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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

"Sou sexy, eu sei!" (contém spoilers!)

    Foi este o filme que fui ver este fim-de-semana e...OH MÃE DO CÉU! "Como é que não se lembraram de um filme assim, há mais tempo?" era a única questão que me passava pela cabeça no cinema.

    Este filme é tão bom, e tem uma mensagem tão fantástica que todas as mulheres, - e homens! -, deviam ter a oportunidade de o conhecer! Para quem não sabe, o filme é sobre a vida da Renee Bennett, uma rapariga que lida com graves problemas de auto-estima, não se valoriza e tem um discurso super derrotista acerca da sua auto-imagem.

    Até que um dia ela tem um "acidente" no ginásio onde fazia exercício, e tudo muda: ela passa-se a ver como a pessoa mais bela e confiante de sempre. E a sua atitude consigo própria, e com o mundo, muda! Ela passa-se a sentir segura da forma como se arranja e apresenta, ganha confiança para se candidatar ao emprego que sempre quis (uma empresa cheia de modelos), e até ousa em convidar rapazes para sair, algo que nunca teria tido coragem para fazer antes. No fundo, passa-se a sentir sexy, e influencia tudo o que está à sua volta: arranja o emprego de sonho, namorado, e, mais importante, amor em si própria!

     E isso fez-me pensar em escrever este post, e partilhar esta mensagem convosco. No fundo, todos nós temos as nossas inseguranças. Seja por aspetos físicos, psicológicos, cognitivos, emocionais, sociais, traços de personalidades, o que for! E a sociedade em que vivemos já nos relembra constantemente as nossas inseguranças (os media *cough cough*), não precisamos de mais reforço negativo uns dos outros.

    Hoje desafio-vos a pensarem sobre as vossas qualidades, tudo aquilo que gostam e se orgulham em vocês, e a escreverem-me algumas delas na caixa de comentários! Vamos ver quantas pessoas confiantes estão aptas para este desafio!

    Lembremo-nos que ao direccionarmos a nossa atenção e energia para as coisas boas que nós temos, estamos a inferiorizar tudo aquilo que consideramos uma "fraqueza", e mais facilmente encontramos provas de que somos realmente bons e merecedores de uma óptima auto-estima. Todos nós somos seres humanos, e é normal termos as nossas inseguranças de vez em quando, não podemos nunca é que elas nos definem! 

Sentir-me fora (do baralho): o desabafo de uma introvertida

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Não se esqueçam de votar na sondagem do blog, aqui no vosso lado direito! ->

 

    Desde que me conheço que nunca fui grande fã de falar muito, nem tão pouco de estar rodeada de muita gente. Sempre fui muito tímida desde pequena, ao ponto de me lembrar de um colega meu dizer-me na primária: "Em tua casa não se deve ouvir nem uma mosca, aposto!" e rir-se que nem um perdido.

    Lembro-me de na altura ficar com cara de parva a olhar para ele porque não conhecia aquela expressão, e não fazia a mínima ideia do que ele queria dizer com as moscas... Mas cresci com aquela frase na cabeça. Realmente, é verdade!

    Lembro-me dos intervalos serem o paraíso dos miudos: os rapazes iam para os jogos de futebol, as meninas ficavam nos cochichos todas juntas, e eu ficava ali. Ali em qualquer cantinho do recreio, ocasionalmente juntava-se alguém comigo e lanchávamos juntos, mas para além disso, sempre me dei bem a estar sozinha.

    Cresci, e a coisa manteve-se. Tenho amigos, como é óbvio, - ou melhor, melhores amigos: tenho o meu grupinho da secundária que se manteve, e alguns amigos da faculdade (que se contam pelos dedos das mãos), mas mais do que isso não. E nem quero, sinto que estou muito bem assim.

    Não sou uma rapariga de sair muito com os meus amigos, e sinto que às vezes até posso ser mal interpretada, mas não faço por mal. Não é por não querer sair com todos eles, é por às vezes se tornar demais. Não sei explicar, mas odeio ser o centro das atenções. E sinto que quando estou num grupo de pessoas, a qualquer momento posso ser o foco, e isso torna-me vulnerável.

    A piada disto é que eu gosto imenso de conhecer pessoas, saber a sua história, como são... Mas ao mesmo tempo não suporto falar com um estranho por mais de 10 minutos! Eu sei, não dá para me compreender! (Haviam de ver os resultados dos meus testes de personalidade, coitados...)  

    Mas nem precisa de ser um estranho. Vou-vos dar um exemplo: almoços/jantares de negócio. Quando o sítio onde trabalho me diz que quer organizar um almoço com todo o pessoal da empresa, - como é o caso neste momento -, eu começo a ficar ansiosa. Começo a pensar na quantidade de pessoas que vão lá estar, que vou ter de conviver com todas elas, e, mais! Começo a pensar numa desculpa para não ir... 

