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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

A super-placa!

 

    O meu pai usa placa dentária desde muito recentemente, então ainda não está muito habituado.

    Há dias ele estava no Pingo doce, e como constipado que está, não parava de espirrar, e tossir, para todo o lado.

 

    Às tantas, saca de um espirro do tamanho do mundo (ATCHÔÔÔÔ!), e só se vê a placa a atravessar um quarto da superfície do supermercado.

 

    "É o Super-Homem? É um avião? Não, é a placa do shô João!"

História Moderna de Terror

    Encontrei hoje este vídeo, e parti-me a rir. Primeiro, porque me lembrou do gajinho, que não tem redes sociais (eu sei, ele é um alien!), e por isso senti uma ligação tão grande com a rapariga do vídeo; e depois porque... é tão verdade!!! Todos nós fazemos estas figurinhas quando vemos casos destes!!

    Divirtam-se 

SuperNanny: A opinião de uma estudante de psicologia

    Soube agora mesmo que a SIC suspendeu a próxima emissão do programa Super Nanny, e decidi por isso que esta era uma excelente oportunidade para deixar aqui a minha opinião sobre tudo isto. 

    Achei que era importante deixar aqui o meu testemunho por dois motivos muito simples: 1º) tinha curiosidade em informar—me sobre o programa, e dizer o meu ponto de vista, e 2º) sinto que tenho (alguma) (pouca?) credibilidade na minha opinião, visto estar a estudar Psicologia, e por isso estar mais a par de algumas abordagens que a tal Nanny possa ter.

    Então, após ter visto o primeiro episódio, tirei as minhas conclusões. Em primeiro lugar, concordo que há muitos pais que necessitem de ajuda a educar os filhos, para não dizer todos. E não é para levar isto como uma ofensa, digo isto da forma mais humilde possível, pois se eu tivesse um filho muito provavelmente também precisaria.

    Educar um filho para mim é uma das tarefas mais desafiadoras e exigentes de sempre, pois se por um lado dizem-nos para não sermos demasiado autoritários, que pudemos criar um filho oprimido e infeliz, por outro não se "deve" cair nas suas boas graças e aparar-lhes todos os golpes, pois aí criaremos um marginal. É como se nunca se podesse ganhar como pai.

    Para não dizer desde já que cada criança é única, e o que resulta com uma não resulta com outra, e portanto há muito mais a ter em conta do que os fatores genéticos, ambientais, psicossociais, etc.. Tendo isso em conta, pais deste país que me lêm, tiro—vos desde já o chapéu porque, para mim, vocês já são uns heróis.

    No entanto, assumir isto, que se precisa de ajuda na educação dos filhos, é uma decisão dificílima de tomar, e são raros os casos que se voluntariam. Contudo, aqueles que reconhecem que precisam de ajuda, têm várias formas de o fazer: procurar apoio psicológico para os próprios, para a criança, falar com a professora da escola no sentido de perceber o que se pode fazer, falar com o médico de família, etc, etc.. Sendo que, na minha opinião, levar a criança e todo o ambiente familiar que a rodeia para a televisão, seria a última das minhas opções.

    O Eduardo de Sá deu um excelente ponto de vista quando disse "Não se entende se, no caso de Supernanny ser um programa de informação, porque motivo não cumpre os critérios éticos que deveria respeitar ou, no caso de não o ser, não se percebe de que forma um programa de entretenimento pode ser alimentado com dilemas gravíssimos de famílias e de crianças reais.". Ou seja, segundo o psicólogo, a SIC poderia ter optado por: ou fazer um programa de informação, no sentido de divulgar ao público algumas das técnicas psico—pedagógicas utilizadas em crianças e jovens, ou fazer um reality—show baseado em histórias de vida como estas (sem expôr a verdadeira identidade dos referidos). No entanto, a SIC optou por misturar os dois, juntando o útil ao agradável, e é aí, na minha opinião, que peca. 

