Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Ter orgulho em sentir-me fora (do baralho)

 

    Há 1 ano fiz um post sobre o facto de ser extremamente tímida, que está relacionado com a minha personalidade introvertida, e perguntava se havia uma espécie de 'poção mágica' que se bebesse para me fazer sentir mais segura, e confortável quando estou num grupo de pessoas (conhecidas, ou não).
 
    Mas agora já não sinto a necessidade disso. Não porque me tenha tornado mais sociável do que antes, mas porque entendo que esta sou eu, esta é a minha personalidade, e não pretendo mudar tão cedo.
 
    Isto porque há dias, no meu recente estágio, apercebi-me que as pessoas comentam o facto de ser "muito caladinha, tadinha, está sempre no seu canto sozinha", e apercebi-me duma coisa: Se eu gosto da forma como sou (e, atenção que esta parte é muito importante!!), eu não devo tentar mudar nada em mim. Aliás, penso que os outros deviam mudar - antes - a forma como vêm as pessoas mais introvertidas. 
 
    Lá por eu ser reservada, e valorizar muito o tempo que estou sozinha, isso não faz de mim (nem de perto, nem de longe) uma "coitadinha". Muitas pessoas (e digo isto porque sei que não são todas) tendem a atribuir o facto de uma pessoa estar sozinha a uma conotação negativa. Porque é que eu não posso ser feliz no meu canto? Não é um pouco egocêntrico da parte dessas pessoas pensarem que a minha felicidade depende inteiramente do facto de estar com eles - rodeada de gente?! 
 
    E em relação ao facto de ser reservada, sempre preferi mais ouvir do que ser ouvida, por isso é normal não intervir tanto nas conversas, como as outras pessoas. E não estou a ver que haja mal nenhum nisso (aliás, porque foi por isso que escolhi a profissão que escolhi ).
 
    Para mim, não me incomoda nada estar sozinha por vezes - e até gosto! É o chamado "me time". Aproveito para ler, ouvir música, recarregar baterias...
 
    E isso não quer dizer que não gosto de estar com os meus amigos, ou familiares, de todo! As festas com a família toda junta e as noitadas com os amigos enchem-me o coração, e continuam a ser a melhor coisa do mundo… Simplesmente, se calhar não são tão frequentes como a maioria das pessoas. 
 
    Mas se preciso de mudar? Não, porque não me imagino a ser eu de outra maneira.  
Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

Abri um restaurante!

logotipo à la carta.png

    E não é que agora, para além de abrir consultórios, também abri um restaurante? 

    Aqui o bom humor é o prato principal, e críticas do Zomato dizem que quem vem cá fica sempre bem servido...

    A verdade é que a cozinha não é bem a minha especialidade, mas já há algum tempo que a ideia de criar um podcast deixa-me água na boca (eu juro que este foi o último trocadilho), e por isso resolvi meter mãos à obra e hoje apresento-vos o "À la Carta"!

 

E porquê "À la Carta"?

    Porque, neste caso, sou eu que vos vou dar o 'cardápio' de temas para vocês escolherem o que gostariam de ser falado no próximo episódio do podcast. 

Onde posso ver esse cardápio?

    Nos stories do meu instagram, quando forem feitas sondagens para vocês votarem no vosso tema predileto!

O que posso esperar do "À la Carta"?

    O "À la Carta" vai contar com a presença de vários convidados, a fim de discutirmos temas escolhidos por vocês (podem aproveitar para colocar questões para o Domingo de Consultório!). No entanto, não esperem podcasts muito sérios e sem gargalhadas à mistura porque vão-se desiludir... O objetivo também é que os convidados se sintam à vontade, e confortáveis para dizerem bacuradas de vez em quando...  

 

    A minha primeira convidada foi a minha querida voxnihili, e visto ter sido o primeiro episódio, e ainda não termos temas para discutir, fizémos o jogo do "Quem é mais provável" onde falámos sobre celebrities crush, cáca de cão e sermos ilegais. Por isso como vêem não podem mesmo perder! 

"À la Carta", disponível numa Spotify ou SoundCloud perto de si. 

