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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Combater a ansiedade!

    Começa com as palpitações fortes. Vem a angústia no peito, a dificuldade em respirar. E pronto, dêem as boas vindas aos ataques de ansiedade. Seguidos, frequentemente, do choro e sentimentos de tristeza.

    Quando a minha psicóloga me disse que estava a passar por crises de ansiedade que estavam a afetar a minha vida pessoal, a forma como me sinto, e até o meu metabolismo, devo confessar que paniquei um bocadinho.

    Quando disse que se continuasse a este ritmo podia chegar a um esgotamento nervoso, senti-me parada no tempo a ver a minha vidinha a andar para trás. Foi como um "despertar" súbito, duro e frio, para a realidade. E doeu.

    Sabia obviamente que estava mais nervosa do que habitualmente, mais sensível. Agora, parece que levo tudo muito a peito, e a qualquer coisa que sinta como ataque pessoal, desato a chorar (o que não é muito normal...). Tenho dificuldades em adormecer, acordo muitas vezes e sinto que não descanso, e durante o dia parece que entro em 'piloto-automático'. Mas pensava, muito sinceramente, que isto fazia parte do meu cansaço à rotina, e apenas isso.

    Na minha última consulta de psicologia apercebi-me que isto é sério, e que tenho que fazer alguma coisa para mudar. É engraçado quando passas os teus dias a dizer aos outros como melhorar a sua saúde mental, e quando chega a tua vez nem te dás conta que também precisas de melhorar a tua. Quase irónico, até.

    Por isso, a minha psicóloga deu-me 'trabalhos de casa': treinar a respiração diagrafmática (pois pelos vistos a minha respiração está péssima); identificar pensamentos negativos que tenha e corrigi-los (pois muitas vezes estes pensamentos não passam de crenças errada, que não correspondem à verdade, como por ex: "no trabalho, vão me achar incompetente se não fizer isto e isto...") e treinar a minha assertividade (saber dizer que não aos outros quando é necessário, e pensar mais em mim). Parece fácil, não é? Desejam-me sorte... 

A propósito dos Signos...

    ...Vira-se a minha irmã para mim no outro dia:

    "Mana, eu e a Maria estamos sempre a discutir e agora já percebi porquê! Ela é ascendente em Leão, e lua em Escorpião, e eu sou Peixes! Está explicado. Não funciona!!"

    E eu devo ter ficado com o mesmo ar do ditado: 'cara de burro a olhar para um palácio', porque não percebi nada do que a moça tinha dito. E então ela explicou-me, detalhadamente, em que consistiam os traços de personalidade de cada signo, os seus ascendentes, luas, sóis, e tudo o resto que há para vir do Zodíaco...

    A minha irmã podia escrever um livro com a Maya, porque a sua paixão por signos deve ser a mesma que eu tenho por chocolate, ou por gatos. A rapariga não me fala de outra coisa! Aprendi, como virgiana que sou, que tenho tendência a ser: perfeccionista (check!), tímida (também!), inteligente e prática (depende do ponto de vista), e demasiado crítica de mim própria (ui, que profundo...). 

    No entanto, apesar de concordar, em certa parte, com o perfil da Virgem a que me atribuiem, nao sou propriamente fã daquelas revistas com a previsão semanal de cada signo.

    "Esta semana vai dar frutos! Grandes recompensas a nível de trabalho", vai-se a ver e é uma semana como todas as outras, ou com mais trabalho ainda. "Tenha atenção à sua saúde, cuidado com o que come!", fico na dúvida se é a minha previsão da semana, se é uma recomendação do meu médico de família. E depois ainda há aqueles "Estes dias vai-se sentir cansado, e farto da rotina (o pessoal que me segue no instagram sabe do que estou a falar)" que é como quem diz: Toda a gente se sente assim, na maior parte do tempo, por isso toda a gente se vai relacionar com isto...

    Não sei, sinto que é sempre tudo muito genérico, e não muito linear...o que é que vocês acham? Talvez este tipo de pensamento meu não passe, também ele, de uma característica de personalidade do meu signo 

As (minhas) Férias da Páscoa

(Antes de mais nada não se esqueçam de responder à sondagem do blog, do lado direito, para darem a vossa opinião sobre o blog sff. Obrigada pela atenção! )

    Espero que todos vocês tenham tido uma óptima Páscoa, cheia de muito amor, alegria, e acima de tudo... muito chocolate, que é o mais importante!