    Ao criar um programa com este não está a aplicar, de todo, nenhuma abordagem psicopedagógica como alega, - pois está a a expôr menores a milhões de pessoas, colocando em causa a sua integridade física e psicológica  -; e não está a cumprir o requisito de programa de entretenimento visto estar a retratar problemas reais, potencializando o desenvolvendo de crianças fragilizadas, humilhadas, e estigmatizadas pelos pais.

    Por isso cá vai a minha sugestão para a SIC. Acho muito bem e de grande valor existir uma fonte de educação a pais que, muitas vezes, precisam de ajuda a educar os seus filhos, mas façam-no de forma a não expôr nenhum dos intervenientes. Sugiro que se foquem apenas em informar, e até sugerir, boas práticas a se ter em conta na educação, de forma a tranquilizar algumas das preocupações dos pais, e diminuir o seu nível de stress. Vamos todos aproveitar esta lição para criar algo grande e novo, e fazer a diferença! 

Sabes que ela é a tua melhor amiga quando...

 

    ...Eu estava à rasca para me lembrar de um momento embaraçoso sobre mim. Precisava de apresentar urgentemente a uma plateia de pessoas algo que eu tivesse passado que tivesse sido constrangedor para mim, (não vale a pena perguntarem o porquê, a minha vida é assim, nunca uma monotonia ). Então lembrei-me de ligar à minha melhor amiga, para ver se ela tinha alguma sugestão:

    "Help! Está-me a dar uma branca e não me estou a lembrar de nada embaraçoso que me tenha acontecido, assim de repente!"

    E ela deu-me uns 20 exemplos...

Crónicas de uma estagiária: O início!

    Ora, como é que foram os meus primeiros dias como estagiária perguntam vocês? 

    Como sabem fui escolhida para um estágio numa empresa privada, e por isso achei que seria giro se criasse uma nova rubrica para contar as minhas aventuras e desanventuras neste meu novo mundo de pessoas sérias e trabalhadoras (que medo...). 

    Primeiro, conheci imensa gente nova, fui apresentada a potenciais (futuros) patrocinadores da empresa, onde tive de fazer o que se chama networking (que é como o tuga típico, como eu, diz: "fazer connects"). E depois, contactei também com os atuais profissionais da mesma, que são carradas deles.

    Não tem nada a ver com o meu estagiozinho do Centro de Saúde onde era eu, a minha orientadora, e poucas mais estagiárias. Naa... Nas empresas profissionais privadas, a coisa é à séria e não se brinca em serviço!

    Depois, fiquei a conhecer o funcionamento da empresa em si. E percebi que há  muitoooo mais por detrás, do que parece. Temos a direção, os patrocinios, os recursos humanos, o setor de marketing e vendas, o de publicidade, o de informática, e tanto mais.. E todos eles têm de estar constantemente em contacto, de forma a potencializar o crescimento da empresa. Porque tudo vai mudando, o mundo digital se atualizando, e não se pode ficar para trás, porque a competência é imensa...

    E pronto, até agora fiquei-me por aqui. Como ainda estou na fase inicial do estágio, ainda só estive a "mergulhar" um bocadinho por dentro da empresa, e ainda não comecei propriamente a pôr mãos à obra. Em breve terão mais novidades, com certeza! 

O medo da vida adulta...

    Há 3 coisas que me assustam na (entrada da) vida adulta: tirar os dentes do siso, defender a tese -e claro, a mais trabalhosa-, entrar no mercado de trabalho.  E não é que este ano vou realizar as três?

    Um dos dentes do siso já tirei e o resto vou tirar este ano, a tese vai ser defendida em Junho, e em Fevereiro vou ter "um gostinho" do que é a entrada no mercado do trabalho pois fui seleccionada para um estágio remunerado durante alguns meses, numa empresa à séria, para técnica de Psicologia.