 

PS: Para encontrarem o podcast nas apps acima, devem pesquisar por "Uma carta fora do baralho"

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

A minha primeira aula de Yoga

    Este fim-de-semana fui experimentar uma coisa que já queria fazer há imensooo tempo: Yoga! (para iniciantes - supostamente...)

    E digo supostamente porque se aquilo foi para iniciantes... Eu nem imagino o que será o yoga avançado! 

    Eu sabia que o yoga tinha algumas posições mais puxadotas, mas nunca pensei que isso seria numa aula para iniciantes. Para iniciantes eu sempre imaginei a típica posição de ficar-sentado-com-pernas-à-chinês, as costas direitas, e os dedos das mãos com o formato "O", enquanto murmurávamos "Mmmmh" e fazíamos exercícios de respiração.

    Mas não, foram todos uns exercícios de mulher elástica, que está a fazer uma prova de equilibrismo para ver se entra no circo! T-o-t-a-l-m-e-n-t-e diferente do que eu imaginava.

    Não que não tenha gostado, mas sinto-me fisicamente de rastos. Eu já não sou mulher de fazer exercício físico só por si (na escola a minha pior cadeira era Educação Física, hoje em dia não troco transportes públicos por nada pois odeio andar a pé, e fazer caminhadas entristece-me a alma), por isso podem imaginar o choque que tive quando descobri que ia fazer ginástica naquele dia... 

    O que eu achava mais piada, também, era às instruções da instrutora, depois de nos dizer para fazermos aquelas posições todas emaranhadas:

"E não se esqueçam, concentrem-se na vossa respiração!! E descontraiam!"

    Say what?! Como é que é suposto eu concentrar-me na minha respiração quando tenho todos os membros do meu corpo, que posso imaginar, em esforço?! Eu só conseguia pensar em como é que ia conseguir juntar os meus ossinhos todos, depois de sair dali...

 

    Por isso, depois disto tudo, digamos que tenho todo um novo respeito pelas pessoas que fazem yoga.  Algum de vocês já praticou?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

Reflexão sobre a minha primeira aula de código

    Fui, este fim-de-semana, à minha primeira aula de código!!! Yaaay! (*inserir aqui piada do: "Vai haver mais um perigo na estrada, blá blá blá...).

    E devo-vos dizer que estava nervosa como o caraças, porque era aquela primeira aula que ia ditar o 'Ok, eu estou MESMO a tirar a carta, daqui para a frente já não há volta a dar! ' (Não há pressão nenhuma, portanto... )

    Então cheguei lá, pensando que ia ser a única a não perceber nada do que o instrutor dissesse, - e que ia mais apanhar bonés do que outra coisa, - quando o homem começa a dar os sinais da indicação, e os diferentes sinais que eles englobam (de informação, confirmação, etc.).

    E nisto, uma senhora levanta o braço para colocar uma dúvida sobre a matéria, e o instrutor responde; depois a senhora volta a colocar a mesma dúvida, e o instrutor volta a responder, e a seguir a senhora volta a reformular a mesma pergunta porque diz que não percebeu, e o instrutor volta a responder...

    E o ciclo repete-se durante mais tempo do que devia, ao ponto de já estarmos todos a pensar: "Portanto... vamos passar a aula, nisto?" 

    Posto isto, e depois de termos feito um teste na aula e eu (sem saber nada da matéria, a não ser o que tínhamos dado naquela aula) ter errado 8 perguntas, em 30... digamos que a minha auto-estima elevou um bocadinho 

    Estou a brincar, eu sei que ainda tenho um longo caminho que penar, mas devo dizer que nunca pensei que as aulas de código fossem tão interactivas e divertidas (pelo menos com o instrutor que me calhou na rifa...). Hoje vou à minha segunda, wish me luck!! 

    Estou com curiosidade em saber qual foi a vossa experiência ao tirar a carta de condução. Gostaram, ou não foi uma experiência muito prazerosa para vocês?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

Fiz unhas de gel(inho) pela primeira vez

story_1568983793923.jpg

 

    Verdade seja dita, já as tinha feito antes, mas daquela vez para mim não contou, porque aquilo ficou mal e porcamente...

    Desta vez fui a um sítio que era tão chique, tão chique, que tinha "Nails" no nome (é assim que a gente sabe que é um bom sitio para fazer unhas de gel/gelinho, certo? ) , e mais caro do que o sítio que fiz anteriormente.