    As minhas "férias" duraram dois dias, sábado e domingo de Páscoa, e por isso mesmo quis passá-las como se tivessem a duração de uma semana (que é como quem diz: quis passá-las há grande, e à francesa!). Passei-as num hotel em Cascais, para dar o ar de gente com dinheiro, com a minha família e o gajinho. Tínhamos a noite e as refeições pagas para todos, e ainda direito a piscina interior aquecido! Foi um mimo! E a parte mais importante para mim foi que tudo foi pago com o meu primeiro ordenado do estágio!

    Pode haver gente que faça confusão, ter já gasto uma parte do meu ordenado nestas férias, mas a vocês eu digo-vos o seguinte: foi o dinheiro mais bem empregado da minha vida. Tanto eu, como a minha família, estávamos mesmo a precisar de um momento só nosso, de sair daqui e de distrairmo-nos, e o facto de todo o meu suor e esforço ter compensado em algo tão bom, para tanta gente, fez-me sentir super bem e orgulhosa de mim própria.

    Mas chega de falar de mim, quero saber onde e como é que vocês passaram a vossa Páscoa? Foram dar alguma voltinha, ficaram por casa, convidaram amigos... que tal foi?

Tag: The Entertainer Blogger

    Boas! Que tal essas férias da Páscoa? As minhas estão boas... e inexistentes (*chora desalmadamente*)

    Mas falando em coisas mais alegres, a minha querida Sara nomeou—me, por algum motivo desconhecido, como uma das bloggers mais inspiradoras. E por isso aqui estou hoje, para responder à Tag: The Entertainer Blogger. Aqui vamos nós! 

Porque começaste o blog?

Acho que já falei nisto por aqui antes, mas para quem não sabe aqui vai. Criei o blog por influência de uma grande amiga, que tinha criado blog na Sapo e só me falava bem, e eu só pensava: Porque não? O que é o pior que pode acontecer? E pronto, deu nisto que aqui vêem.

 

Qual é o teu livro favorito?

Não me façam isto... São tantos... 

(...)

 Lembrei-me agora do livro "Déjame que te cuente", do Jorge Bucay! É um livro muito bom para fãs de psicologia (e não só), e é constituído por histórias-metáforas do mundo real, mas contadas de uma forma deliciosa... Assim de repente foi o livro que me lembrei que não me importava de reler, e reler outra vez...

 

O que menos gostas?

 De falar em público, para mim é o pior. Para além disso, odeio: rotinas, viver sobre stress, alturas, pessoas egoístas, mentiras, ficar com falsas esperanças... Mas acho que disso ninguém gosta 

 

Qual a tua comida favorita no Shopping?

 Agora por algum estranho motivo tenho estado viciada em picanha. É picanha para ali, picanha para ácola... Eu juro que não estou com desejos de grávida, mas ultimamente não tenho comido outra coisa 

Qual o teu passatempo favorito?

Vídeos do youtube, sou OBCECADA! Especialmente por esta gajinha (mais conhecida por Miranda Sings), acho-lhe imensa piada e espero um dia ter a oportunidade de a conhecer... 

 

Os meus nomeados:

Regras:
  • Agradecer à pessoa que vos nomeou e adicionem o link do blog dela
  • Adicionar as regras, para que os outros as possam seguir
  • Nomear pessoas que achem divertidas, inspiradoras e agradáveis!
  • Responder às mesmas perguntas
  • Incluir a imagem no vosso post

Voltar para o Ex?!

    Há tempos li, na revista Happy do mês de Fevereiro, um artigo a falar sobre uma empresa que se dedica a ajudar pessoas a reconquistar o/a seu ex-namorado/a, e desde então aquilo não me sai da cabeça.

    Os sites chamam-se "Ex Boyfriend Recovery" e "Ex Girlfriend Recovery", e têm um conjunto de artigos como "The No Contact Rule", "I want my Ex back but he won't talk to me" e "How to know if your Ex still love you", que ajudam, e incentivam, a recuperar uma relação já terminada. O programa não diz ser 'infalível' a todos aqueles que procuram retomar o seu amor perdido, mas referem ter 80% de probabilidade de recuperar um ex-namorado.

    Claro que cada caso é um caso, e toda a gente tem os seus motivos e 'timings' de separação, mas a meu ver não me parece que este tipo de serviço tenha propósito algum. Concordo com alguns dos artigos que eles disponibilizam, especialmente aqueles que tentam estabilizar o estado emocional perturbado das pessoas que acabaram de terminar o seu relacionamento... mas mais do que isso não me faz sentido.