    E agora dizem-me: Isso é óptimo!!! E é! Tive uma sorte enorme em ser escolhida para o estágio, e o resto, bem... tenho sorte em ficar já despachada este ano.  Mas também é bastante assustador.

    Assusta-me o Mestrado estar a acabar "tão rápido", e de repente ficar por minha conta, e tudo isto estar a acontecer tão depressa. A partir de Julho não vou voltar a ver escolas e universidades tão cedo!! O quão estranho é escrever isto? Nunca imaginei que fosse ter tantas saudades daquilo!

    Assusta-me o fim das aulas e trabalhos, e início das responsabilidades a sério de empresas como esta (que fui escolhida), e assusta-me o facto de poder não estar à altura do que pretendem. Assusta-me acima de tudo porque é novo, porque a concorrência é muita, e eu considero-me uma novata ainda por estas andanças.

    Assusta-me assinar contratos, e não haver volta atrás possível. Assusta-me deixar de tempo para outras coisas, não me adaptar ao meu emprego, e mais tarde ficar-me a sentir ainda pior do que estava ao início.

    Tudo o que é mudança é bom, porque nos faz crescer e ter contacto com novas experiências. E eu tenho a sorte de ter conseguido arranjar algo na minha área, e por isso tenho a certeza de que é uma experiência muito positiva para mim. No entanto, não consigo evitar estes medos que me dão nervos, e estas vozinhas internas que me dizem "Mas e se...?"

Tag: 25 Perguntas Aleatórias

 A Joaninha fez um óptimo post com a "Tag das 25 Perguntas Aleatórias" no seu blog, - se não a seguem ainda deviam, porque ela tem um blog fantástico -, e depois resolveu desafiar-me para fazer o mesmo. E eu, como não sou de modas, aceitei! (Muito obrigada pela nomeação, adoro sempre responder a tags e desafios, por isso estás à vontade para me taggar para mais, no futuro  eheh)

 

1. Sais de Casa sem?

Sem imensa coisa, que pergunta é esta?

2. Alguma marca de maquilhagem preferida? 

Vai tudo. Gosto das bases da Catrice, os batons da Nyx, o eyeliner da H&M, e as sombras da Maybelline (se bem que no Natal ganhei uma paleta da Urban Naked que estou a adorar...). Sou uma oferecida por maquilhagem. 

3. Flor/planta preferidos?

 Gostava de ser mais original, mas a resposta é provavelmente a mais genérica de todas: a rosa. 

4. Loja de roupa favorita?

 Barato, qualquer uma. Acho um desperdício gastar rios de dinheiro em roupa, que rapidamente se gasta, muda-se de estação, gostos,etc.. As minhas preferidas neste momento são a Display, a Shop One, e, claro, a Primark! 

5. Saltos ou baixos?

 Baixos. Se eu até com os baixos tropeço facilmente, quanto mais com saltos! (vocês pensam que estou a gozar, mas não estou)

6. Cor favorita? 

 Roxo.

7. Bebida preferida?

 Água.

8. Hidratante favorito? 

 Já usei imensos, mas até agora ainda não encontrei The One... 

9. Pretendes casar?

 Sim!

10. Irritaste facilmente?

 CLARO QUE NÃO!!!

11. Róis as unhas?

 Não.

12. Já desmaiaste?

 Népia.

13. Onde estavas há 3 horas?

 Lar, doce lar...

14. Estás apaixonada?

 Sim, por chocolate, gatinhos e séries de psicologia. Mas maioritariamente pelo meu namorado. 

15. Qual foi a última vez que foste ao shopping?

 Este sábado. Fui comprar roupa para o casamento da minha prima (que é já no início de Fevereiro, uhuu)!!

16. Assististe algum filme nos últimos 5 dias? Qual?

 Nem de propósito, por acaso vi o "10 Things I Hate About You" com o gajinho, que adormeceu metade do filme, mas que disse que gostou imenso 

17. Como estás vestida agora?

 Uhuu, dirty... De pijama de inverno, onesie, e meias até cima das calças.

