Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Review: Casados à primeira vista

5-3.jpg

 

    Quem daqui viu ontem o "Casados à primeira vista", na SIC?  Eu já estava super entusiasmada quando a SIC veio confirmar a sua mais recente aposta, e depois do que vi ontem, vejo que não me vou desiludir com certeza! 

    Reparei que existem algumas pessoas um pouco confusas em relação ao facto dos casais se realmente casarem ou não, e apesar de ainda não ter percebido muito bem como funciona a versão portuguesa, posso-vos dizer como funciona as estrangeiras (as quais eu já era fã!). Nos programas "Married at first sight", lá fora, as pessoas só se conhecem realmente no próprio dia do casamento, contudo elas não se chegam a casar! 

    O que acontece é apenas uma cerimónia em tom de brincadeira, e o casal vai, depois disso, viver juntos durante 8 semanas. Só ao fim desse tempo, cabe-lhes a decisão de se casarem efetivamente, ou de se separarem.

    Por aquilo que percebi, o programa da SIC vai ter algumas alterações pois todas as semanas eles vão ter oportunidade de abandonar o "casamento", algo que difere das outras versões estrangeiras.

    Em relação à estreia de ontem, gostei imenso da forma como o programa está feito. ADOREI ver a intervenção dos psicólogos (obviamente ), os testes de personalidade que aplicam aos candidatos e a forma como eles fazem a compatibilidade entre as pessoas. Até agora também gostei muito dos participantes, havendo grande diversidade: do mais cromo e divertido, até ao tipo mais atleta e sofisticado.

    Uma das coisas que posso salientar como negativo (mas isso também já acontecia nas outras versões) é o facto de, em cada episódio, misturarem a história de 3 ou mais casais, tornando o programa um pouco mais confuso. Às tantas tenho um bocado mais de dificuldade em me lembrar quem é quem, e acharia muito mais simples se em cada episódio fosse apenas a história de um casal até ao fim...

    E vocês, o que acharam do programa?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

O confronto com a realidade

universidade.jpg

    Hoje é daqueles dias de desabafo, e vocês foram os escolhidos (sortudos...). Ultimamente tenho-me sentido muito assustada, e ansiosa - e sim, nós psicólogos também padecemos destes males. A tese atrasou-se mais do que deveria, por isso passei o Verão a trabalhar nela, mas agora parece que estou a cair na realidade...

    A defesa da tese já está aí à porta, atrás dela está a empresa a que me comprometi fazer o meu estágio profissional, para finalmente ser considerada psicóloga... Devia estar felicíssima, mas a verdade é que estou cheia de medo. Sinto que tenho tudo fora do meu controle, estou super insegura.

    Em primeiro lugar, odeio apresentações orais de morte, e só de pensar na minha defesa tenho arrepios até à espinha. Mas depois, é o que vem a seguir dela também! A entrada no trabalho, desta vez a sério! E, diga-se de passagem, um trabalho numa empresa que não foi das minhas preferidas de trabalhar... Mas lá vai ter que ser. Hoje em dia encontrar estágios profissionais de psicologia está pela hora da morte, e sem ele não posso ser psicóloga (profissão que tanto amo), por isso não tenho outra opção.

    No entanto, não me sinto minimamente preparada. Vou, finalmente, sair da faculdade. Mas ao mesmo tempo, vou iniciar o meu caminho numa empresa, que no passado me causou tanto stress e preocupação... E estou definitivamente assustada.

    Digam-me que não sou a única assustada nesta fase, por favor...

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Os super-bloggers!

 

    Sei que tenho andado um pouco ausente, mas entre viagens cá e lá, o tempo para estar à frente de um computador tem sido muito reduzido (olhem para mim, a vida de uma pessoa que está de férias é tão complicada... )

    No entanto, ontem à noite estava a pensar precisamente no blog e veio-me uma coisa à cabeça: "Oh meu deus! Eu sou como o Super-homem, eu tenho duas personalidades: A minha, e... a Carta!"

    Pensem comigo, os bloggers anónimos, - e agora refiro-me aos anónimos especificamente, - são todos uma espécie de agentes inflitrados na sociedade. De manhã fazem a sua vidinha, saiem com os seus amigos e namorado/a, passeiam o cão ou o gato... uma vida igual a tantas outras. Porém, à noite, ligam o computador, metem os seus disfarces e as suas capas, e tornam-se bloggers anónimos na internet! Prontos a salvar o mundo com as suas críticas opiniões, e pertinentes dicas. E nunca ninguém sabe a sua verdadeira identidade... não é um máximo?