    Na minha opinião (que vale o que vale), a pessoa é "ex" por algum motivo. E quanto mais tempo passar entre o término do namoro e o querer voltar, pior é! Se as coisas não se resolvem logo na altura, ou alguns dias depois do rescaldo, então é porque ninguém está disposto a fazer esta relação funcionar, de todo.

     Se as pessoas não conseguiram comunicar na altura, chegar a um acordo em relação a algo, e crescer e adaptar-se ao parceiro; então o que é que me garante que essa relação vai resultar 6 meses depois? As pessoas mudam, mas não tanto.

    Para além de que, a meu ver, muitas das pessoas procuram o seu ex apenas porque sentem falta da felicidade que sentiam quando estavam com ele, e não dele em si mesmo. Na altura, só sentem desgosto e mágoa da separação, e querendo se sentir bem rapidamente, o mais fácil é tentar entrar em contacto com ele, do que tentar ultrapassá-lo.

    Já para não falar dos ex's que já tem uma atual, dos casos de traição, dos ex's "stalkers"... Há tanta coisa por onde pegar, que pode correr mal neste reencontro...

    Eu sou uma apaixonada pelo amor, como já o referi muitas vezes, mas em primeiro lugar sou apaixonada pela felicidade e bem-estar das pessoas. E não acredito na treta do "-Não era a altura certa", ou "-Não me sentia preparado para mudar". Porque isso soa-me a falso, soa-me a desculpa esfarrapada.

    Soa-me a alguém preguiçoso, ou imaturo, que claramente não estava pronto para ter uma relação. E desculpem-me a frieza, mas nada me garante que, depois, não vá perder ainda mais tempo da minha vida dando uma oportunidade a uma pessoa que já me fez perder imenso tempo no passado. O tempo é o bem mais precioso que nós temos na vida. E devemos gastá-lo em boas oportunidades, e pessoas que valham a pena.

    Este é apenas o meu ponto de vista, o que é que vocês acham sobre voltar para um ex-namorado/a?

Eu já visitei o NewsMuseum!!

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    Este fim-de-semana tive a sorte de poder ir visitar o NewsMuseum em Sintra, que é o nome chique para "O Museu das Notícias", em tuga. Mas ó, e não tem ele motivo para ser chique!

    Aparentemente o museu é muito recente, - vai fazer dois anos que abriu, - e não é conhecido por muita gente (eu própria nunca tinha ouvido falar), o que é uma pena. O NewsMuseum é dedicado à história de Portugal, e do mundo, através dos olhos dos media, onde ficamos a conhecer a evolução do jornalismo através de abordagens muito interativas para quem está a visitar o museu.

    Têm corredores espalhados com ecrãs tácteis, salas com visão a 360º, jogos e quizzes (como o "Quem quer ser Milionário", apresentado pela Manuela Moura Guedes), realidade virtual... Até existe a possibilidade de gravarmos o comunicado do MFA, gravado no 25 de Abril, recriando o ambiente de uma cabine radiofónica!

    Escusado será dizer que adorei a visita, e que a próxima vez que lá for vou levar muito mais gente comigo! É uma excelente oportunidade para mostrar a todos o que o nosso país tem de melhor. Portugal é um país com uma cultura brutal, e museus como este dão-nos a oportunidade de conhecer um bocadinho mais o nosso país, e enriquecer a nossa cultura. 

Ano Sabático... Porque não?

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    Veio-me esta ideia por causa da minha amiga Pipa (que já saiu do sapo infelizmente e por isso não posso tagga-la, que o seu blog descanse em paz...), que virou-se para mim um dia e disse: "Este ano vou fazer um Ano Sabático!" E eu na altura fiquei a olhar para ela com ar de carneiro mal morto, como a minha mãe diz, pois não fazia a mínima ideia do que o 'ano sabático' queria dizer.

    Ela procediu a explicar-me que é um ano, - normalmente entre passagens de escolaridades, ou transição da faculdade para a entrada no mundo do trabalho, - que se tira para descanso pessoal. É uma pausa de tudo o que tem a ver com estudo/trabalho, para nos dedicarmos exclusivamente a viajar, normalmente pelo mundo inteiro, com o objetivo de conhecer novas culturas, línguas e pessoas, e de crescer a nível individual.

    Sinceramente, a ideia assustou-me um bocado. Sair da zona de conforto (que é uma coisa que eu odeio), deixar tudo para trás (que é francamente doloroso), e embarcar numa aventura sozinha, sem nada planeado, é provavelmente o início de um filme de terror, para mim. 