18. Qual foi o último alimento que comeste?

 As batatas fritas 3D, sou OBECECADA! Alguém para além de mim adora estas batatas? Por favor não me digam que estou sozinha aqui...

19. Qual é o teu animal favorito?

 O gajinho, porque ele é um gato... Ôôô! (menos Carta...).

20. Como seriam as tuas férias de sonho?

 Provavelmente numa praia paradisíaca, com a minha família, amigos, gajinho, tudo!

21. Quais são os planos para hoje à noite?

 Netflix and Chill (literalmente, dont be a pervert)

22. O que estás a ouvir agora?

 Os meus pensamentos a dizer "Devias estar a trabalhar!!"

23. Colecionas alguma coisa?

 Vernizes que já estão gastos. Outra coisa que tenho curiosidade em saber se sou a única. Não sei se é pura preguiça, ou simples (estúpida) esperança que algum dia eles voltem a pintar como deve ser.

24. Comes fastfood?

Não querendo dar aquele ar de menina irritante "Ai por acaso não sou grande fã de comida fastfood", mas a verdade é que cada vez sou mesmo menos apreciadora de comida processada. Provavelmente porque tive muitos anos a comer hamburguers, pizzas, e tudo isso, hoje em dia só como quando me obrigam. 

 

E agora... Tenho sempre o hábito de me esquecer de taggar gente, mas hoje lembrei-me, e por isso aqui vai. Os próximos a ir à chapa são: Vox nihili, Sara Carmo, o Carlos, a MissMoi, e a Only One Girl. Mas quem quiser ir que não tenha sido mencionado, faça o favor!

Como é tirar os dentes do siso?

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    Aparentemente o grau de felicidade do ser humano normal diminui entre a idade dos 18 até aos 24 anos de idade, porque é a altura em que se dá a extração dos dentes do siso... Pode haver pessoas que tiram mais tarde, e ainda aqueles em que, - saíram-lhes o euromilhões -, e já nascem sem eles (como vos invejo...)

    Eu tirei um dos meus dentes do siso, de baixo, na passada Terça-feira. Hoje é sábado, certo?... e ainda tenho andado com o Brufen atrás 

    É importante dizer que o meu dente do siso estava completamente deitado, e por isso era importante tirá-lo o mais rapidamente possível - que no meu caso foi assim que ele nasceu -, para evitar complicações mais tarde. Posso-vos dizer que a extração demorou uma hora, o que como devem adivinhar, para mim pareceu uma eternidade.

    Primeiro deu-me um líquido para bochechar durante 20 segundos, que calculo que deve ter sido para "amolecer" a gengiva. Depois disse-me para eu me deitar, e foi aí que me deu a picada da anestesia, que não me doeu rigoramente nada. 

    Em seguida, disse-me para esperar um bocadinho, e eu comecei a sentir as minhas bochechas, língua e interior da boca a perder toda a sensibilidade (que é a fase esquilo, onde tudo incha). Depois começou a extração. Senti alguma pressão e percebi quando o dente estava a ser arrancado, mas nunca me doeu nem um bocadinho. Por isso quando saí do bloco estava com um ar todo "fresco e natural", como o meu pai me descreveu, porque de facto não senti rigorosamente nada. O pior foi chegar a casa...

    Assim que o efeito da anestesia passa... estamos feitos. Para além do gelo, o paracetamol e o brufen, como já referi, foram os meus melhores amigos. Sem eles tinha dores de morte no maxilar. Para além disso, no dia seguinte à extração dei de caras com um inchanço enorme desta vez não da anestesia, mas da extração. E fiquei assim durante 3 dias. Sim, 3 DIAS a parecer que tinha levado uma bofetada na bochecha esquerda.

