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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Como comunicar o que sentimos?

    Se ainda não deixei aqui claro vou dizer-vos mais uma vez: andar em consultas de psicologia é FANTÁSTICO! Faz-vos bem à alma, à vossa saúde mental (e física), para além de que nos ensina uma série de coisas...

    Na última sessão que tive com a minha psicóloga falamos das formas de se comunicar com os outros, e de como é mais fácil aprender a comunicar com alguém, assim que se aprenda que tipo de pessoa temos à nossa frente.

    Achei que seria giro, por isso, partilhar hoje com vocês aquilo que me foi ensinado e saber o vosso feedback, nomeadamente se conseguem identificar estes tipo de "padrões" e linguagem em alguém vosso conhecido, ou mesmo em vocês próprios!

 

Comportamento Passivo: São pessoas que costumam ter dificuldade em expressar  as suas ideias, sentimentos e/ou desejos, ou expressam-los de forma depreciativa. Têm como objetivo agradar os outros. Tendem a evitar situações desagradáveis e conflitos, sendo frequente haver sentimentos de ansiedade, e desilusão consigo próprio. Exemplos de comportamentos: Dificuldade em olhar nos olhos do outro, comunicar através de um tom de voz baixo, comportamento submisso, etc.

 

Comportamento Agressivo: Estas pessoas tendem a expressar o que pensam e sentem à custa dos outros, com o objetivo de os dominar ou humilhar. Têm muitas vezes o sentimento de superioridade em relação aos outros, e uma grande revolta dentro de si. Não olham a meios para atingir os seus objetivos. Exemplos de comportamentos típicos deste tipo de pessoas são: Levantar a voz, e chantagear de forma a atingir o que quer.

 

Comportamento Manipulativo: Este é, provavelmente, o tipo de comunicação mais difícil de detectar, segundo a minha psicóloga. Porque muito dificilmente a pessoa que está a ser manipulada dá conta disso! As pessoas de carácter manipulativo, comunicam aquilo que pensam e sentem de forma indirecta e implícita, e recorrem frequentemente à vitimização para manipular o outro. As suas atitudes visam apenas a sua satisfação pessoal. Estas pessoas costumam subestimar os outros, evitar situações de conflito, e ter dificuldade em fazer cumprir os seus objetivos. No entanto, no final, acabam por-se sentir sozinhas.

 

Comportamento Assertivo (o ideal!): Este é o tipo de comportamento que todos nós devemos aspirar ter! Tratam-se daqueles indivíduos que se expressam de forma direta e adequada, sem rodeios nem manipulações de comportamento. Têm puramente como objetivo comunicar com o outro. São geralmente pessoas confiantes, e com sentimentos positivos acerca de si mesmos. Alcançam frequentemente os seus objetivos, e por isso têm o respeito dos outros. Para além disso, conseguem facilmente estabelecer boas relações com os outros.

    Na sua comunicação mantêm o seu tom de voz, não atacam o outro, e começam geralmente as suas frases por "Eu". Por exemplo em vez de dizerem "Estás errada. /Não fizeste isto bem, a culpa é tua", dizem "Eu não concordo/ Eu sinto que não estás motivada para esta tarefa" ou quando se deparam com alguém de carácter agressivo: "Parece-me que estás muito exaltado, acho melhor falarmos sobre este assunto mais tarde".

 

O que acharam? Identificaram algum deste tipo de comportamentos em alguém conhecido? 

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4 comentários

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    umacartaforadobaralho 30.05.2018 22:52

    A sério? Que giro! Devem ter sido testes que fizeste em conjunto com os testes psicotécnicos, não?
    Sim, é muito provável este vir-se a alterar com o passar do tempo! Beijinhos minha querida
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    P. P. 31.05.2018 14:15

    Na tua resposta à Desconhecida (desculpem interferir) creio ter descoberto a razão do meu agressivo, ainda que sem todas as variáveis descritas.
    Na Escola quase sempre predominou o passivo. Pelo menos até ao 9.º ano. Com os cancros na família, doença de alzheimer, morte do pai e todo um outro mundo que descobri em paralelo, desencadeei o "agressivo".
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    umacartaforadobaralho 31.05.2018 17:33

    Não tens nada que pedir desculpa, a discussão está aberta para todos!

    Lamento ouvir isso, caro P.P. As doenças e as perdas afetam-nos sempre (somos seres humanos, não é?), e é normal ficar sempre alguma coisa "cá dentro" por resolver, ou por desabafar. Se precisares, aconselho-te a procurar um psicólogo para que te possa ajudar a fazer sentir melhor. Ninguém deve viver com tristeza dentro de si, e todos temos direito a ser (mais) felizes.

    Muita força! Beijinhos :)
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