetivos é por isso fundamental para nos sentirmos melhor. Coisas como "fazer o almoço" ou "mudar os lençóis da cama" são exemplos de objetivos diários que nos podemos comprometer a fazer.
  6. Criar rotinas. Para além disso, esta doença tende a desorganizar completamente os nossos dias, visto que eles passam a ser todos iguais uns aos outros. Criar hábitos de rotinas pode facilitar a sair da "espiral negativa" (ex: às 9h vou acordar e tomar o pequeno-almoço, às 10h vou fazer exercício, às 11h aproveito para dar um passeio de meia-hora antes do almoço...)
  7. Ter comportamentos saudáveis. Desafiarmo-nos a ter e desenvolver hábitos saudáveis é fundamental para lidar com a depressão: fazer uma alimentação saudável, praticar exercício físico, dormir pelo menos 8h/noite, praticar meditação, sair de casa, visitar um museu, aprender uma língua,etc.
  8. Responsabilizarmo-nos. Manter um estilo de vida com alguma responsabilidade pode ajudar a combater a depressão. Seja a nossa preocupação com a nossa prestação na escola, no trabalho ou até o facto de fazer voluntariado, traz-nos grandes sentimentos de realização.
  9. Reconhecer a "voz negativa" e desafiar pensamentos negativos. Muito do "trabalho" para combater a depressão tem a ver com os nossos pensamentos e a forma como encaramos a vida. A próxima vez que sentirmos chegar uma crença mais negativa sobre nós, - por ex: ninguém gosta de mim, estou sozinho/a -, devemos tentar desafiar aquilo que estamos a pensar, e reestruturar o nosso pensamento: Será mesmo verdade aquilo que penso? Que evidências eu tenho para pensar desta forma? Não será este mais um pensamento causado pela depressão?
  10. Experimentar algo novo. Está cientificamente comprovado que ao experimentarmos algo novo (fazer uma receita nova, ler um livro, passearmos a um lugar desconhecido) aumenta a dopamina no cérebro, químico que é responsável pela libertação de prazer e alegria. 

    Por último, se conhecerem alguém que tem pensamentos suicidas recorrentes, contactem por favor a linha de apoio à prevenção de suicídio SOS Voz Amiga para que vos possam ajudar: 21 354 45 45, 91 280 26 69 e 96 352 46 60.

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Sim, Mestre!

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(foto minha com 3 anos de idade, no Carnaval/ foto minha atual, no dia da Defesa da tese)

 

    Dou-vos a escolher! Daqui para à frente, preferem-me chamar Carta ou... Mestre Psicóloga Clínica Carta

    É VERDADE, JÁ DEFENDI A TESE E ACABEI OFICIALMENTE O MESTRADO! YUPYYYYYYYYYYYYYY!

    Foram 5 anos (6, porque fiquei com um para trás) de muito trabalho, esforço e empenho, mas definitivamente valeram todo o tempo gasto. Encaro este como o final de uma etapa que se revelou fundamental na minha vida, e estou ansiosa para ver o que o futuro me reserva. Venham daí os sucessos, mas venham também os tropeções, para me levar ao chão e aprender a cair - e depois ensinar-me a levantar, cada vez melhor.

    Agora sim. Estou orgulhosa, assustada, mas super preparada para o que vem aí.

    Obrigada a todos aqueles que tornaram este dia numa comemoração tão especial; e obrigada a vocês pelo incansável apoio ao blog, e às minhas rubricas "psicológicas" 

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#18DomingodeConsultório: Dificuldade em mudar, eu?

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    Bom domingo a todos, espero-vos bem! Como passou este fim-de-semana? Na mesma, ou houve mudança de planos? É que nem de propósito, esse é o tema do consutório de hoje!

    Hoje quero agradecer ao Rapaz Secreto, que me propôs o seguinte: "julgo que abordar a dificuldade e resistência face às mudanças pode ser interessante!"

 

Porque temos medo de mudar?

  • Não sabemos o que nos reserva o futuro. A incerteza dá connosco em DOIDOS!
  • Temos medo de falhar. Quando nos tornamos demasiado perfeccionistas, o nosso medo de falhar e de algo correr menos bem leva-nos a evitar mudanças, de todo.
  • Temos dificuldade em seguir em frente (e temos uma visão negativa acerca da realidade). Quando algo corre menos bem, seja uma relação complicada, ou um trabalho mais tóxico, temos dificuldade em nos libertar desses momentos.

 

Como nos adaptarmos à mudança?

  1. Aceitar o passado. Quando aceitarmos que tudo tem um final, - e que esse fim, permite-nos iniciar um novo capítulo das nossas vidas, - conseguimos finalmente viver em paz. O final de uma fase da nossa vida não é algo obrigatoriamente mau, mas antes algo necessário para vir algo novo, e para nos dar espaço a novas experiências.
  2. Tomar consciência das nossas escolhas. Em vez de direccionarmos a nossa atenção para as nossas (falsas) expetativas que vêem com esta mudança, devemos antes focarmo-nos naquilo que conseguimos controlar.
  3. Aceitar que somos imperfeitos. Este é um passo dificílimo. Nem sempre iremos ter sucesso na vida, e não há problema, basta começarmos de novo! Devemos aceitar que errar é natural, e que vamos ter muito mais oportunidades para que as coisas corram melhor. Devemos também aceitar a imperfeição dos outros, e compreender que não podemos controlá-los.
  4. Praticar a mudança. Não diz o ditado "A prática leva à perfeição?!". Porque não começar a fazer pequenas mudanças no nosso dia-a-dia, que metam em causa a nossa zona de conforto? Inscrevermo-nos num hobbie que não é a nossa praia, irmos passear a sítios novos, conhecer gente nova...
  5. Evitar antecipações. Nós tememos aquilo que desconhecemos, contudo, grande parte das surpresas da vida tornam-se óptimas recordações. É irrealista pensarmos que conseguiremos controlar todos os aspetos da nossa vida. Se preocuparmo-nos em estarmos felizes no presente, não teremos espaço para ter medo de nada. 

 

(Relembro que, se estão a gostar dos Consultórios cá do blog, e gostariam de ver mais, seria muito importante que me apoiassem e votassem aqui na Carta, na secção Saúde, AQUI! Obrigada! ♥)

 

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Dicas para lidar com o stress no trabalho

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    Boas tardes! Hoje venho-vos falar de um tema tão importante nos dias de hoje, sugerido pelo nosso Nuno, que me perguntou por "conselhos que tens para lidar com o stress laboral".

 

    É tão importante falarmos em como lidar com o stress no trabalho, até porque segundo um artigo recente do Diário de Notícias, 1 em cada 3 trabalhadores corre risco de Burnout (esgotamento e exaustão emocional, que afeta os trabalhadores física e psicologicamente).

    Primeiro, é importante tentar perceber quais são os elementos stressantes no local de trabalho, e só depois tentar contorná-los. Os mais comuns são: conflitos com outros trabalhadores, a desorganização, o multi-tasking (realizar várias tarefas em simultâneo) e a posição de desconforto (ex: estar todo o dia sentado).

 

  • Prioritizar e organizar : Fazer uma lista das tarefas urgentes (que têm de ser feitas até ao dia seguinte), as tarefas semi-urgentes (que podem ser feitas até a 2/3 dias), e só por fim as menos importantes. Esta lista vai nos organizar para o resto da semana, e ajuda-nos a priorizar o que tem de ser feito naquele dia e o que pode ficar para depois. Começar pelas tarefas mais desagradáveis também nos ajuda a despachá-las mais rápido, e o resto do dia a ser mais produtivo. 
  • Ser realista : Devemos ter cuidado para não nos comprometer em demasiadas tarefas, e pedir ajuda a alguém, caso necessário. Colocar também prazos realistas para os trabalhos que estamos a realizar. Devemos ter plena noção daquilo que está, e não está, ao nosso controle (como o comportamento dos outros, que não está ao nosso controle; ao invés de stressarmos, devemo-nos focar naquilo que devemos realmente fazer). E também focarmo-nos em pensamentos positivos, bem como evitar colegas de trabalho mais negativos.
  • Arranjar tempo de descanso/Fazer pausas : Em praticamente todos os trabalhos é possível fazer a pausa dos lanches (manhã/tarde), e do almoço, porque não aproveitar para sair um pouco da área de trabalho? Sair da nossa secretária - por exemplo - todos os dias, por uns 15 minutos, a fim de lanchar e descansar, faz melhorias significativas no rendimento dos trabalhadores.
  • Alimentação cuidada e Sono em dia : Deve-se consumir alimentos que diminuiam o stress (laranja, abacate, amêndoa...) e evitar o consumo exagerado da cafeína. Manter boas noites de sono, e praticar exercício físico regularmente (ex: de vez em quando, em vez de apanhar transportes, ir a pé até ao trabalho - ou estacionar o carro um pouco mais longe) também ajuda a combater o stress.
  • Ter em mente o propósito/objetivo do trabalho : Focarmo-nos no propósito do nosso trabalho, e aquilo que nos satisfaz nele (nem que seja apenas o bom ambiente com os restantes trabalhadores) ajuda-nos a manter motivados para aquilo que estamos a fazer.
  • Construir uma rede de suporte : É importante poder contar, e desabafar, com amigos, familiares e até colegas de trabalho (com vista a manter um bom ambiente no trabalho) sobre o seu dia.

    Espero que vos tenha sido útil! Desejo-vos uma óptima sexta-feira, e um fim-de-semana ainda melhor!

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