    Três dias em que aconteceu tudo na minha vida: Fui chamada para uma entrevista, tive uma reunião com a minha orientadora de tese, fui resolver uns problemas no banco... Ou seja, de 5 em 5 minutos lá estava eu a garantir às pessoas que a minha cara não era assim tão desproporcional como parece, e que o inchaço deve-se sim a razões alheias à minha vontade.

    Por isso meninos e meninas, um (pequena) dica minha para vocês: Não façam como eu, e certifiquem-se que tiram os sisos nas férias, folgas, ou alturas em que sabem que não vão ver ninguém nos 3/4 dias seguintes - pelo menos. Porque andar na rua com a medicação de um lado para o outro, e a cara em construção, não é nada agradável. 

Resposta ao comentário da Rita Pereira (?)

rita pereira comment.png

    Hoje de manhã veio até mim este comentário, a respeito do post  "Vida de estrela é assim...". O post dizia respeito a uma descoberta minha, muito recente, acerca da atriz Rita Pereira. Como já devem ter reparado já o apaguei, por isso não vale a pena dizer sobre o que se trata porque nem quero dar mais importância ao assunto do que merece, quero apenas deixar algumas coisas claras.

 

    1) Quem me dera que a Rita Pereira visitasse o meu blog. Era a rapariga mais sortuda do mundo. Sou sua fã, apesar de não incondicional, -visto que não a sigo por todo o lado -, mas gosto do seu trabalho nas novelas  Mas infelizmente eu não sou a rainha do sabá e calculo que ela tenha mais que fazer na vida do que perder tempo com bloggers, e faz ela muitíssimo bem, porque eu provavelmente faria o mesmo.

    2) No entanto, se (por algum estranho motivo) é de facto a Rita Pereira, agradeço imenso a sua visita. E numa nota mais séria, quero pedir desculpa pelo simples facto de a ter ofendido, porque não era a minha intenção. O único e apenas objetivo deste blog é divertir—me a mim, e a quem me lê, e por isso nunca tive o objetivo de magoar ninguém. Quem me segue assiduamente sabe que não pretendo falar mal de ninguém, este é apenas o meu tipo de humor. E como gosto de partilhar o que me acontece com a sapo, porque sinto que tenho aqui um grupo de amigos, achei que seria interessante partilhar este facto mais curioso/caricato.

    3) Daí o único motivo pelo qual apaguei o post, porque não quero que a "Carta" fique conhecida pela parte polémica, e por comentários menos felizes, mas sim pelas coisas boas, e divertidas (pelo menos para mim...).

    4) Em relação ao facto de ser anónima, foi uma escolha minha desde o início e já o expliquei anteriormente o porquê. Contudo, se o convite se mantiver de pé, adoraria fazer-lhe uma visita pessoalmente às gravações e quiçá, poder finalmente aparecer como figurante. E talvez até, almoçarmos juntas. 

    Por último, quero também dizer que caso não tenha sido a Rita Pereira (que vamos ser honestos, é o mais provável), quem comentou o post tem também bastante sentido de humor ao achar que um comentário em Anónimo a fazer-se passar pela atriz me vai tornar um blog famoso... Ó filha, é preciso muito mais do que isso para eu passar a ter mais que 100 visualizações por dia....  Mas agradeço a tentativa na mesma!

 

Beijinhos,

A Carta

A minha experiência como figurante

 

    Hoje resolvi-vos fazer um post muito pedido no meu instagram (se não me seguem ainda, estão à espera do quê? ), que é acerca das minhas gravações como figurante, para a televisão. 

    Participei, pela primeira vez, por detrás das câmaras no dia 1 de Agosto, altura em que falei sobre isso no blog. Recentemente, fiz também um trabalho numa série que vai estrear na RTP. E.. não vale a pena falar-vos muito mais sobre quais as séries em que eu participei nestas duas vezes, sabem porquê? Porque eu acabei por não entrar em nenhuma delas. E hoje vou-vos explicar o porquê...