    Eu sei que muita gente considera-se introvertida também, e sei que não tem mal nenhum em ser assim, pois cada um é como é, e isso é o que torna isto tão especial, mas... Às vezes, gostava de beber alguma poção milagrosa, que me deixasse segura e confiante o suficiente para enfrentar qualquer 'multidão', sem me deixar com palpitações antes. Têm alguma solução?

#6 Review: A forma do quê??

(o post contém spoilers!)

 

    Eu sou a Carta, e sei que ando super atrasada nas reviews dos filmes, ok? Sei que a "Forma da Água" já saíu há imenso tempo, e foi falada por imensos blogs, mas eu só o vi agora, por isso vão ter de ter paciência comigo...

    Ora muito bem, quando o filme começou a ser falado por todo o lado, eu fui-me informar sobre o que era a história e sinceramente não me interessou muito - para não dizer nada (talvez por isso dizem que as mulheres têm um 6º sentido...). Mas como foi nomeado para quase todas as categorias dos Óscares ou que lá é, eu pensei "bom, lá tenho eu que o ver, porque quero saber o que é que aquilo tem de tão especial..."

    Nada, digo-vos eu, não tem rigorosamente nada de especial. Foi um dos filmes mais nonsense que vi em toda a minha vida.

    A história por si só já é o que é, uma humana a apaixonar-se por um homem-peixe (ou "pequeno-sereio"), mas eu ainda tinha a esperança que fosse algo mais profundo do que isso, ou que fosse explorado de outra forma, nem sei. A esperança é sempre a última a morrer.

    Primeiro, cenas intímas/nudez do nada. Vê-se mesmo que algumas cenas eram só "para dar canal" como dizem, não trazendo qualquer propósito para o filme. Depois, não consegui perceber que tipo de filme é que estava a ver, e isso irritou-me: se era comédia, drama, romance, sobrenatural, histórico, enfim... Eu não sabia se ria, ou chorava com algumas das cenas (na maioria ri-me porque pronto, não gosto de chorar né).

    E as personagens! Eram tão random... Afinal o homem-peixe era um ser, ou um Deus? Foi um género de filme de super-heróis ou era simplesmente estúpido? Tenho tantas dúvidas em relação a este filme.

    O final foi escusado, na minha opinião. Tinham mesmo que lhe nascer as guelras, a ela? Quando eu pensava que o filme já não podia fazer menos sentido, pumba, ela torna-se peixa!

    Mas vou-vos dizer o que foi, para mim, o pior deste filme, aquilo que mais me chocou (.- não sou eu a Carta, amante de gatos...). Quando o homem-peixe mata o gato do vizinho da Elisa, e a forma como o mata... Digo-vos, até hoje tenho pesadelos com essa cena, e eu FECHEI OS OLHOS!. Foi outra das cenas desnecessárias, na minha opinião.

    Como puderam perceber, não fui a maior fã deste filme... E espero muito sinceramente que não ganhe Óscar de melhor filme ou algo do género, senão vou mesmo ficar chateada...  Vocês já viram "A forma da água"? O que acharam?

Sabes que ela é a tua melhor amiga quando...

 

    ...Eu estava à rasca para me lembrar de um momento embaraçoso sobre mim. Precisava de apresentar urgentemente a uma plateia de pessoas algo que eu tivesse passado que tivesse sido constrangedor para mim, (não vale a pena perguntarem o porquê, a minha vida é assim, nunca uma monotonia ). Então lembrei-me de ligar à minha melhor amiga, para ver se ela tinha alguma sugestão:

    "Help! Está-me a dar uma branca e não me estou a lembrar de nada embaraçoso que me tenha acontecido, assim de repente!"

    E ela deu-me uns 20 exemplos...

O medo da vida adulta...

    Há 3 coisas que me assustam na (entrada da) vida adulta: tirar os dentes do siso, defender a tese -e claro, a mais trabalhosa-, entrar no mercado de trabalho.  E não é que este ano vou realizar as três?

    Um dos dentes do siso já tirei e o resto vou tirar este ano, a tese vai ser defendida em Junho, e em Fevereiro vou ter "um gostinho" do que é a entrada no mercado do trabalho pois fui seleccionada para um estágio remunerado durante alguns meses, numa empresa à séria, para técnica de Psicologia.

    E agora dizem-me: Isso é óptimo!!! E é! Tive uma sorte enorme em ser escolhida para o estágio, e o resto, bem... tenho sorte em ficar já despachada este ano.  Mas também é bastante assustador.

    Assusta-me o Mestrado estar a acabar "tão rápido", e de repente ficar por minha conta, e tudo isto estar a acontecer tão depressa. A partir de Julho não vou voltar a ver escolas e universidades tão cedo!! O quão estranho é escrever isto? Nunca imaginei que fosse ter tantas saudades daquilo!