    Podem já se ter cruzado comigo no supermercado um dia, ou podem ainda ser um colega meu de trabalho! Nunca irão saber pois estou "disfarçada".

    Claro que eu ao pensar nisto, veio-me à cabeça outro tipo de questões como: "Epa, se eu sou como um Clark Kent da vida real, qual é o meu poder de super-herói?" Provavelmente não tenho super velocidade (para escrever) como o Super-homem da DC, e tão pouco tenho visão raios-X (e consigo ver para além dos blogs). Mas talvez possa dizer que o meu super-poder seja... distrair (e possivelmente divertir) quem me lê, e educar um bocadinho acerca do que é a psicologia (e "desmistificar" o bicho-papão da doença mental). O que acham? Concordam?

    Para todos os bloggers - anónimos ou não -, qual acham ser o vosso super poder, enquanto blogger? Estou curiosa para saber o que pensam... 

 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

#5 DomingodeConsultório: Dicas para melhorar a auto-estima

autoestima.png

    Boa tarde a todos! Como estão? Hoje temos a tótó mais acarinhada pela blogosfera no divã do nosso Consultório! 

 

    Ela diz: "Detesto comprar roupa. Não consigo escolher nada, acho que tudo me fica mal e pior do que tudo é que sou uma pessoa com um corpo elegante e sim, sou gira, por isso até se podia dizer que qualquer coisa fica bem mas não. Também isto é um problema de auto-estima e auto-confiança, ou melhor, falta destas duas coisas. Que dicas me dás para melhorar estes dois aspectos e passar a ser uma mulher super confiante?"

 

    Em primeiro lugar, minha querida, deixa-me dizer-te que o caminho para a auto-confiança não é nada fácil, e é bom ter noção disso. Não é de um momento para o outro que viramos super-homens ou super-mulheres, tornamo-nos imbativeis, e nada nos pára (infelizmente...). Eu gosto de acreditar que é um percurso que se faz sistematicamente, todos os dias. A partir do momento que tomamos consciência disso, há várias coisas que podemos fazer diariamente:

1- Identificar a/as fonte/s da nossa baixa auto-estima: É algo que já vem de trás, desde que somos pequeninos?; nasceu connosco?; se não, quando é que surgiu?; como nos vêem os nossos familiares/amigos/parceiro amoroso/colegas de trabalho?...

2- Proceder às mudanças necessárias na nossa vida: É necessário reestruturar o nosso ciclo de amizades (e acabar com amizades tóxicas)?, é preciso aprender a comunicar de forma mais assertiva (para não nos deixarmos afetar pelas criticas dos outros)?...

3- Treinar a nossa assertividade. Explico-te o conceito de comunicação assertiva aqui, mas basicamente o objetivo é, cada vez que sentirmos que a nossa auto-estima está a ser magoada por alguém, evitarmos a situação (quando possível), e defendermo-nos de forma correta às acusações da pessoa, para a nossa auto-estima não ser 'beliscada'. Por exemplo, quando um pai mais autoritário for ofensivo, dizer algo do tipo: "Compreendo o que me estás a dizer, mas neste momento estou a sentir-te exaltado, e estou-me a sentir magoado/a com as tuas palavras, por isso vou-me retirar para podermos falar quando estivermos os dois mais calmos. Espero que compreendas." A ideia aqui é protegermo-nos, e não nos deixar que nos afetem em situação alguma. Se quiserem, posso fazer um post com mais exemplos de frases assertivas que se deve ter.

4- Enumerar as nossas qualidades e conquistas. Escrevê-las num papel, passar a computador e colocá-las no nosso quarto, perto de nós, para que possamos relembrarmo-nos delas facilmente, é uma possível dica. Afirmarmos diariamente as nossas qualidades para nós mesmos, é outra. O objetivo aqui é substituir pensamentos ofensivos como "és preguiçoso/a", "és feio/a" por pensamentos saudáveis, e verdadeiros.

5- Evitar comparações com os outros, e críticas (a nós, e ao mundo). Assim que nos dermos conta da nossa 'voz interior' a criticarmo-nos, tomar consciência e parar o pensamento. E questioná-lo: é completamente válido?, que evidências tenho para pensar assim?, e que evidências tenho para pensar que é falso?, é útil para mim pensar isto de mim?, e reavaliá-lo para ver se é 100% correto. Na grande parte das vezes um pensamento é apenas isso, um pensamento (errado). Não passa disso, e não chega a facto.