    Mas depois veio o estágio. Veio os dias de trabalho sem fim. Veio o início da rotina (e o seu desgaste...). E comecei a pensar "Epa, se isto é o mais próximo que tive do mundo do trabalho, eu não me minimamente sinto preparada para me juntar a esta vida. Já passei 12 anos na escola, para depois passar mais 5 anos a marrar na faculdade, fiz dois estágios que nunca mais acabavam, vou ainda fazer um terceiro pois só assim consigo entrar na Ordem... Eu não quero entrar já na vida de empregado, pois sabe-se lá quando vou ter uma oportunidade depois para sair!"

    E aí veio-me à ideia as vantagens de fazer um Ano Sabático: alargar o meu conhecimento de outra forma; apreciar e dar valor ao sentido da vida; relaxar dos stresses, horários e correrias; alargar os meus horizontes, criar novas memórias, enfim... Viver a vida, como deve de ser!

    As desvantagens? O custo elevado das viagens. Mas para isso existem programas de voluntariado, o airbnb, viagens a destinos mais próximos (e não tão dispendiosos)... Claro que adoraria ir às Maldivas, mas se calhar visitar um país europeu também não era nada mau. Tudo conta, sendo que o importante é afastar-nos do nosso meio tradicional, fugirmos da cansativa rotina diária, e criar novas experiências. E deste ponto de vista, a ideia de tirar um ano só para mim não me parece nada má...  O que vocês acham?

Os meus pensamentos (por ordem) sobre o eHealth Summit

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No ano passado fiz um post igual a este mas sobre o Web Summit, e muita gente gostou, por isso achei que deveria repetir, mas com o eHealth desta vez... 

1º OH MEU DEUUUUS!!! Fui escolhida para participar no eHealth Summit, sinto-me chique, oh yeaaaah! 

 

2º 'Pera! A entrada é GRATUITA? Estou chocada! Porque é que no Web Summit paga-se um balúrdio, e este, só por ter a ver com a saúde (e eu vou), é de borla?

  

3º MAIS DE METADE DOS EVENTOS SÃO RESERVADOS, ou precisavam de inscrição prévia (que esgotou em 5 segundos...). What the hell... Fui enganada 

Como correu a minha primeira consulta de psicologia?

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    Sim, estou a estudar para ser Psicóloga Clínica, e sim, nunca tinha tido uma consulta de psicologia.  Honestamente, - e por mais que os nossos professores nos ensinassem que todos os alunos desta área deviam, antes de passarem à prática clínica, serem eles próprios acompanhados por psicólogos -, nunca achei que eu tivesse necessidade disso.

    Sempre me achei uma pessoa super alegre e bem-disposta, e com problemas relativamente "normais" (apesar do 'normal' aqui ser sempre relativo), e por isso não achava que precisasse disso. (Apesar de concordar que toda a gente, independentemente do seu estilo de vida e saúde mental, beneficia de acompanhamento psicológico.)

    Por isso mesmo, e por já vos ter desabafado anteriormente que o estágio, tese e tudo o resto está a ser demasiadas coisas para lidar..., marquei, no outro dia, a minha primeira consulta de psicologia! E deixem-me dizer-vos uma coisa... Adorei, e recomendo vivamente!

    Se forem como eu, a primeira consulta vai passar que nem um avião, pois vão querer 'despejar' tanta coisa em tão pouco tempo, que vai-vos parecer que passaram 15 minutos! Depois, e se tiverem sorte com a psicóloga como eu tive, vão estabelecer uma relação com ela como se fosse a vossa confidente preferida, estão a ver? Aquela pessoa está ali exclusivamente para nós, para ouvir os nossos queixumes, para nos ajudar a ultrapassar os momentos difíceis, e para nos trazer de volta à realidade - que, afinal, não é assim tão má como muitas vezes parece.

    Por isso mesmo, escusado será dizer que me senti super bem depois de ter vindo da minha psicóloga, e que mal posso esperar pela próxima consulta. Saí mais leve, mais calma... Mas também pensativa, pois tenho estado até agora a refletir em tudo aquilo que ela me disse, e me sugeriu fazer, de forma a fazer sentir-me melhor.

    Este foi o meu testemunho sobre a minha primeira consulta de psicologia. Espero que venha a entusiasmar mais pessoas a aderir a esta prática, que nos faz tão bem à saúde (física, e psicológica!). Alguém por aí já teve esta experiência, ou gostaria de ter?