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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Boa Páscoa!

    Bom domingo de Páscoa a todos! 

    Nos últimos episódios da vossa amiga Carta:

  • Comecei a trabalhar (Hurray!!!!) e por isso também não tenho estado tão presente por aqui... Mas prometo que vos vou mantendo a par! 
  • Passei estas férias a fazer a maratona a séries da HBO: "Big Little Liars" e "O Cais" (sugerido pelo querido Insensato) foram as terminadas por agora, mas não tenciono ficar por aqui! Que séries vocês me recomendam, que sejam género crime/mistério/thriller?
  • Já me empaturrei em doces, como não é de estranhar da minha parte. Amêndoas, bolos e ovos de chocolate não me escapam, e a minha pele relembra-me isso todos os dias (cada vez que me olho ao espelho há uma nova amiga borbulha na minha cara...)
  • Fui comprar roupa para estrear no domingo de Páscoa. Pensei: "Ah e tal, o tempo está a melhorar, vou comprar um top e umas calças finas para usar". Resultado: Andei o resto do dia com um robe atrás... 

    Mas não me deixem sozinha nisto! E vocês, que têm feito por aí? Aproveitaram para dar uma voltinha estas férias? Enfardaram-se de chocolate e gulodices até não poderem mais?  

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Não há problema em admitirmos que não somos perfeitos!

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    Há dias fui a um congresso sobre psicologia, e devo-vos confessar que nunca me senti tão "FORA do baralho" como naquele dia.

 

    À minha volta só via pessoas engravatadinhas, demasiado bem-vestidas, e a discutir entre eles assuntos importantes.

    Depois, à medida que os oradores iam sendo apresentados para toda a plateia, era só: "Agora vai falar o Doutor Fulano tal, especialista em tal e tal, Mestrado em tal, Doutorado em tal, pós-graduado em tal ,pelo instituto britânica blá blá...", estão a perceber né? A lista de diplomas parecia não ter fim! Houve uma altura em que eu pensei que tinha terminado uma comunicação, e afinal tinham apenas acabado de apresentar um dos oradores... Este tipo de coisas acaba com a auto-estima de qualquer um! 

    E de volta e meia, havia um orador que dizia "Bem, e toda a gente sabe o que é que a terapia EMDR significa" ou "E não vale a pena eu estar a falar da intervenção que se faz com a criança neste caso, porque todos os presentes já sabem..." E eu só me apetecia dizer, lá do fundo da sala: "Eu não sei, alguém me pode explicar por favor?"

    Não consegui evitar sentir-me excluída daquele grupo, pois apesar de serem quase todos psicólogos, tinham todos muito mais habilitações do que eu, muitos mais anos de experiência, e uma aparência muito mais profissional (apesar de eu não me achar desleixada, mas estava com um visual muito mais "casual").

 

    E no meio disto tudo, com a minha auto-estima já arrasada depois de ouvir todos aqueles oradores a discursar, eis que UM deles, diz isto, a meio da sua apresentação:

 

    "- Eu sinceramente não sei porque é que vocês ainda me estão pr'aqui a ouvir, eu não faço ideia porque é que me chamaram para aqui! Não sou ninguém aqui ao lado dos meus colegas..." E começa-se a rir, envergonhado.

 

    E eu apeteceu-me levantar do meu lugar, e ir lá espertar-lhe um abraço! OBRIGADA!

    Obrigada por me fazer sentir menos burra, menos inferior, e mais real! Com este senhor aprendi que não é pelo número de diplomas que ficamos (mais) perfeitos, e que todos nós temos as nossas inseguranças e receios, mesmo gente "da alta" Hahah 

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#29DomingodeConsultório: Porque é que as relações amorosas falham? (E como o evitar?)

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    Os relacionamentos já são desafiantes por si só, agora imagine-se o quão complicados eles se podem tornar quando se juntam duas pessoas, a nível amoroso, de mundos completamente diferentes, e cada um com os seus valores, histórias de vida, experiências...