 

    O que acharam do Consultório de hoje? Para terem aqui a vossa questão respondida para a semana só têm que: comentar este post com a vossa questão (em anónimo se não se quiserem expôr, ou com o vosso blog), comentar o post do meu instagram que irá sair sobre o Domingo de Consultório Aberto, OU mandar um e-mail para umacartaforadobaralho@hotmail.com (onde podem, mais uma vez, identificar-se ou não, conforme queiram ou não manter o anonimato). 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

"Sou sexy, eu sei!" (contém spoilers!)

    Foi este o filme que fui ver este fim-de-semana e...OH MÃE DO CÉU! "Como é que não se lembraram de um filme assim, há mais tempo?" era a única questão que me passava pela cabeça no cinema.

    Este filme é tão bom, e tem uma mensagem tão fantástica que todas as mulheres, - e homens! -, deviam ter a oportunidade de o conhecer! Para quem não sabe, o filme é sobre a vida da Renee Bennett, uma rapariga que lida com graves problemas de auto-estima, não se valoriza e tem um discurso super derrotista acerca da sua auto-imagem.

    Até que um dia ela tem um "acidente" no ginásio onde fazia exercício, e tudo muda: ela passa-se a ver como a pessoa mais bela e confiante de sempre. E a sua atitude consigo própria, e com o mundo, muda! Ela passa-se a sentir segura da forma como se arranja e apresenta, ganha confiança para se candidatar ao emprego que sempre quis (uma empresa cheia de modelos), e até ousa em convidar rapazes para sair, algo que nunca teria tido coragem para fazer antes. No fundo, passa-se a sentir sexy, e influencia tudo o que está à sua volta: arranja o emprego de sonho, namorado, e, mais importante, amor em si própria!

     E isso fez-me pensar em escrever este post, e partilhar esta mensagem convosco. No fundo, todos nós temos as nossas inseguranças. Seja por aspetos físicos, psicológicos, cognitivos, emocionais, sociais, traços de personalidades, o que for! E a sociedade em que vivemos já nos relembra constantemente as nossas inseguranças (os media *cough cough*), não precisamos de mais reforço negativo uns dos outros.

    Hoje desafio-vos a pensarem sobre as vossas qualidades, tudo aquilo que gostam e se orgulham em vocês, e a escreverem-me algumas delas na caixa de comentários! Vamos ver quantas pessoas confiantes estão aptas para este desafio!

    Lembremo-nos que ao direccionarmos a nossa atenção e energia para as coisas boas que nós temos, estamos a inferiorizar tudo aquilo que consideramos uma "fraqueza", e mais facilmente encontramos provas de que somos realmente bons e merecedores de uma óptima auto-estima. Todos nós somos seres humanos, e é normal termos as nossas inseguranças de vez em quando, não podemos nunca é que elas nos definem! 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Sentir-me fora (do baralho): o desabafo de uma introvertida

introvert.png

Não se esqueçam de votar na sondagem do blog, aqui no vosso lado direito! ->

 

    Desde que me conheço que nunca fui grande fã de falar muito, nem tão pouco de estar rodeada de muita gente. Sempre fui muito tímida desde pequena, ao ponto de me lembrar de um colega meu dizer-me na primária: "Em tua casa não se deve ouvir nem uma mosca, aposto!" e rir-se que nem um perdido.

    Lembro-me de na altura ficar com cara de parva a olhar para ele porque não conhecia aquela expressão, e não fazia a mínima ideia do que ele queria dizer com as moscas... Mas cresci com aquela frase na cabeça. Realmente, é verdade!

    Lembro-me dos intervalos serem o paraíso dos miudos: os rapazes iam para os jogos de futebol, as meninas ficavam nos cochichos todas juntas, e eu ficava ali. Ali em qualquer cantinho do recreio, ocasionalmente juntava-se alguém comigo e lanchávamos juntos, mas para além disso, sempre me dei bem a estar sozinha.

    Cresci, e a coisa manteve-se. Tenho amigos, como é óbvio, - ou melhor, melhores amigos: tenho o meu grupinho da secundária que se manteve, e alguns amigos da faculdade (que se contam pelos dedos das mãos), mas mais do que isso não. E nem quero, sinto que estou muito bem assim.

    Não sou uma rapariga de sair muito com os meus amigos, e sinto que às vezes até posso ser mal interpretada, mas não faço por mal. Não é por não querer sair com todos eles, é por às vezes se tornar demais. Não sei explicar, mas odeio ser o centro das atenções. E sinto que quando estou num grupo de pessoas, a qualquer momento posso ser o foco, e isso torna-me vulnerável.

    A piada disto é que eu gosto imenso de conhecer pessoas, saber a sua história, como são... Mas ao mesmo tempo não suporto falar com um estranho por mais de 10 minutos! Eu sei, não dá para me compreender! (Haviam de ver os resultados dos meus testes de personalidade, coitados...)  

    Mas nem precisa de ser um estranho. Vou-vos dar um exemplo: almoços/jantares de negócio. Quando o sítio onde trabalho me diz que quer organizar um almoço com todo o pessoal da empresa, - como é o caso neste momento -, eu começo a ficar ansiosa. Começo a pensar na quantidade de pessoas que vão lá estar, que vou ter de conviver com todas elas, e, mais! Começo a pensar numa desculpa para não ir... 

    Eu sei que muita gente considera-se introvertida também, e sei que não tem mal nenhum em ser assim, pois cada um é como é, e isso é o que torna isto tão especial, mas... Às vezes, gostava de beber alguma poção milagrosa, que me deixasse segura e confiante o suficiente para enfrentar qualquer 'multidão', sem me deixar com palpitações antes. Têm alguma solução?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

#6 Review: A forma do quê??

(o post contém spoilers!)

 

    Eu sou a Carta, e sei que ando super atrasada nas reviews dos filmes, ok? Sei que a "Forma da Água" já saíu há imenso tempo, e foi falada por imensos blogs, mas eu só o vi agora, por isso vão ter de ter paciência comigo...

    Ora muito bem, quando o filme começou a ser falado por todo o lado, eu fui-me informar sobre o que era a história e sinceramente não me interessou muito - para não dizer nada (talvez por isso dizem que as mulheres têm um 6º sentido...). Mas como foi nomeado para quase todas as categorias dos Óscares ou que lá é, eu pensei "bom, lá tenho eu que o ver, porque quero saber o que é que aquilo tem de tão especial..."

    Nada, digo-vos eu, não tem rigorosamente nada de especial. Foi um dos filmes mais nonsense que vi em toda a minha vida.

    A história por si só já é o que é, uma humana a apaixonar-se por um homem-peixe (ou "pequeno-sereio"), mas eu ainda tinha a esperança que fosse algo mais profundo do que isso, ou que fosse explorado de outra forma, nem sei. A esperança é sempre a última a morrer.

    Primeiro, cenas intímas/nudez do nada. Vê-se mesmo que algumas cenas eram só "para dar canal" como dizem, não trazendo qualquer propósito para o filme. Depois, não consegui perceber que tipo de filme é que estava a ver, e isso irritou-me: se era comédia, drama, romance, sobrenatural, histórico, enfim... Eu não sabia se ria, ou chorava com algumas das cenas (na maioria ri-me porque pronto, não gosto de chorar né).

    E as personagens! Eram tão random... Afinal o homem-peixe era um ser, ou um Deus? Foi um género de filme de super-heróis ou era simplesmente estúpido? Tenho tantas dúvidas em relação a este filme.

    O final foi escusado, na minha opinião. Tinham mesmo que lhe nascer as guelras, a ela? Quando eu pensava que o filme já não podia fazer menos sentido, pumba, ela torna-se peixa!

    Mas vou-vos dizer o que foi, para mim, o pior deste filme, aquilo que mais me chocou (.- não sou eu a Carta, amante de gatos...). Quando o homem-peixe mata o gato do vizinho da Elisa, e a forma como o mata... Digo-vos, até hoje tenho pesadelos com essa cena, e eu FECHEI OS OLHOS!. Foi outra das cenas desnecessárias, na minha opinião.

    Como puderam perceber, não fui a maior fã deste filme... E espero muito sinceramente que não ganhe Óscar de melhor filme ou algo do género, senão vou mesmo ficar chateada...  Vocês já viram "A forma da água"? O que acharam?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Sabes que ela é a tua melhor amiga quando...

 

    ...Eu estava à rasca para me lembrar de um momento embaraçoso sobre mim. Precisava de apresentar urgentemente a uma plateia de pessoas algo que eu tivesse passado que tivesse sido constrangedor para mim, (não vale a pena perguntarem o porquê, a minha vida é assim, nunca uma monotonia ). Então lembrei-me de ligar à minha melhor amiga, para ver se ela tinha alguma sugestão:

    "Help! Está-me a dar uma branca e não me estou a lembrar de nada embaraçoso que me tenha acontecido, assim de repente!"

    E ela deu-me uns 20 exemplos...

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

O medo da vida adulta...

    Há 3 coisas que me assustam na (entrada da) vida adulta: tirar os dentes do siso, defender a tese -e claro, a mais trabalhosa-, entrar no mercado de trabalho.  E não é que este ano vou realizar as três?

    Um dos dentes do siso já tirei e o resto vou tirar este ano, a tese vai ser defendida em Junho, e em Fevereiro vou ter "um gostinho" do que é a entrada no mercado do trabalho pois fui seleccionada para um estágio remunerado durante alguns meses, numa empresa à séria, para técnica de Psicologia.

    E agora dizem-me: Isso é óptimo!!! E é! Tive uma sorte enorme em ser escolhida para o estágio, e o resto, bem... tenho sorte em ficar já despachada este ano.  Mas também é bastante assustador.

    Assusta-me o Mestrado estar a acabar "tão rápido", e de repente ficar por minha conta, e tudo isto estar a acontecer tão depressa. A partir de Julho não vou voltar a ver escolas e universidades tão cedo!! O quão estranho é escrever isto? Nunca imaginei que fosse ter tantas saudades daquilo!

    Assusta-me o fim das aulas e trabalhos, e início das responsabilidades a sério de empresas como esta (que fui escolhida), e assusta-me o facto de poder não estar à altura do que pretendem. Assusta-me acima de tudo porque é novo, porque a concorrência é muita, e eu considero-me uma novata ainda por estas andanças.

    Assusta-me assinar contratos, e não haver volta atrás possível. Assusta-me deixar de tempo para outras coisas, não me adaptar ao meu emprego, e mais tarde ficar-me a sentir ainda pior do que estava ao início.

    Tudo o que é mudança é bom, porque nos faz crescer e ter contacto com novas experiências. E eu tenho a sorte de ter conseguido arranjar algo na minha área, e por isso tenho a certeza de que é uma experiência muito positiva para mim. No entanto, não consigo evitar estes medos que me dão nervos, e estas vozinhas internas que me dizem "Mas e se...?"

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

O esforço vale a pena!

    A semana que passou foi particularmente mais difícil a nível de trabalho. Eram prazos para entregar documentos, outros para imprimir, alterações para fazer nisto e naquilo da tese, reuniões... Tudo isto porque tive de fazer, pela primeira vez, uma apresentação para um Congresso, coisa pouco chique como devem imaginar (e com poucas exigências!), a pedido da minha orientadora de tese.

    O resultado? Uma semana de correria de um lado para o outro, de lutas contra o tempo, noites (muito) mal dormidas, muitos nervos à mistura, muita responsabilidade envolvida, escassísmo tempo para ir para o blog, e acima de tudo, muito trabalho.  Todo o trabalho para um único dia, o dia do Congresso, tudo ia culminar nesse dia.

    Chegou o dia do Congresso. Faço a minha apresentação, discuto com o júri (no bom sentido), ele faz lá a sua avaliação, tudo bem. Então e não é que, no final, recebo o prémio de melhor apresentação do Congresso? Eu, que me estrei pela primeira vez nestas andanças, não fazia a mínima ideia do que estava para ali a fazer sentada ao lado de ministros sei lá bem do quê, fiquei em primeiro lugar nisto, COMO?!

    Ainda hoje estou para saber, parece que ainda não caí em mim. O que é certo é que, no final, todos me foram cumprimentar e dar os parabéns pela minha prestação. E eu com apenas 4 horas de sono, lá agradecia com a minha carinha de zombie, incrédula com o que tinha acabado de acontecer.

    Tudo isto para vos dizer: todo o trabalho que têm compensa, dá frutos, e eu recolhi os meus esta semana (eu a armar-me em Gustavo Santos...). Mas a sério, eu sei que é cliché, mas quando tudo parece ser o fim do mundo, não desistem, e lembrem-se desta história. Lembrem-se que todo o esforço vai valer a pena...  

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.