    Assusta-me o fim das aulas e trabalhos, e início das responsabilidades a sério de empresas como esta (que fui escolhida), e assusta-me o facto de poder não estar à altura do que pretendem. Assusta-me acima de tudo porque é novo, porque a concorrência é muita, e eu considero-me uma novata ainda por estas andanças.

    Assusta-me assinar contratos, e não haver volta atrás possível. Assusta-me deixar de tempo para outras coisas, não me adaptar ao meu emprego, e mais tarde ficar-me a sentir ainda pior do que estava ao início.

    Tudo o que é mudança é bom, porque nos faz crescer e ter contacto com novas experiências. E eu tenho a sorte de ter conseguido arranjar algo na minha área, e por isso tenho a certeza de que é uma experiência muito positiva para mim. No entanto, não consigo evitar estes medos que me dão nervos, e estas vozinhas internas que me dizem "Mas e se...?"

O esforço vale a pena!

    A semana que passou foi particularmente mais difícil a nível de trabalho. Eram prazos para entregar documentos, outros para imprimir, alterações para fazer nisto e naquilo da tese, reuniões... Tudo isto porque tive de fazer, pela primeira vez, uma apresentação para um Congresso, coisa pouco chique como devem imaginar (e com poucas exigências!), a pedido da minha orientadora de tese.

    O resultado? Uma semana de correria de um lado para o outro, de lutas contra o tempo, noites (muito) mal dormidas, muitos nervos à mistura, muita responsabilidade envolvida, escassísmo tempo para ir para o blog, e acima de tudo, muito trabalho.  Todo o trabalho para um único dia, o dia do Congresso, tudo ia culminar nesse dia.

    Chegou o dia do Congresso. Faço a minha apresentação, discuto com o júri (no bom sentido), ele faz lá a sua avaliação, tudo bem. Então e não é que, no final, recebo o prémio de melhor apresentação do Congresso? Eu, que me estrei pela primeira vez nestas andanças, não fazia a mínima ideia do que estava para ali a fazer sentada ao lado de ministros sei lá bem do quê, fiquei em primeiro lugar nisto, COMO?!

    Ainda hoje estou para saber, parece que ainda não caí em mim. O que é certo é que, no final, todos me foram cumprimentar e dar os parabéns pela minha prestação. E eu com apenas 4 horas de sono, lá agradecia com a minha carinha de zombie, incrédula com o que tinha acabado de acontecer.

    Tudo isto para vos dizer: todo o trabalho que têm compensa, dá frutos, e eu recolhi os meus esta semana (eu a armar-me em Gustavo Santos...). Mas a sério, eu sei que é cliché, mas quando tudo parece ser o fim do mundo, não desistem, e lembrem-se desta história. Lembrem-se que todo o esforço vai valer a pena...  

Os meus pensamentos (por ordem) sobre o Web Summit

OH MEU DEUS, A JENNA MARBLES E O ALFIE DEYES VÊEM CÁ A PORTUGAL, TENHO DE OS IR VER!!!!

 

Apercebo-me que o bilhete de entrada é tipo 1.000€, e desisto logo da ideia. Para além disso, quando vou ver os bilhetes já estão esgotados...

 

Lembro-me rapidamente que a Web Summit É JÁ HOJE, e que isso significa que os transportes para Lisboa devem estar a abarrotar de gente, e adivinhem quem vai para Lisboa hoje...

 

 Desejem-me sorte.

O dia-a-dia de quem está a fazer uma tese

    Para alguém que já se perguntou como era...

2ª Feira: Encontro com a orientadora na faculdade. Esclarecimento de dúvidas, correção do trabalho feito, mais trabalho, mais prazos para entregar trabalhos.

3ª Feira: Casa. Trabalhar nas correções da orientadora. Pesquisa. Leitura de artigos. Leitura de entrevistas. Escrita da tese. Análise temática dos dados. Análise de conteúdo no programa MAXQDA. Mais trabalho.

4ª - 6ª: Casa. Casa. Casa. Repetir o programa de terça-feira. Entregar os trabalhos nos prazos definidos.

Fim-de-semana: Sair de casa, e ver a luz do sol para não dar em doida.  Repetir tudo para a próxima semana.

    De dois em dois meses, tenho também que fazer uma apresentação oral acerca da tese, e entregar relatórios atuais, sobre a minha investigação. Se tudo correr bem, a discussão será feita em Junho/Julho do próximo ano.

    Eu sei que parece que tenho imenso tempo, e tenho, mas tenho também imenso trabalho pela frente. Vou analisar mais de 100 entrevistas, criar um sistema de categorias, codificá-las, e discutir os resultados. Ao mesmo tempo a minha orientadora quer que faça comunicações orais em congressos, e que publique artigos científicos. Uff... Vai ser bonito!