 

    E a propósito de fazer unhas de gelinho pela primeira vez tenho-vos várias coisas a dizer:

1) As senhoras que fazem as unhas devem ter um ódio especial pelas pessoas que trazem fotos de unhas para elas se "inspirarem"  Porque tanto da primeira vez que fiz, como agora, elas ficaram a olhar para mim com cara de c*, sendo que esta última até comentou: "Ai a senhora traz já uma foto e tudo planeado, meu deeeus!" Senti-me um bocado do género "Mas não era suposto? Devia restringir-me aquilo que elas têm? Estou a infringir alguma lei universal de unhas, que desconheça??"  

2) Aquilo demora DEMASIADOOOOO tempo para mim. Acreditem que ainda pensei em sair a meio, mas depois ficava pior do que entrei... Mas que foi uma seca de outro mundo foi, bolas! Como é que as pessoas têm paciência para fazer aquilo todos os meses?! 

3) Eu não fui feita para conversa de circunstância de salão (nem para nenhuma outra...) "Ai a senhora já viu com quem é que a Isabelinha dos tantos, se casou? Bem, aquilo só pode ser mesmo amor, porque pelos seus lindos olhos não é de certeza!" ;"Então não é que a outra no outro dia apareceu-me aqui TODA de rosa choque, mas dos pés à cabeça, você não tem noção..." 

 

    ...Ter, até tenho. Mas não me interessa. Nem um bocadinho. Nem uma nesga de uma ervilhinha bebé, acabadinha de nascer. Niente, rien! 

    E é por isso que eu vou pensar muito bem da próxima vez em que decidir (?) fazer unhas de gel. 

 

 

    P. S.: Eu estou pr'aqui a falar mas adorei as unhas, ficaram tal e qual como eu queria!

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

Update (e a minha desilusão com o Sistema Nacional de Saúde...)

 

    Depois de estar uma semana e dois dias de baixa médica por ter uma inflamação na garganta e nos pulmões, hoje venho-vos dizer como tenho passado.

    Os sintomas que tive foram: febre, dor de garganta, tosse, (carradas de) expectoração, falta de ar, dificuldade em dormir devido à congestão nasal e dificuldade em respirar, etc. Mas ao fim ao cabo, de toda a sintomatologia, o que mais me custou foi sem dúvida a falta de ar (devido ao catarro e expectoração espessa que tinha).

    Por causa disso, e como via os dias a passar e não sentia grandes melhoras, dia 11 voltei ao médico para me estenderem a baixa. Ora, vou-vos contar o que aconteceu nesse dia, no meu Centro de Saúde:

    Além de ter esperado 2h30 para ser atendida tive, nesse tempo, um episódio em que me faltou o ar. O meu pai, que me acompanhou ao Centro de Saúde, apercebendo-se que eu estava a ficar com dificuldade em respirar, foi chamar um enfermeiro. E a conversa foi a seguinte:

Pai: "Ajude-me, por favor, a minha filha está aflita e não consegue respirar por causa da expectoração. O que podemos fazer??"

Enfermeiro: "Ai, eu não posso fazer nada aqui, porque não tenho os instrumentos para a ajudar. Desculpe."

P: "Mas o que é que eu posso fazer? ELA NÃO ESTÁ A CONSEGUIR RESPIRAR!!"

E: "Pois, desculpe, mas só tenho ordem para a ajudar com a autorização de um médico."

    Nisto, o meu pai vai a correr falar com o primeiro médico que lhe apareceu à frente, com o mesmo desespero: "A minha filha não consegue respirar Senhor Doutor, ajude-me por favor." A resposta dele? "Se ela não consegue respirar tem que ir para o hospital, que nós aqui não fazemos nada..."

 

    Eu vou ser sincera, ponderei muito antes de fazer um post sobre este assunto... E ponderei porque não só não gosto de encher o blog com coisas tristes, mas acima de tudo falar disto (ainda) me revolta imenso.

    Depois disto, (e depois de me prolongarem a baixa até ao dia de hoje), tive um ataque de choro mal cheguei a casa. Senti-me muito triste, e sozinha, no momento em que mais precisei de ajuda. Se não fosse a minha irmã, que entretanto veio-me trazer ao Centro de Saúde um spray nasal para me ajudar a respirar melhor, eu senti que podia literalmente falecer naquele Centro de Saúde que nem médicos, ou enfermeiros, se importavam com isso...

