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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Foi tudo, por agora...

 

    Chegou hoje, ao fim, a Casa dos Segredos. O reality show, que começou em 2010 (sim, já lá vão quase 7 anos desde o início da primeira edição), e contou com 6 temporadas e 5 Desafios Finais, despediu-se hoje das televisões portuguesas, onde foi líder de audiência durante muitos anos. E eu confesso-vos: só não chorei porque não me-deu tempo.

    Este foi um programa que eu acompanhei desde o seu início, e que segui durante todos os anos, pois era um formato com que me identificava bastante, e me despertava imensa curiosidade. A dinâmica dos segredos, as missões, os desafios da voz... eram algumas das coisas que me davam mais 'pica' de ver neste reality show, que cada edição tinha concorrentes mais inovadores, e diferentes dos anteriores. Claro que, como tudo o que é demais, também este viciou, e às páginas tantas já parecia que não estava a ver um programa da vida real, mas mais uma telenovela: com diálogos ensaiados, textos encenados, e atores (mal pagos, pelo que parece)

    Às tantas o jogo ficou viciado, não por culpa do jogo e concorrentes (alguns!) em si, mas sim da produção (na minha opinião), que 'aldrabava' as coisas de forma a dar-lhes mais jeito. E como acho que nisso não sou exceção, ninguém gosta desse tipo de aldrabices. Porque se eu quisesse ver um programa manipulado por um guião, optaria por uma telenovela, por exemplo, uma série.. ou mesmo um filme. Penso que esse, a par da falta de budget para investir, deve ter sido um dos principais motivos que levou o Secret Story a chegar ao fim.

    De qualquer modo, sejam pelas razões que forem, acabou hoje um dos meus programas de televisão preferidos, e eu não posso, por isso mesmo, deixar de expressar (com esperança que chegue aos olhes de uma endemol, ou TVI, quiçá) a minha pena e profunda tristeza por esse acontecimento. A Casa dos Segredos acompanhou-me durante muito tempo, fez-me rir, chorar, chatear, e identificar-me com muitas das personagens que por lá passaram, e é mais do que óbvio que aquela Voz me-vai deixar muita saudade... (faz-me lembrar o quanto me custou a despedida dos Morangos com Açúcar).

    Enfim.. Até lá só-lhe tenho a dizer: "-Foi tudo, por agora... " ;)

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Isso é tudo muito bonito mas...já acabou.

    Nem quero acreditar que chegou ao fim. Um dos melhores programas televisivos, que não só desmascarava imensas verdades sobre o mundo da política portuguesa como o dizia com humor e inteligência. 'Isso é tudo muito bonito, mas' durou apenas algumas semanas mas foi o suficiente para causar alguma polémica entre os mais atentos. Nomeadamente Marinho Pinto, que pelo que parece processou Ricardo Araújo Pereira pelas imagens televisivas que ele apresentou relativamente a um discurso dado pelo próprio. E não só, também a recusa de Passos Coelho ao convite dos "Gato" foi muito falada, não sendo apesar disso motivo suficiente para muitas pessoas "abrirem os olhos".

    Eu pessoalmente achava este programa delicioso, porque não só me mantinha ainda mais informada sobre tudo aquilo que se passava na política (pois a Ricardo Araújo Pereira não escapava uma), como era apresentado por uma das pessoas mais inteligentes e influentes neste país, que admiro imenso e merece todo o respeito. Como é óbvio fiquei de rastos quando soube que esta era a sua última semana do programa no ar, pois vai fazer imensa falta não só a mim, mas a muita gente neste país. Cada vez mais tenho a sensação que faz falta um Ricardo Araújo Pereira que 'explique' as coisas como elas são às pessoas, falando também por mim, pois há imensa cois que nos escapa a todos, e que acabamos, inevitalmente por acreditar quando as vemos em televisão e notícias. Há, e vai continuar a haver sempre. E acho que esse é um dos problemas fundamentais neste país, acreditarmos em tudo o que vemos, não vermos nas entrelinhas, não questionarmos, conformarmo-nos. E o Ricardo fazia isso por todos nós, ele fazia-nos pôr em causa as coisas que vemos e ouvimos, ele informavamo-nos daquilo que se passava sempre da forma mais honesta e divertida que pudia. Misturar o humor com a política é dificílimo, mas ele conseguia. Porque falar verdades a rir é sempre muito mais fácil aceitar do que debatê-las seriamente.

    Vou ter saudades de todas as semanas ao final do Telejornal de ouvir umas quantas verdades de um dos homens mais inteligentes deste país. Teremos todos. Foi um enorme prazer Ricardo! 

 

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