    Se me perguntarem o que é mais importante para mim, durante esta fase da minha vida em que tudo gira à volta da tese, eu digo, sem sombra de  dúvida, ter o apoio daqueles que me rodeiam. No sentido de terem paciência para aguentar as minhas ausências, e compreensão. E nem sempre é fácil! Porque como fico muitas vezes em casa, penso que dou a impressão que não estou assim tão ocupada; quando na verdade, especialmente quando há prazos a cumprir, é como se tivesse a trabalhar fora de casa!

    No entanto, um pequeno desabafo: quando chegar a vossa altura da tese, vão ter imeeensas saudades das aulas, e de toda essa rotina. Agora é difícil compreenderem, mas digo-vos que considero realizar uma tese um trabalho não só muito puxado, como acima de tudo, muito solitário. O vosso orientador vai ser o vosso melhor amigo, porque é a única pessoa que vos pode ajudar nesta altura. Por isso, tentem despachar a tese o mais rápido possível, para ficarem livres para as futuras etapas da vossa vida!

 

A crise dos 20: O que vestir?

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    Não sei se muitos vão saber do que eu estou a falar, mas chega uma altura da nossa vida (ou se calhar só da minha), normalmente entre a era dos 20 anos de idade, em que chegamos à conclusão de que não sabemos o que devemos vestir.

    Mas não é do género "Ai tenho tanta coisa, mas não sei o que hei-de vestir.", não. Estou a falar em literalmente não saber que tipo de vestimentas se adequam à nossa idade. Como estamos naquela fase da vida entre a do definitivamente-já-ultrapassamos-a-adolescência, e a do estamos-a-entrar-agora-no-mercado-de-trabalho, torna-se tudo muito mais complicado. Ou pelo menos torna-se para mim.

    Porque quando vou às lojas, e vejo algo de que goste, acontece-me uma das seguintes coisas: ou acho demasiado 'adolescente' porque tem cenas escritas escarrapachadas na camisola, (ou as calças têm demasiados buracos); ou acabo por achar finório demais, e parece que vou entrar para um casamento; ou ainda penso que é demasiado 'à velho' para eu usar, e parece, desta vez, que vou entrar para um lar de idosos.

    Não sei se estou a exagerar, mas ultimamente para mim tem sido CADA VEZ mais difícil ir às compras. Ainda por cima com o Outono a chegar! Surgem logo milhentas questões na minha cabeça quando entro nas lojas de roupa: "Será que fica bem eu usar isto?", "Será que é adequado para mim?", "Não estou demasiado velha para vestir isto?", "Não sou demasiado nova para usar aquilo?", "Isto está na moda sequer?...", "O QUE ESTÁ NA MODA, SEQUER?"... 

    Por isso qual foi a minha decisão final, perguntam vocês? O que vou fazer daqui para a frente?... Olhem, não sei. Por isso, instalei o Pinterest no meu telemóvel, e vou-me agarrar a ele, com unhas e dentes, para me dar dicas de como me vestir apropriadamente, para a minha idade. Desejem-me sorte!! 

 

 

*Neste caso, é a crise dos 23

Porque gosto tanto de ter um blog

    Há dias estava a pensar, depois de ler os meus posts do blog e de ver os comentários que tenho tido... e reparei no quão sortuda me sinto por ter este cantinho na sapo, só para mim. Ao criar este blog eu nunca faria ideia da importância que ele me teria no futuro.

    Eu vejo-o não só como um espaço para partilhar as minhas opiniões e histórias de vida, mas também como um lugar de entreajuda e apoio entre os bloggers. E é tão bom ver isso. Ao ler os vossos comentários e pontos de vista, apercebo-me cada vez mais que somos todos como uma grande família de 'sapinhos', prontos para entrar em ação para ajudar uns aos outros. 

    E quero-vos agradecer, por isso mesmo, todo o apoio que tenho tido nos últimos posts. Um obrigada não chega para demonstrar a minha gratidão. A sapo tornou-se uma comunidade onde nos-é possível, pouco a pouco, conhecer uns aos outros, e entrar um bocadinho nos seus mundos. É como uma telenovela da vida real, mas com muito menos chatices do que um big brother.

    Eu vou no meu dia, e depois lembro-me "Tenho que espreitar para ver o que a fulana tal tem postado no blog! Como é que será que ela vai?", e depois penso "Ai, e não me posso esquecer de ir ler os destaques da sapo, que ainda não vi hoje!"... E assim passo o meu dia, a ler carradas de posts, a seguir novos blogs... Apesar de nem sempre comentar, eu sou como aquela mosquinha malandra que está sempre por lá a dar uma espreitadela...