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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Dicas para construir relações mais felizes

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    Antes de tudo, gostaria de agradecer a todos os que votaram na Carta para Sapos do ano, na categoria Saúde. Nem noutra vida eu imaginaria ficar entre os 5 blogs mais votados para o que quer que fosse, por isso muito obrigada aos sapinhos e sapinhas que me fizeram hoje acordar com um sorriso estampado no rosto! Para mim já foi uma super vitória! No entanto, se quiserem continuar a apoiar-me, é só votar aqui

    Depois, tenho-vos a dizer que estes dias tenho andado a aproveitar as férias com o meu gajinho - e muito bem!, - e tudo graças aos conselhos da minha psicóloga. "Alimentar" uma relação pode não ser fácil, especialmente quando se trata de uma primeira relação amorosa, e que dura há já 4 anos.

    Por isso hoje trago-vos conselhos reais, aplicados por mim e pelo gajinho, que nos ajudam a construir relações com os outros mais saudáveis, e mais felizes. Here we go:

  • Comunicação Assertiva: Trocar as frases do «tu» pelo «eu». Em vez de dizer "Tu fazes sempre isto..."  ou "Tu és..." , dizer "Eu sinto que, cada vez que isto acontece, fico magoada/triste porque...". Isto dá ao outro a possibilidade de entender o que estamos realmente a sentir, ao invés de se sentir culpado de alguma coisa.
  • Aceitar o outro: Muitas vezes tendemos a imaginar que somos perfeitos, ou que existem pessoas perfeitas para nós - que não erram. Este pensamento não só é ilusório, como cria uma expetativa irrealista em nós, e no outro. É importante darmos conta que todos nós temos qualidades e defeitos, bem como o nosso parceiro, e que devemos respeitá-los, e não tentar mudá-los. Amar é aceitar que o outro não pensa e age da mesma meneira que nós. Devemos sim compreender, e adaptarmo-nos.
  • Saber perdoar: Quando surge alguma divergência, e depois da resolução do problema, devemos perdoar o outro e ter a capacidade de seguir em frente, pois só assim é possível evoluir na relação. Fazer as pazes depois de uma discussão é também fundamental, bem como pedir desculpa pelos erros, e delinear estratégias para a resolução de problemas. O foco deve ser na solução, e não no problema.
  • A individualidade: É comum algumas pessoas verem o casal como um só, ao invés de duas pessoas distintas. Este pensamento torna-se perigoso quando um parceiro passa a fazer de tudo pelo outro, se anula por ele, deixa de acreditar em si próprio, e se torna excessivamente ciumento e dependente dele. Quem ama, deve confiar em si próprio e no outro, dando-lhe liberdade para ser ele próprio, e não exigindo demasiado do parceiro. É fundamental respeitar os três tempos: o tempo do parceiro, o nosso tempo e o tempo do casal juntos.

    Por esses lados, o que têm feito? E o que acharam das dicas?

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#10DomingoConsultório: Namoro uma pessoa que tem depressão... o que fazer?

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    Boas maltinha! Como vão os meus bloggers favoritos da sapoesfera?

    Apesar de hoje (já) não ser domingo, ontem foi-me impossível lançar o post a horas decentes, e por isso temos hoje o nosso Consultório a estrear nesta segunda-feira!

 

    A pergunta de hoje vem da minha querida amiga vox nihili, que é honestamente uma das melhores pessoas que conheço, e por isso aconselho a todos vocês a seguirem-na! A Vox pergunta-me por "Conselhos para lidar com alguém com depressão. Namoro uma pessoa que tem depressão, e gostaria de saber como lidar com ela."

 

    Em primeiro lugar é importante informarmo-nos sobre o que é a depressão. A depressão é caracterizada por sintomas de grande tristeza, mudanças de humor (estados de grande excitação seguidos de ataques de fúria, por exemplo), ansiedade, dificuldade em adormecer, perda de interesse nas atividades diárias, dificuldade de concentração e em tomar decisões, presença frequente de pensamentos suicidas, etc.. Conforme o tipo de depressão, estes sintomas podem demorar desde duas semanas até anos (é o caso da depressão crónica).

    Caso estejamos perante uma pessoa que apresente este tipo de sintomas, ou que tenha sido devidamente diagnosticada, há várias coisas que podemos fazer:

1- Falar à pessoa sobre o que é a depressão. Mostrar a sua preocupação pelo estado de saúde da pessoa (Utilizar frases como: "Ultimamente tenho-te reparado um pouco mais em baixo do que é normal, passa-se alguma coisa?"), e informá-la sobre o que é a depressão, e que pode ser tratada. Esta conversa é importante tê-la num momento em que a pessoa se sinta confortável para falar. Caso mostre resistência ou negue os seus sintomas, é necessário ser paciente e dar tempo para que se abra connosco. Cada pessoa tem o seu tempo.

2 - Fornecer uma rede de apoio. Também se deve falar-lhe da importância do tratamento psicológico e da medicação, procurar grupos de apoio e aplicações que ajudem a lidar com a depressão. Acima de tudo, deve-se mostrar disponível para ajudar a pessoa com depressão. Utilizar frases como "Não estás sozinho, estou aqui para ti" ,"Agora pode ser difícil de acreditar, mas o que tu sentes vai passar", e "Tu és muito importante para mim. Posso não conseguir compreender totalmente aquilo que sentes, mas preocupo-me contigo, e estou disposto a ajudar-te". Nem sempre é fácil, pois como referi acima, as alterações de humor são frequentes no indivíduo com depressão, o que faz com que se torne difícil por vezes relacionar-se com ele, mas é fundamental mostrar-se disponível para ouvi-lo, sempre que assim for necessário.

3- Promover estratégias para lidar com a depressão. A depressão carrega um peso enorme sobre as pessoas, que as deixa sem energia muito facilmente. Outra das formas de ajudar o indivíduo com depressão é: levá-lo a sair de casa (combinar saídas semanalmente, fazer exercício físico juntos - que melhora o estado de humor...); encorajar novos hobbies; promover uma alimentação saudável; levá-lo às consultas de psicologia/psiquiatria, de forma a encorajá-lo a ir; dar reforço positivo do seu comportamento, pois as pessoas com depressão costumam ser duras consigo mesmas, etc.

4-  Ter noção de que não te cabe a ti curar a depressão do outro, e ser paciente. Por muito que lhe queiramos dar estratégias para a ajudar, em último caso, é a pessoa que as vai pôr em prática ou não. Cabe a nós, que estamos do outro lado, ser pacientes. Há que ter em conta que caso a pessoa comece um tratamento farmacológico, demora geralmente cerca de 3 meses a notar-se as primeiras alterações de sintomas.

5- Criar mecanismos de defesa para lidar com a pessoa. É importante para ti, e para todos aqueles que lidam com alguém que apresente sintomas de depressão, que não levem o pessimismo do indivíduo depressivo como algo pessoal. O que dizem e o que fazem são apenas sintomas da doença, e não um reflexo de nós. Quando te sentires "sugada" pelo pessimismo do outro, afasta-te, e protege-te. Ao ficares como eles não os ajudas, e só te prejudicas a ti. Afasta-te por um tempo, foca-te nas tuas atividades diárias que te dão prazer, e rodeia-te de pessoas positivas. Reconhece os teus esforços para ajudar a pessoa com depressão, mas não deixes que ambos se tornem dependentes um do outro, pois não é saudável para nenhum de vocês. 

    Em último caso, e se vires que a pessoa com depressão tem pensamentos suicidas recorrentes, contacta a linha de apoio à prevenção de suicídio SOS Voz Amiga: 21 354 45 45, 91 280 26 69 e 96 352 46 60.

 

E por hoje é tudo, espero ter ajudado! O que acharam do Consultório de hoje? Já sabem que, para terem aqui a vossa questão respondida, só têm que: comentar este post com a vossa questão (em anónimo se não se quiserem expôr, ou com o vosso blog), comentar o post do meu instagram que irá sair sobre o Domingo de Consultório Aberto, OU mandar um e-mail para umacartaforadobaralho@hotmail.com (onde podem, mais uma vez, identificar-se ou não, conforme queiram ou não manter o anonimato). 

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A respeito da violência no namoro

    Há coisas que eu vejo na televisão que me deixam extremamente revoltada, e esta é uma delas: "Jovem de 22 anos atacou a namorada à facada" - dizia uma notícia no Você na Tv de ontem. Como se a notícia em si já não fosse chocante o suficiente, apesar das inúmeras notícias nos programas de manhã com casos destes - infelizmente -, o que me deixou mais chocada ainda foi o que os comentadores vieram dizer a seguir.

    Segundo a notícia, o rapaz esfaqueou duas vezes a namorada, no abdómen e na anca, podendo este ser acusado de tentativa de homicidio. No entanto, para já, as autoridades estão ainda a tentar apurar o que aconteceu e os motivos da agressão, e por agora o rapaz está em liberdade. Liberdade essa que vai durar até aos juízes decidirem o seu veredicto, que de acordo com um dos comentadores do Você na tv, pode demorar mais que um ano.

    Deixem-me ver se entendi corretamente: Um jovem agrediu uma rapariga à facada, possivelmente com a intenção de matá-la, e as autoridades responsáveis vão deixá-lo em liberdade até os juízes darem a sua sentença? Que pode demorar anos a acontecer...?

    Até lá estamos há espera do quê? Que a rapariga recupere, e saia do hospital para o namorado a matar de vez? Desculpem a frieza, mas eu gostaria de saber desde quando é que a justiça deste país esqueceu-se que estamos a lidar com pessoas! Neste caso, trata-se de um homem perigoso, que está a meter em risco a vida de outra pessoa! Desde quando é que isto virou uma selva, em que se pode fazer o que se quer e sair impune? Que m**** de moral estamos nós a ensinar aos nossos filhos? 

    O que mais me revoltou foi a tranquilidade que o senhor Aníbal Pinto dizia "Toda a gente tem o direito à sua liberdade, até ser considerado culpado, e neste caso, ainda não temos provas se este rapaz é culpado, por isso é um homem livre como toda a gente". A si digo-lhe o seguinte: Deus queira que nunca tenha que passar por isto, mas por 2 minutos apenas, imagine a sua filha, mulher, irmã... a ser agredida fisicamente por um homem, à facada. E agora imagine-a deitada numa cama de hospital, enquanto o marginal agressor passeia, livre, alegremente nas ruas... Quando sentir essa revolta interna ao ver esse sujeito impune de qualquer prejuízo, venha-nos falar em justiça.

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Baby talk

    Eu até sou uma pessoa que uso o "-inho" de vez em quando, e não me importo de tratar as pessoas por um apelido carinhoso quando assim o têm, e querem. Agora, para mim, o...

"nana bem"

"tem dodói?"

"papa tudo!"

    ...é EXCLUSIVAMENTE utilizado quando estamos a falar com crianças. Bebés, se querem que seja mais precisa. Recém-nascidos. Fetos, se necessário. Nunca com namorados/as.

    A mesma coisa para quem chama frequentemente 'Baby' para cá e para lá, ao seu mais que tudo. "-O que fazes, baby?" "-Baby, esse vestido fica-te a matar. "-Baby, importaste de fazer o jantar hoje?". Guess what, o "Baby" importa-se de fazer o jantar hoje, porque o "Baby" é isso mesmo, um bebé que ainda mal sabe falar, quanto mais cozinhar. 

    Há um motivo porque se chama "Baby talk",  e não "Boyfriend and Girlfriend Talk". E tem de ser respeitado. A não ser que tenha um filho recém-nascido que esteja a namorar com outro recém-nascido (o que acho difícil nos dias de hoje). Caso contrário, o "Baby Talk" não é aceitável. É estranho.

    Quando somos adultos e estamos apaixonados temos idade de fazer bebés, não imitar a sua linguagem. Não é fofinho, nem adorável, é simplesmente estúpido. 

 

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