    O mundo do espetáculo, como muitos imaginam, têm muito mais a passar nos behind the scenes, do que aparenta. Pode não ser grande novidade, mas uma cena que nós vemos de 5 minutos na televisão, na verdade demora um dia a gravar, e uma cena que passa durante 1 hora na televisão, na verdade demorou uma semana. Um mesmo take pode chegar a ser repetido umas 10 vezes, por variados motivos (e não só quando um actor se engana na fala) - porque estava muito barulho e não conseguiram gravar como queriam, porque a atuação não foi a melhor, porque o ângulo não estava perfeito, os timings não correram como planeado, e por aí fora... 

    Por causa disso o horário é muito incerto, e pode haver dias em que as gravações vão das 9h às 15h, como podem haver dias que vão desde as 8h até às 18h (sim, isso chegou a acontecer comigo... ) Porque os figurantes fazem exatamente o mesmo horário, ou pior. Porque ao contrário dos atores, que se pode prever quais as cenas em que eles vão entrar ou não, nos figurantes - como somos anónimos -, nunca sabemos quando vamos ser chamados, por isso precisamos de estar sempre atentos, e disponíveis.

    Outra das coisas que reparei também é que, também contrariamente aos atores, os figurantes têm um tratamento especial... Especial do gênero "Desenrasca-te, porque tu aqui não passas de um mero plebeu, e se não gostas... NEXT!". Por isso, fica-se com as sobras (de tudo!) dos atores principais. Basicamente tratam-nos como bonecos, fantoches.  As pessoas da televisão não estão muito preocupadas se os figurantes têm fome, frio, ou se os seus sapatos estão-lhe a desfazer o esqueleto... E eu compreendo o porquê, como é óbvio o bem-estar da Soraia Chaves é mais importante para a novela, mas acho que também era necessário que garantissem que os figurantes estão motivados para aquilo que estão a fazer, porque sem nós a vossa novela seria... bastante solitária, digamos assim!

    Para além disso aprendi também, com esta experiência, que os figurantes têm que ter bastante paciência. Paciência porque vão ter imensas alturas em que vão ter de fazer tudo à pressa: vestirem—se, maquilharem—se, e comer a despachar para serem chamados para atuar  — e outras vezes em que no fim não vão ser precisos. Mas também vão ter imensos tempos mortos, em que não serão precisos para as cenas, pois chamaram figurantes a mais, e muitas vezes isso origina um desperdício de tempo perdido... E foi isso mesmo que aconteceu comigo. 

    Das duas vezes em que fui chamada para figuração vestiram—me a rigor, pentearam—me, maquilharam... para depois ficar o resto do dia a olhar para as paredes (literalmente!), pois não fui precisa. Para mim o pior nem é tanto não precisarem de mim, é mais a ansiedade em que tive durante todo o dia (das 8h às 18h, como vos disse) sempre na esperança que me chamassem, como prometeram, para no fim ser dispensada. É um sentimento de frustração um bocado difícil de explicar...(Ou se calhar sou eu que sou ansiosa demais )

    Claro que o que acontece a mim acontece também a imensas pessoas, e não estou de forma alguma a dizer que sou uma exceção à regra, nem a dizer que é muito frequente isto acontecer. Porque não é, de modo geral, quando se é chamado, entra—se. Só estou a dizer que esta foi a minha experiência, e tive realmente muita pena de não chegar a aparecer em nenhuma das cenas — apesar de ao aparecer nas cenas também não significava que me iam ver na televisão, porque podia aparecer longe, ou desfocada... Mas pelo menos teria essa experiência.

    E pronto, este foi o meu desabafo acerca do mundo da figuração. Espero que tenham gostado de ouvir ler, em primeira pessoa, a minha experiência na televisão!  Algum de vocês já participou em algo semelhante? O que vos contei era muito diferente do que imaginavam, ou nem por isso?

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