 

    Atualmente sinto-me bem melhor e, apesar de ainda ter dor de garganta, não voltei a ter (felizmente!) episódios como os de cima.

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

Comic Con 2019: O fiasco

 

    Antes de começar o post gostaria de deixar claro que este ano não fui à Comic Con - não porque não queria (porque até já tinha comprado o bilhete...), mas porque adoeci - e portanto, o relato que vos trago hoje é da parte da minha irmã.

    A minha irmã esteve presente no dia 15 de Setembro, isto porque como é fã incurável de Stranger Things, e daí o entusiasmo doido para ir ver a Millie Bobby Brown (a atriz da foto, que é a protagonista da série). Como era o sonho dela tirar uma foto com a atriz, quando chegou o dia, acordou cedo (chegou a Algés antes das 10h) e foi para a fila da Comic Con com o objetivo de comprar a photo boot.

    E lá na fila acabou por ficar durante 3 HORAS...! 3 horas ao sol e a morrer de fome, mas sempre com a esperança de que tudo ia acabar por valer a pena. Ao fim desse tempo, e quase a chegar à entrada da loja, foram informadas pelos seguranças que não só as fotografias com a atriz estavam esgotadas, como também os autógrafos. E lá se foi o sonho da minha irmã de estar cara-a-cara com a Millie... 

    Mas não foi por isso que ela desistiu! Pelo menos ia conseguir assistir ao seu Q&A, na sala do auditório... ou pelo menos assim pensava. Uma hora antes de começar o Q&A da Millie, já os seguranças estavam a avisar toda a gente que não havia mais espaço para ninguém na sala, pois estava lotada. No entanto, ainda disseram: "Se quiserem, podem assistir à gravação em directo do Q&A neste televisor aqui fora, sem som(!!!!)"...

    Moral da história: A minha irmã gastou uma pipa de massa na entrada da Comic Con, na comida (que era escassa como tudo!), e nos transportes... para ficar horas em filas, estorricar-se ao sol, e não ver nada daquilo que ela queria.

    Ficam aqui algumas sugestão para a Comic Con: Que tal se a venda de fotos e autógrafos fosse feita pela internet, com dias de antecedência? Ao invés de obrigarem os miúdos a estarem horas em pé, para nada? 

    E outra: E que tal se limitassem o número de bilhetes de entrada? Calculo que deixarem entrar toda a gente é muito lindo e faz muito dinheiro, mas piora imenso a qualidade da experiência (até porque já ouvi várias pessoas a dizer que não voltam a comprar bilhetes para a Comic Con por causa da desorganização que foi este ano...)

    Por aí, alguém foi à Comic Con este ano? Se sim, qual foi a vossa experiência?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

...E quem é que foi que apanhou uma bela duma infeção em pleno Verão, quem foi?

preview.jpg

 

    Adivinharam, Moi je! 

    E sai uma baixa médica fresquinha, aqui para a menina da freeeente!

 

    ISTO. NÃO. É. JUSTO., NÃO.É!!!! Já tive infeções de garganta e dos pulmões no Inverno, já tive na Primavera... e agora no Verão?!

    Agora não há uma única estação do ano que eu possa aproveitar em paz, sem ter febre, dores de garganta e expectoração?! Chiça, que isto já enjoa...

    Brincadeiras à parte, não recomendo isto a ninguém. Durante a noite não durmo porque tenho o nariz tapado, durante o dia não consigo respirar, porque de volta e meia vêm os espirros e os ataques de tosse. Ninguém merece... 

    Desse lado, alguém sabe de bons remédios caseiros para acelerar o tratamento deste tipo de infeções?

    Obrigada,

    Uma adoentada desesperada.

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

Os meus 25 Anos

 

unnamed.jpg

 

   Quando eu era pequenina gostava muito de idealizar o meu futuro.
 
   Dizia que iria ser professora quando crescesse, que iria casar aos 20 e nessa altura teria a minha primeira casa. Bolas, eu realmente não tinha a mínima noção de como funcionavam as coisas...
 