    A psicologia fez, por isso, os principais motivos que levam os relacionamentos amorosos a chegar ao fim:

 

    1.Demasiada expectativa  ("Ele/ela é p-e-r-f-e-i-t-o!"). É natural idealizarmos a nossa cara metade, e a relação que queremos para nós; todos nós temos as nossas preferências e os nossos gostos. No entanto, é importante compreender que nenhuma relação amorosa vai nos realmente preencher na sua totalidade, porque o ser humano é um ser imperfeito, e é irrealista acharmos que uma pessoa só irá corresponder a todas as expetativas que idealizamos para nós.

    Aprendermos a amar os defeitos do outro é a maior prova de amor que podemos dar a alguém!

 

    2.Dificuldades de comunicação.  Os especialistas de saúde mental consideram esta uma das maiores causas de fins de relacionamento. Comentários criticos, negativos ou sarcásticos em relação ao outro demonstram falta de respeito pelo parceiro, e pela relação. O orgulho, a dificuldade em dar feedback positivo, ou o não discutir as suas preocupações com o par irão dar azo a um problema de comunicação muito maior.

    Ao invés disso, deve-se procurar resolver os mal-entendidos assim que eles dão os seus primeiros sinais, ser claro e focarmo-nos na resolução do problema que nos está a incomodar, ao invés de o utilizar como arma de ataque ao parceiro.

 

    3.Falta de confiança.  Devido a traumas do passado ou a algo recente que aconteceu na relação atual, a falta de confiança é destrutiva para qualquer tipo de relacionamento.

    A forma de a contornar é tentar perceber qual é a sua origem (foi algo que realmente aconteceu agora, ou vem de uma experiência passada?), e como podemos combatê-la. Pode ser pertinente a intervenção psicológica para ultrapassar eventuais traumas no passado.

 

    4.Ritmos diferentes.  Quando cada um está a avançar ao seu ritmo no relacionamento, ou a nível profissional, intelectual, etc., pode-se criar um impasse na relação. Talvez uma pessoa prefira casar e constituir família cedo, e a outra imagine outros planos para o seu futuro...

    Por isso mesmo é fundamental ter uma conversa séria no ínicio de qualquer relacionamento amoroso: "O que pretendes para o teu futuro? Quais são os teus planos? Onde imaginas esta relação daqui a 5, 10 anos?" Para perceber até que ponto estão os dois na mesma página.

 

    5.Falta de Compatibilidade.  A compatibilidade pode existir a nível: físico (na atração com o outro), emocional (que é o sentir o tal click!, sentirmo-nos bem e seguros na presença do parceiro), intelectual (ele/ela estimula-te intelectualmente?) e espiritual (partilham os mesmos valores?). Para uma relação ser bem sucedida, todos os níveis de compatibilidade têm de estar completos.

    Assim, para evitar mal-entendidos futuros deve-se identificar, no começo da relação, se todos estes níveis encontram-se preenchidos.

 

    6.Cair na rotina.  Enquanto que no início de uma relação tudo é novo e perfeito, com a continuação do tempo, o casal junta-se e pode acabar por cair na rotina. Os trabalhos stressantes, as dificuldades para pagar as contas da casa, e a preocupação excessiva com os filhos podem levar a melhor de si, e fazer com que acabe o 'clima romântico' que outrora reinara no casal.

    A solução? Estar numa relação duradoura não é fácil, e necessita de um esforço contínuo para resultar. Um esforço que tem de vir das duas partes. Alterar os hábitos do casal, fazer coisas novas e aventurar-se por novas experiências é o truque para o relacionamento não cair na rotina (Ah, e arranjar sempre tempo para namorar!!)

 

    7.Dependência emocional.  "Sem ele não sou feliz", "Não me sinto completo sozinho..." Este tipo de pensamentos é frequente em indivíduos que não conseguem  encontrar a felicidades neles próprios, e por isso andam constantemente à procura de alguém para os fazer sentir preenchidos.

    Na verdade, isto pode significar uma dependência emocional muito grande, e caso seja o caso, poderá ser necessário um acompanhamento psicológico para trabalhar com a pessoa a sua independência, e estar confortável com ela.

 

    Espero que tenham gostado deste Domingo de Consultório! Que temas gostariam que falasse para a próxima semana?

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Já cansei de ser adulta!

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    Recebi hoje a notificação do tribunal a falar do serviço comunitário que vou ter que prestar (quem me manda a mim cometer ilegalidades...?! ) e vou ter que mandar cartas ao juíz e a não sei que mais, para saber onde e quando vou começar a fazer esse trabalho... Depois tenho ainda de me inscrever na segurança social e preencher uma série de burocracias porque vou começar o meu estágio como Psicóloga em breve. Isto para não falar também da quantidade de papelada e chatice que estive a tratar nas últimas semanas só para me conseguir registar na Ordem dos Psicólogos Portugueses (um dia desabafo-vos o quão urticária me dá esta minha Ordem, mas hoje não é o dia...). Resumindo, isto de ser adulta É UMA SECA!

    Já me cansei desta vida de adulta, por isso agora era a altura ideal de voltar à minha adolescência, onde todos os problemas que pareciam o fim do mundo, afinal tinham uma solução muito mais fácil do que aquilo que eu achava. E onde eu também não fazia a mínima ideia do que eram responsabilidades dos crescidos... Ai, que saudades... 

    Lembro-me de ouvir, até há bem pouco tempo, a minha irmã a fazer a contagem decrescente todos os anos para ter 18 anos, e todos os aniversários me dizia, toda entusiasmada: "Mal posso esperar para ser adulta!!". E eu não conseguia evitar todos os anos dizer-lhe que não é assim tão bom como parece, e para aproveitar enquanto dura uma das fases mais bonitas da nossa vida ("Olha que em adulta já podes ir presa!" - dizia eu, para a assustar. E no fim quem ia sendo presa era eu ).

    Talvez agora, já com os seus 18 anos feitos, ela perceba o que quis dizer ao longo de todos estes anos. Claro que sim, eu adoro imenso ter 24 anos, e tenho plena noção de que ainda tenho muita coisa para viver, mas quando a vida de adulta se torna demasiado séria e aborrecida, não consigo evitar sonhar com os meus tempos de infância e juventude... Serei a única? 

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#28DomingodeConsultório: Consultas de psicologia à distância de um click!

 

    O post de hoje vai ser um bocadinho diferente. Ultimamente, várias pessoas me têm perguntado sobre recomendações de psicólogos a visitar (e de preferência, com preços mais em conta), por isso mesmo, achei por bem fazer um post onde vos recomendo os melhores sites que conheço, que vos permitem encontrar bons serviços de psicologia. 

 

 

Doctorália

    É um dos sites mais completos para se pesquisar qualquer tipo de serviço de saúde: medicina, psiquiatria, psicologia, dentista... Neste caso, pode-se procurar psicólogos perto da nossa zona de residência, consultar o preço das suas consultas, o seu horário, e até opiniões de pacientes seus!

 

Portal da Saúde Mental

    É muito parecido ao de cima, a diferença é que apenas abrange profissionais de saúde mental: psicólogos ou psiquiatras.

 

Consultas de psicologia online

    Para além destes dois sites de busca, encontrei também pela internet várias plataformas que disponibilizam consultas de psicologia online (por videochamada, chamada, chat e e-mail), a bons preços (vão desde os 15€/consulta) e com a vantagem de não ser necessário sair de casa. São eles:

 

    Espero ter-vos sido útil! Têm alguma questão que gostariam de ser esclarecida no próximo Domingo de Consultório? :)

    Ir ao psicólogo é tão comum como ir ao médico ou ao dentista, por isso, se nós gostamos de cuidar do nosso corpo e dos nossos dentes, porque não cuidamos também da nossa mente? 

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A minha experiência com a ansiedade

 

    Tudo começou com a preocupação. Eu preocupo-me com tudo e com mais alguma coisa, e antigamente achava que não passava disso. Não era só preocupação em relação àquilo que eu estava a passar pessoalmente, mas com toda a gente à minha volta. É como se eu sentisse exatamente aquilo que os outros me dizem que estão a sentir, é tão estranho! Por exemplo, se alguém me dizia que estava a passar por uma fase menos boa na sua vida, eu não conseguia parar de pensar nisso, e no quoão mal essa pessoa estava (e no que eu poderia fazer para a ajudar); se sabia de alguém próximo que estava doente a mesma coisa; se estava com alguma incerteza em relação ao meu futuro, também começava a pensar em tudo aquilo que poderia correr mal... Foi aí que a preocupação se tornou em pensamentos obsessivos.

    Tudo coisas que eu achava normais na altura, que poderiam acontecer a toda a gente - e acontecem, até se tornar doentio. Comecei a sentir os sintomas físicos da ansiedade quando comecei a 'trabalhar' oficialmente numa empresa. Vieram as tonturas muito fortes, os batimentos cardíacos acelerados, a garganta seca, e as faltas de ar. Fui à psicóloga, e aquilo que temia aconteceu: disse-me que tinha um quadro de ansiedade generalizada instalado. E tudo passou a fazer sentido. Não era apenas preocupação com tudo e todos, não eram apenas pensamentos simples, mas coisas que precisavam de ser tratadas.

    Hoje em dia continuo a ser acompanhada por ela, que continua a fazer um excelente trabalho, mas isso não significa que a minha ansiedade tenha desaparecido. Nos momentos mais ansiogénicos para mim, ela está sempre presente: quando estou preocupada com algo que a minha família ou os meus amigos estejam a passar (por mais simples que seja, não consigo parar de pensar no pior cenário possível), nas apresentações orais em frente a muita gente, nos momentos tensos em que entro em conflito com alguém, etc. E lá vem a dificuldade em respirar, a cabeça às voltas, os suores frios...

    A diferença é que agora tenho aprendido técnicas de forma a controlar melhor a ansiedade que sinto (ou pelo menos, a evitar que ela aumente):

  • Distrair o meu pensamento, e distanciar-me o melhor  possível do local/momento/indivíduo ansiogénico para mim;
  • Fazer a respiração diafragmática (onde se privilegia a respiração através da elevação do abdómen, ao invés da torácica);
  • Tentar ao máximo racionalizar aquele momento (o que me está a causar este medo/preocupação? o que estou a sentir neste momento? qual o risco do pior cenário acontecer? e o que irá realmente acontecer?)...

    Para além disso, praticar exercícios de relaxamento (onde nos focamos em determinadas parte do nosso corpo e no que estamos a sentir, por exemplo) e de actividade física (pode ir de uma simples caminhada, até sessões mais exigentes no ginásio) nos tempos livres também se revelam óptimas formas de combater a ansiedade...

    Algum de vocês também já passou por momentos de grande ansiedade na vossa vida? E se sim, como lidaram com eles?

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"O Desaparecimento de Madeleine McCann": pais culpados, ou desesperados?

 

    Estreeou esta sexta, na Netflix, o documentário sobre o desaparecimento mais falado em todo o mundo. E eu, que já tinha ficado com a pulga atrás da orelha depois de ver o trailer, certifiquei-me de ver todos os 8 episódios do documentário, de uma hora cada (a meu ver, foi um exagero de episódios, pois 80% daquilo que diziam era repetido em cada um deles, ou eram referidos aspetos irrelevantes sobre o caso).

    E hoje vou dar-vos o meu veredicto. Depois de ter visto o documentário, que apesar de extremamente extenso é bastante detalhado, a única conclusão que posso tirar é que é impossível ter 100% certezas do que realmente aconteceu naquela noite a Madeleine, pois nunca houve qualquer prova física conclusiva. Foram considerados suspeitos o Robert Murat e os McCann, mas sem nenhuma prova bem fundamentada, apenas "suspeitas".

    Dito isto, posso também referir o seguinte:

 

  • Houve incongruências sim no discurso dos McCann e dos amigos na noite do desaparecimento. As horas em que uns diziam que foram verificar se estava tudo bem com as crianças não coincidiam às ditas pelos outros, no entanto, há que ter em conta que todos eles são médicos, e que se viesse ao de cima que as crianças estavam sem vigilância alguma, ou que lhes tinha sido dado algum sedativo para dormirem, as suas carreiras estavam arruinadas;
  • Houve várias falhas na atuação da polícia portuguesa. Por exemplo: o tempo de resposta deles foi lentíssima e a sua reação no momento muito fraca; num desaparecimento como estes, era normal que a família e amigos fossem considerados os principais suspeitos, mas só passado 1 mês é que eles começaram a ser postos em causa; o relatório enviado pela Inglaterra com os resultados das análises ao ADN que fora encontrado no carro foi só parcialmente traduzido pela PJ, de modo a fazer os pais de Madeleine parecerem culpados, etc.
  • Segundo Gonçalo Amaral, o chefe que esteve à frente desta investigação, os McCann eram os culpados pelo desaparecimento e morte da filha, que poderia ter sofrido algum tipo de acidente doméstico. Amaral dizia que, por isso mesmo, os pais queriam ocultar o corpo de Madeleine para não haver consequências para eles. Segundo ele, o corpo foi escondido numa arca frigorífica, para depois ser transportado no carro alugado para outro lugar. Pessoalmente, é-me um pouco difícil acreditar que os pais mantiveram o corpo durante 25 dias num lugar tão oculto assim, ainda para mais quando estavam a ser vigiados pelos media de 24 em 24h...
  • Se os McCann fossem realmente culpados, teriam feito todo este aparato social, e durante tantos anos? Soube-se que os pais contrataram um grande número de agências para investigar o caso, e que inclusivamente conseguiram fazer com que a investigação policial continuasse ativa até os dias de hoje! Algo que, mais uma vez, nos faz questionar sobre o facto de serem culpados.
  • Ficamos ainda com a ideia de poder haver uma perigosa rede de tráfico humano, que possa ter raptado Madeleine McCann. No entanto, fica tudo muito no ar e nada ainda foi encontrado sobre esta possível relação...

    Em resumo, e com base no documentário visto na Nelflix, parece-me que os pais de Madeleine McCann apresentaram um comportamento um tanto negligente na forma de cuidar dos filhos, mas não acho que possam ser os culpados pelo desaparecimento de Madeleine. 

    Algum de vocês também viu o documentário? O que acham sobre este caso?

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5 coisas que me fazem relaxar

    Inspirada no post da querida Mariana Sofia ("5 coisas que me deixam feliz"), deu-me a ideia de escrever 5 coisas que me relaxam.

    Por isso aqui vai, as 5 primeiras coisas que eu me lembrei, que utilizo para diminuir a minha ansiedade e stress, e que espero que sirvam de inspiração para alguns de vocês também! :

 

1. Amigos&Amor&Família

    Por mais cliché que sooe, é verdade. Cada vez que me estou a sentir mais nervosa, não há nada que me relaxe mais do que estar com aqueles que eu amo. E como a Mariana também dizia no seu post e bem, os abraços apertados são a melhor coisa do mundo, principalmente nestas alturas... ♥

 

2. Ler

    A minha perdição são sempre livros de mistério, - e por isso o último que tinha lido era "A Viúva" de Fiona Barton (o que não recomendo muito) - no entanto, os livros de psicologia também têm um lugar muito especial no meu coração ... O que vou começar a ler agora chama-se "A Ansiedade nos Nossos Dias", e é do Diogo Telles Correia, um psiquiatra que nos dá dicas muito úteis para pôr em prática, para combater a ansiedade, stress e outros males do dia-a-dia.

 

3. Nadar

 

    Já vos contei que me inscrevi na natação livre? Para muitas pessoas olhar para o mar acalma, pois para mim eu preciso de estar mesmo com o rabinho dentro de água. E tendo ido apenas 2 vezes durante a semana que passou (que tem sido uma das mais stressantes para mim, e podem imaginar o porquê), tenho-vos a dizer que me tem feito maravilhas! Não só serve para descarregar toda aquelas energias que temos acumuladas durante a semana, como nos relaxa fisica e psicologicamente.

 

4. A minha psicóloga

    Se ainda não vos recomendei vezes suficientes, recomendo-vos agora mais uma vez: Se tiverem possibilidade, façam acompanhamento psicológico! A melhor maneira que o posso descrever é dizer-vos que é exatamente como ir a um spa, mas para a nossa mente. Faz milagres! Mesmo que pensem que são muito saudáveis e que não precisam dessas coisas, enganam-se!, faz bem a toda a gente e todos nós temos coisas a trabalhar (e a melhorar).

 

5. Ouvir música e fazer meditação

 

    A música também nos serve muitas vezes como terapia, pois há letras que nos tocam e nos fazem sentir mais compreendidos, e menos sós. É o caso desta música, "Anxiety", da Julia Michaels. É uma música super relaxante para mim, e que me acalma em momentos de maior stress. Para além desta, também oiço, para descontrair, alguns instrumentais utilizados para meditação que encontro no youtube, e também na aplicação de telemóvel Pacifica.

 

 

    Agora gostava muito de saber que músicas costumam ouvir para relaxar (para alargar o meu leque musical hehe)? E também, que coisas, para além destas, vos relaxam?

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A vez em que fui levada para a esquadra!

 

    Pela primeira vez na vida, eu, conhecida por Carta fora do baralho, ia ficando dentro...

 

    Mas primeiro que tudo, por aí, como é que vocês vão? O que é que têm feito estes dias? Por cá está tudo, os meus dias não têm sido nada de especial. Ora deixa cá ver:

    Ah! Fui recentemente levada num carro da polícia para a esquadra, tive que prestar umas declarações lá e tal, e depois mandaram-me para julgamento no dia seguinte. Como vêm, um dia igual aos outros.

    "Então e que crime cometeste tu, Carta?" - perguntam vocês.

    Se eu gostasse de me armar em boa, diria que matei uma pessoa que estava especialmente chata naquele dia, que roubei a reforma de um velhinho milionário, ou coisa do género... Mas não. Lamento desapontar-vos, mas fui apenas apanhada a arrancar com o carro do meu pai, sem carta.

    Andei cerca de uns 2 metros, mais coisa menos coisa. Mas pronto, não tenho carta, não é?

    E como a justiça em Portugal segue as leis tão religiosamente (ao ponto de deixar uma pessoa muito mais segura, pois prende tanto indivíduos agressores e violentos, como corruptos que fazem aqueles desfalques de milhões), o mesmo se aplicaria a uma pessoa como eu. Que estava num local completamente deserto, sem hipótese de pôr em perigo a vida de alguém, e apenas a treinar o arranque do carro.

    Isto porque pretendo tirar a carta em breve (a Carta vai ser enCartada! hehe), mas como sou uma N-A-B-A no que diz respeito a carros e condução, o meu pai estava-me a tentar dar algumas 'luzes' daquilo. Mas pronto, não são coisas que se façam... (Até porque ninguém o faz *cof cof*) Enfim.

    A minha pena? Serviço comunitário por tempo e sítio ainda a determinar. Para quem estava com tanto tempo livre ultimamente como eu, cheira-me que isso vai mudar nos próximos dias 

    Mas pronto, tirei daqui uma grande lição! Num país com tanta criminalidade e com casos de violência doméstica a aumentarem drasticamente de dia para dia, descobri que, afinal, a pessoa que realmente é perigosa de andar à solta, sou EU! Ora esta, hein...

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