Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

"Epá, yá, o amor dá trabalho..."

 

amor.png

    - Foi aquilo que ouvi de uma amiga minha, há dias. E aquela frase por algum motivo ficou-me na cabeça.

    Neste caso, ela referia-se ao seu desgosto amoroso mais recente, que durou-lhe um par de dias, - mas um par de dias intensos, que lhe deixaram sem dúvida muita mágoa. E eu comecei a pensar, (euzinha, que vai fazer 4 anos de relação com o gajinho), que ela tinha toda a razão. O amor dá um trabalho do caraças. Eu gosto muito do meu gajinho, mas nós já tivémos definitivamente os nossos altos e baixos (como muitos casais de namorados, calculo eu). E por vezes não é fácil, mas acho que o mais importante é pensar: vale, ou não, a pena o "trabalho"? 

    Porque como muitos sabem eu sou adepta de relações duradouras, e perdoem-me se estou enganada, mas tenho a impressão de que nós estamos a ficar cada vez mais preguiçosos no que diz respeito ao amor. Não sei se tem a ver com as novas tecnologias e a facilidade de encontrar novos potenciais amorosos a um click! de distância (não culpo quem o faz, eu própria conheci o meu namorado na internet!), mas dá-me a sensação de que muita gente está a desistir do "trabalho" que é manter uma relação amorosa, o que acaba por me deixar um pouco triste.

  Obviamente não estou a falar de casos onde existem traições; abusos e/ou violência emocional, verbal, ou física; omissões de comportamentos; faltas de respeito, e outras red flags gravíssimas nos relacionamentos, onde a única solução é o ponto final. Estou a falar antes de casos onde os dois parceiros da relação desistem aos primeiros obstáculos que encontram, não havendo lugar para crescerem e aprenderem com os seus erros os dois juntos! Porque, para mim, é essa a definição de uma relação. Se a relação depois acabar por não resultar a longo prazo, pelo menos os dois cresceram e tentaram lutar um pelo outro. Isso para mim é amor.

    No fundo o que estou a tentar dizer aqui é: ninguém é perfeito (e foi uma das coisas que aprendi também na minha relação ). Não vale a pena pensarmos que as pessoas não têm defeitos, que nunca vão discutir e vai ser tudo perfeito, porque isso é uma utopia. Somos seres humanos, temos os nossos dias, temos as nossas inseguranças, as nossas defesas. Em último caso, temos é de aprender a conviver da melhor maneira com elas.

Somos realmente livres?

(Atenção! O post que se segue pode conter liguagem mais aborrecida do que o normal - esperado deste blog. Ao continuar, está a prosseguir de livre e espontânea vontade. )

 

    Ontem, do nada, virei-me para o gajinho: "Acreditas no destino?", à espera de um "Pfft, claro que não, eu sou um gajinho, e o destino não existe, blá blá blá" (ou algo do género), quando oiço um "Eu acredito que tudo aquilo que nos acontece, já estava pre-destinado para acontecer." E eu fiquei exatamente assim: 

    Eu não estava a acreditar naquilo que ouvia... Passado tantos anos de namoro é que fico a saber que o homem acredita que tudo nesta vida está destinado a acontecer?! Ele prosseguiu a explicar-me que é um determinista mais que radical, que não acredita no livre-arbítrio, e até citou o 'efeito dominó', para explicar como tudo nas nossas vidas está pré-destinado a acontecer... Segundo o gajinho, nós, seres humanos, temos apenas a ilusão de ter liberdade das nossas escolhas, e que tudo é explicado através da lei de causa e efeito. Todo o nosso comportamento é predizível, dizia ele!

   Eu fiquei chocada, não só por não estar à espera desta sua opinião, como também por não compartilhar do seu ponto de vista. Aparentemente, e segundo a internet, eu defendo o compatibilismo, ou seja, a ideia de que "embora os nossos comportamentos sejam causados por forças físicas, químicas, biológicas e psicológicas, (...) temos controlo sobre alguns dos nossos comportamentos. Podemos fazer escolhas condicionadas, porque algumas das nossas ações são livres." E, muito sinceramente, eu pensei que toda a gente pensava assim, porque é o que me faz mais sentido, a mim!

    Viver num mundo, como defende o gajinho, em que acreditamos que tudo à nossa volta está destinado a acontecer, não tendo nós outro futuro possível, nem tomada de decisão em nenhuma das nossas ações, não é um bocado triste de se viver? Para além de que, em parte, estamos a desresponsabilizarmo-nos pelas nossas ações, acreditando que nada depende de nós mas sim do Universo... 

    O que vocês acham? Qual é a vossa opinião: são mais fãs do determinismo, ou do compatibilismo (ou só querem que me cale com isto)? Estou curiosa!!

Há dois tipos de pessoas no mundo:

 

    Quem me conhece sabe que sou uma grande fã de leituras, e por isso gosto de passar bastante tempo em livrarias, e em papelarias a ler as revistas.

    No outro dia estava com o gajinho e passamos por uma papelaria, e como é óbvio eu exigi que parássemos e víssemos as capas, a ver se encontrava alguma coisa de interessante para comprar.

    Deparei-me com uma situação muito curiosa. Mal entramos os dois, dirigimo-nos imediatamente para sítios opostos da papelaria.

    Eu estava ao pé das revistas Happy, Máxima, Maria Vaidosa... como uma típica gajinha feminina. Virei-me para ele: "Vou levar esta, tem aqui um artigo sobre psicologia e treino emocional que parece interessante..."

    Onde é que ele estava? Ao pé da TvGuia, Nova Gente, e Correio da Manhã, a ler-me as fofocas: "Então não é que o César mentiu à Gabriela antes de entrar para o Secret Story?"

 

    Há quem diga que a gente complementa-se (?) 

 

Soluços do gajinho

 

    O gajinho estava farto de soluçar, e eu apesar de achar piada no início, às tantas já me estava a irritar porque nunca mais se calava.

 

Eu: "Tapa os ouvidos e sustém a respiração"

Ele: *fazia* "Não resulta"

Eu: "Bebe muita água de seguida"

Ele: *fazia* "HIC Ainda tenho...HIC"

 

    Mudei de estratégia, comecei a pregar-lhe sustos:

 

Eu: *aparecia escondida, do nada* "BOOOO!"

Ele: "Ai que susto!! Ahahah!!  HIC!"

 

Já a ficar sem ideias, disse...

 

Eu: "Hmmf... Olha... eu tive a pensar e assim que acabar o curso, quero juntar-me contigo."

Ele: "Que bom, eu também HIC"

Eu: "Sim pois, mas... pronto. Acho que nós devíamos começar a pensar juntar dinheiro, para comprar uma casa."

Ele: "HIC, a sério? Mas isso ainda falta, não é? Ainda somos muito novos HIC"

Eu: "Não, eu gostava de fazer isso o mais depressa possível. Até porque agora é que sou nova, e com 23 aninhos já podia começar a pensar em ser mãe, porque se vamos ter muitos filhos temos de começar a pensar nisso o mais cedo possível"

Ele:  "HIC Muitos filhos? Mas eu queria só ter um mor...HIC"

Eu: "(Aff, respira fundo porque os soluços não passam...) Não, não (quase a desmanchar-me de riso), eu quero ter no mínimo uns três, nunca te tinha dito? Por isso queria aproveitar agora que sou mais jovem e tenho mais tempo para tomar conta dos meus bebés..." 

Ele: "HIC Eu achava melhor esperar mor, não leves a mal... HIC Mas acho muito querida a tua ideia. Também quero ter bebés contigo, amor. Aww, és tão linda, HIC. Gosto tanto de ti por já pensares HIC num futuro comigo HIC..."

Eu: Eu desisto. Nada resulta contigo.

 

    E de repente quem apanhou o susto fui eu. E quanto aos soluços dele? Só paráram à noite, quando adormeceu.

We are so lame....

 

    Há dias o gajinho fez-me uma surpresa. Como ia sair da faculdade tarde nesse dia, e ele sai todos os dias cansadíssimo do trabalho, não tínhamos combinado nada, porque já estaríamos os dois estafados, e só queríamos chegar a casa. 

    Pois. Acontece que nesse dia o gajinho fez-me uma surpresa e foi-me buscar, e levar-me a casa, porque estava preocupado que eu saísse muito tarde, e poderia ser perigoso (eu andava com o computador atrás e por aí fora...). Eu sei, ele é um querido. 

    Acreditam que, sem combinarmos nada antes, pois nem falámos sobre a hipótese remota de estarmos juntos naquele dia, nós viémos com toda a roupa que trazíamos a condizer um com o outro? Aparecemos exatamente os dois com uma camisa de flanela, azul escura (o MESMO tom de azul), umas calças brancas, e ténis pretos... Como é que isto é possível?

 

    Se isto não é o destino, eu não sei o que é... eheh 

É sempre assim.

    Eu e o gajinho já não íamos os 2 de férias há imenso tempo. Aliás, para dizer a verdade não me lembro qual foi a última vez que fomos os dois sozinhos viajar (o que é imensamente triste para uma rapariga que gosta tanto de viajar como eu :( ). Por isso mesmo marcámos com antecedência umas mini-férias este próximo fim-de-semana, só para nós. 

    Pois e agora, que estavamos os dois todos contentes e felizes por irmos aproveitar estes diazinhos fora, o que é que acontece? Ficamos doentes. Os dois. Eu estou com uma intoxicação alimentar daquelas, que não saio da wc há quase uma semana, e ele começou agora a dar os primeiros sinais de gripe, com febre, e tudo o que as gripes tem direito.

    Digam-me porque é que o nosso corpo só começa a dar sinais de fracasso nas alturas que não estamos a trabalhar? Parece que tem um faro natural para detetar férias. 

A melhor "rosa" do dia dos namorados

   

    Qual é a prenda mais comum dos namorados oferecerem às namoradas no dia dos namorados? Rosas. 

    Não o meu gajinho! O meu gajinho não cai no esparrelo cliché amoroso, o meu gajinho foi à pastelaria que eu mais gosto comprar o meu bolo preferido: 2 croissants de chocolate (porque um é pouco). Ultimamente tenho andado a DEVORAR croissants destes, todas as noites, antes de me ir deitar, e esta prenda de S. Valentim caiu-me tão bem...

    Resultado, o que é que ele me mostrou? Mostrou que:

a) para além de ser original nas prendas (pois eu nunca estava à espera que me fosse realmente me trazer croissants),

b) foi inteligente porque pensou "bitch please, as rosas morrem passado 2 dias, a minha namorada não é nenhum ecossistema, é um ser humano que tem necessidades alimentares!". O que eu apreciei imenso.

E por último c), mostrou que conhece os meus gostos e reparou que de facto, nos últimos dias, eu não fazia outra coisa senão comer um croissant de chocolate antes de ir para a cama, e poupou-me o trabalho de ir comprar mais, para as duas noites seguidas.

 

    Resumindo, sou sim senhora uma namorada babada e com muito orgulho (para além de gulosa), porque nós temos que valorizar tudo aquilo que é bom, e que nos faz bem.

    E a comida faz-nos tão bem...

 

 

 

                                                                                                   Ah, já agora, as rosas estavam esgotadas em todos os sítios em que ele procurou, por isso é que ele partiu para os croissants... Mas shiu, a fingir que não leram nada!

 

True love

    Há dias o gajinho passou cá por casa mais cedo do que devia, para me fazer uma surpresa de manhã.

    Resultado: encontrou um ser estranho não identificado, com cara de zombie e desmaquilhado, no lugar da sua namorada. Vira-se e ainda acrescenta "-És tão bonita."...

 

    O que vale é que o amor é cego.