 
   Agora, com os meus 25 anos feitos recentemente e com nenhum dos meus planos de infância realizados, vejo que há certas coisas que não necessitam de ser planeadas com 'timings'.
 
 
   Não sou professora, mas sou mestre em Psicologia Clínica, que foi uma área que foi crescendo uma paixão dentro de mim desde o ensino secundário.
   Não sou casada, mas tenho uma relação de 4 anos, a que fui assistindo uma evolução brutal ao longo do tempo, que nos/me fez crescer imenso!
   E (ainda) não tenho uma casa. Hoje em dia acredito que mais importante do que o casamento é a vivência a dois, e por isso os planos de ter uma casa depois de casar alteraram-se. Neste momento quero acabar o meu estágio, empregar-me e depois comprar uma casa para viver com o gajinho...(e só depois, casar!)
   No entanto, não vou colocar 'prazos' em nada. Vamos fazer as coisas com calma, e cabeça (que dá muito mais jeito do que à pressa e mal-feitas).
 
  Isto para vos dizer que a vida nem sempre corre como nós idealizados, mas não há problema nenhum nisso. Provavelmente não teria que correr assim. Não vos sei dizer se seria mais ou menos feliz se as coisas tivessem corrido como eu planeara em criança, mas uma coisa tenho a certeza: Não trocaria a vida que tenho por nada deste mundo! 😉
Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.

Não ter medo de mudar :)

 

    Pois é verdade, eu tenho andado (muito) desaparecida por estas bandas, e vou-vos explicar o porquê.

 

    Para quem não sabe, eu em meados de Junho despedi-me de um emprego muito tóxico - que me estava a prejudicar tanto a nível pessoal (a minha auto-estima estava arrasada) como profissional (pois não sentia que estava a exercer um bom trabalho enquanto psicóloga, por estar tão mal).

    Nessa altura sentia-se super insegura, e assustada, com o que o futuro me reservava. "E agora o que é que me vai acontecer daqui para a frente? A psicologia não é nada valorizada em Portugal, eu não vou encontrar um lugar para mim tão cedo." 

    Ora, deixem-me vos dizer uma coisa: estes pensamentos não ficaram muito tempo a ruminar na minha cabeça... Passado uns dias fui chamada para uma entrevista numa empresa! Algo que me deixou em êxtase, mas sempre de pé atrás; só pensava "Calma, não lances foguetes antes da festa, isto não significa nada..." ).

    No entanto, dias mais tarde, ligaram-me a dizer que tinha sido aceite! A minha procura por um novo emprego demorou muito menos tempo do que eu imaginava! Menos de 2 semanas, mais concretamente.

    E com isto quero-vos dizer o seguinte:

  • Não, não é NADA fácil encontrar emprego na minha área (Psicologia), tal como em muitas outras, infelizmente;
  • E sim, tive imensa sorte, mas também sinto que foi um conjunto de outros factores. Factores como: persistência (candidatava-me a ofertas todos os dias, enviava currículos espontâneos, alarguei a minha rede de contactos na minha área, etc.), a minha experiência na área, notas de faculdade, etc.

 

    Digo-vos isto para ficarem com esta mensagem para vocês: Não desistam de lutar por vocês, e pela vossa felicidade. 

    Sim, há muitos aspectos da nossa vida que podem estar sujeitos à 'sorte' ou ao 'destino' (do género: estar no sítio certo, à hora certa), mas também há muita coisa que depende de nós! Se nós não tivermos a iniciativa de mudar, se nós não tomarmos ações nesse sentido, não nos surgem este tipo de oportunidades.

    Eu agora estou a trabalhar num sítio onde me sinto muito mais feliz e realizada (para não falar que tenho um salário, e não recebo por recibos verdes, como no estágio anterior). E, se eu nunca tivesse dado este passo para mudar, eu nunca teria tido oportunidades como esta.

    Mesmo quando tudo parecer perdido (como foi o meu caso, quando senti que estava a 'desperdiçar' a minha primeira oportunidade de emprego que me tinha aparecido), há sempre aquela luzinha ao fundo do túnel. Por isso, se há algo na vossa vida que vos deixa infeliz, não percam o vosso tempo precioso nisso. Lá diz o ditado, e com razão:  "Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela." 

 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartafora.