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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

2019, não gosto de ti

 

    Olá a todos, espero que estejam a ter um bom início de ano de 2019! Infelizmente, por cá a coisa não tem estado muito famosa, e por isso também não tenho estado tantas vezes por estas bandas.

    Soube que o meu ano não ia começar bem quando o médico a que fui, dia 31, auscultou-me e olhou para mim com um ar de "Eiishh..." (sabem? aquele ar do género 'estás lixada!'). E tive a confirmação quando me disse que tenho imenso pus nos pulmões, e que isto ainda vai demorar uns bons dias a passar. Resultado? Falta de ar, vómitos, tosse constante e noites onde durmo 3/4h (se tiver sorte). O pior mesmo é não conseguir respirar, porque pronto, dá jeito não é?

    Portanto como devem imaginar, por mim teria ficado em 2018... Mas visto ainda não terem inventado máquinas do tempo, pensei para mim "Ok, este ano está a ser horrível, o que é que o tornaria ligeiramente melhor? Um desafio no blog! "

    Já tinha visto, há dias, que a Maria das Palavras tinha criado o desafio do Diário da Gratidão e achei uma ideia excelente na altura (até porque, como vos tenho tido, é uma técnica muito usada em psicologia), e por isso gostava também de o fazer aqui no blog, e trazer aqui um bocado de positivismo para a coisa.

    O desafio é, todos os dias, escrever uma coisa pela qual se está grato/a. Coisas boas, por mais pequeninas que sejam.

 

    Por isso, para mim, cá vai o meu agradecimento de hoje:

 

DIA 1

 

    Estou grata por todo o amor que tenho recebido. Da minha família, do meu namorado, e dos meus amigos, pois têm sido incansáveis comigo, mesmo doente. Estarmos doentes é mau, mas ter o carinho e apoio das pessoas à nossa volta, torna tudo muito mais fácil. Por isso a eles, muito obrigada por toda a ajuda e preocupação (e à minha família peço já desculpa por estar constantemente a contaminar a casa de micróbios ).

    Por esse lado, como foi o vosso início de ano? Espero melhor que o meu...Tencionam fazer o desafio da Maria? 

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O ano de 2018 da Carta

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Fiz 4 anos de blog. Venci 3 dos meus principais medos que me aterrorizavam à noite: arrancar dentes do siso, defender a tese de mestrado e entrar no mercado de trabalho (como estágio, mas ainda assim entrei!). Ganhei uma bolsa de estágio! Recebi um comentário extremamente duvidoso da Rita Pereira (?) - que fez com que atingisse 10 mil visualizações no blog, por isso obrigada "Ritinha" . Cumpri as minhas resoluções de 2018. Tive os meus primeiros sinais de crises de ansiedade - detestei, mas fez-me aprender imenso sobre mim. Comecei a ter, por isso mesmo, acompanhamento psicológico (o qual recomendo vivamente!). Fui convidada para fazer três comunicações em conferências, por causa do tema da minha tese. Ganhei, numa dessas comunicações, o prémio de melhor poster, que me valeu um curso na minha área. Acabei o curso com uma óptima nota! Iniciei a minha rubrica de Domingo de Consultório. Bati o meu record de visualizações quando fui destaque principal em Novembro, e cheguei às 14 mil visualizações! Fui convidada, pela 1ª vez, por uma empresa (a qual não será aqui mencionada) para fazer publicidade dela aqui no blog, a troco de nada - Muito obrigada pelo convite, mas eu gosto demasiado do meu cantinho para ser uma fonte de anúncios . Fui à Comic Con pela primeira vez na vida, e adorei! Fiquei com febre durante quase 3 semanas pela primeira vez na vida, e detestei! Criei um desafio no blog: 30 dias de Bem-estar! Comecei a treinar a minha condução para poder tirar a carta. FUI NOMEADA PARA SAPINHA DO ANO DE 2018 (ainda não percebi bem como, nem porquê), etc.

 

Como vêem, para mim, foi um ano cheio de emoções e experiências. Como vos correu 2018? 

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O fim do Natal...

 

    Apesar do meu último post falar das pessoas que não gostam do Natal, a verdade é que também há gente que gosta, tal como eu! 

    Para mim, lidar com o fim do Natal é como ultrapassar uma ressaca (apesar de eu não ter por hábito beber...).  A gente cria aquela expetativa enorme da grande noite, a grande noite acontece - cheia de festa e boa disposição... - e depois, de um momento para outro vamos ver, e acordamos no dia seguinte sem nos lembrarmos como é que a noite de ontem passou tão rápido! Isso tem-me acontecido nos últimos dias. Parece que foi tudo um sonho por ter passado tão depressa!

    E por isso, o que me tem consolado nos últimos dias é:

  • Saber que a passagem de ano está aí à porta e por isso os dias de festa ainda não chegaram ao fim! 
  • Estar entusiasmada a escrever as minhas resoluções para o próximo ano...
  • Saber que a época dos doces também ainda não acabou, e ainda vou fazer (e comer) muitos bolinhos pela passagem do ano  (gulosa, much?!)
  • ...E também lembrar-me que OS SALDOS ESTÃO AÍ À PORTA!!!! (and I'm a cheap ass! Mas também, quem é que não adora saldos?)

    E vocês como passaram o vosso Natal? Estou curiosa para saber se também sentem que passou a voar, como eu...

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A miuda que fez o meu dia

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    No outro dia estava na paragem de metro e, sem querer, ouvi a conversa mais épica entre uma avó e a sua neta.

    A miuda não devia ter mais que uns 7 anos, era muito faladora e não parava de se mexer de um lado para o outro.

 

    Primeiro, foi uma senhora que se chegou ao pé de nós, para arranjar aquelas máquinas de venda automáticas. Nisto, a miuda salta do banco e foi a correr ter com ela, onde ficou muito atenta ao comportamento da senhora. De seguida, começou a meter conversa com ela:

"O que estás a fazer?"

"Estou a arranjar a máquina, e colocar mais comida."

"Porquê?"

"Porque alguma desta comida também já passou da validade, e é preciso pôr comida nova...".

    A avó, ao dar-se conta do que a neta estava a fazer, diz, visivelmente chateada:

"-Ó... Anda para aqui, não estejas aí a chatear a senhora! O que estás aí a fazer?"

    E ela responde, muito prontamente:

"Avó, eu estou a ver o que a senhora está a fazer, para depois aprender como se faz!"

    PIMBA. Desarmou-me logo. Mas ela não se ficou por aqui. Virou-se para a senhora da máquina e pergunta-lhe o porquê de estar ali, ao qual ela responde que é o seu trabalho, e por isso tem de fazer aquilo.

"Mas o fim-de-semana é fim-de-semana, ninguém trabalha!" - Diz a miuda, muito sábia e assertiva de si.

    A esta altura eu só pensava: Bolas, esta miuda tem mesmo pinta, hein?!

    No final, depois de ver a senhora a ir-se embora, virou-se para a sua avó e pede-lhe dinheiro para comprar umas batatas fritas da máquina. A avó diz-lhe para ir ver o preço das batatas, para lhe poder dar o dinheiro. Depois da miuda ir ver à máquina, ela só se sai com esta:

"Poxa! 1 Euro por umas batatas fritas? Mas isto é um roubo! Este é o país em que vivemos?"

 

E pronto, foi assim que eu fiquei fã de uma miuda de 7 anos.

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Sim, Mestre!

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(foto minha com 3 anos de idade, no Carnaval/ foto minha atual, no dia da Defesa da tese)

 

    Dou-vos a escolher! Daqui para à frente, preferem-me chamar Carta ou... Mestre Psicóloga Clínica Carta

    É VERDADE, JÁ DEFENDI A TESE E ACABEI OFICIALMENTE O MESTRADO! YUPYYYYYYYYYYYYYY!

    Foram 5 anos (6, porque fiquei com um para trás) de muito trabalho, esforço e empenho, mas definitivamente valeram todo o tempo gasto. Encaro este como o final de uma etapa que se revelou fundamental na minha vida, e estou ansiosa para ver o que o futuro me reserva. Venham daí os sucessos, mas venham também os tropeções, para me levar ao chão e aprender a cair - e depois ensinar-me a levantar, cada vez melhor.

    Agora sim. Estou orgulhosa, assustada, mas super preparada para o que vem aí.

    Obrigada a todos aqueles que tornaram este dia numa comemoração tão especial; e obrigada a vocês pelo incansável apoio ao blog, e às minhas rubricas "psicológicas" 

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Post dedicado ao gajinho

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    Sabem quem faz anos hoje? Pois é, o meu gajinho hoje está de parabéns! Assopra hoje 30 velas (ufa...!), e por isso este post hoje é dedicado a ele. Espero que gostes!

 

    Querido gajinho,

 

    Como um típico escorpiano, és um homem intensamente apaixonado, dedicado, cheio de bom humor e muiiito mistério à mistura. Por isso, posso dizer que estar contigo é uma verdadeira aventura todos os dias - a típica frase "és uma caixinha de surpresas" nunca esteve tão bem apropriada a alguém. Obrigada por me desafiares todos os dias a ser uma pessoa melhor, por me acompanhares em todos os bons e maus momentos, por seres verdadeiro comigo, e por lutares todos os dias por isto tão bonito que temos os dois. 

    Não vou dizer que sempre foi tudo um mar de rosas, porque estaria a mentir. Temos os dois personalidades muito fortes, e ritmos muito diferentes e isso faz-nos chocar muitas vezes; mas cada vez mais temos dado a devida importância à comunicação (tão fundamental para qualquer relação...).

    Tu dizes muitas vezes a brincar que és o paciente de longa data que eu acompanho, mas na verdade eu só te quero pedir uma coisa: continua a ser muito paciente comigo. Vamos ser os dois, um com o outro. E bora construir uma daquelas histórias que terminam com "E viveram felizes para sempre...". Muitos parabéns! 

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Eu sou muito macho!

   

 

    Há dias, eu e o gajinho fomos sair com um grupinho de amigos, só rapazes. E achei piada porque já há algum tempo que não estava num grupo só de homens (sendo a única rapariga), e até do ponto de vista de uma psicóloga, gosto de ver a interação entre indivíduos da espécie masculina - que para mim, continua a ser um grande mistério...

    Às tantas reparei que os homens, como estavam em comunidade, ativaram o seu modo "macho" (tal como algumas de nós, mulheres, ativamos o nosso modo "galináceo" com certeza, quando estamos juntas): falavam alto e aos berros; quando perdiam algum jogo de cartas diziam os típicos palavrões tuga para se mostrarem; recorriam ao "THAT'S WHAT SHE SAID" à minima frase (menos) inocente...

    E o que eu achei mais engraçado no meio disto tudo foi a atitude de um deles, - que minutos antes tinha dado o seu ar de completo macho latino -, quando atendeu o telemóvel à esposa:

 

"Então amorzinho, como estás, estás boa? Precisas que te vá fazer alguma coisa? Precisas de mim?! Vou já a correr torrãozinho de açúcar! Até já! Muitos beijinhos, meu amor! Te adoro!"

 

    Vocês pensam que eu estou a exagerar mas foi literalmente palavra por palavra. E a minha pergunta coloca-se: Será que é uma coisa de homem casado? Será que quando os homens se casam ficam assim? E se for, devo eu casar-me?

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Ca sorte a minha!

Boa notícia: A tese está despachadíssima! Já só falta defendê-la! (Yupyyyyy)

 

 

Má notícia: A minha orientadora disse que ainda vou defendê-la este mês, e como tenho sentido dores do dente do siso, devo ter que ir arrancá-lo o mais depressa possível. E com a minha sorte, já me estou a imaginar a fazer a minha apresentação oral nestes preparos:

 

 

 

 ...O meu corpo tem um timing excelente para estas coisas... Já vos disse que fiz uma entrevista para um estágio, no início deste ano, também com a boca inchada devido a outro siso que tirei?  (mas aceitaram-me no estágio, mesmo a parecer um esquilo!)

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Porque é tão difícil fazer os agradecimentos da tese?

    Os últimos dias têm sido... intensos. Foram os (últimos) pormenores para acertar na tese, os nervos à flor da pele para o grande dia da defesa... Enfim! 

    Mal posso esperar para que chegue Novembro e tenha a dissertação toda entregue, defendida, e despachadinha da silva. Até lá, tive que fazer aquela parte chata da tese: ver se está tudo dentro das normas a formatação, o tipo de letra, as referências bilbiográficas, colocar índice, abstract e...fazer os agradecimentos.

    E, muito sinceramente, nunca pensei que fosse tão difícil (para mim) agradecer a quem me deu mais apoio. Não porque eu não saiba quem é que deu, - porque sei, - mas porque não sei por onde começar. E depois, foi tanto tempo a fazer a tese (eu desisti o ano passado porque não me dava bem com a minha orientadora, e por isso perdi um ano), e deu tanto trabalho quando finalmente a comecei a fazer, que agora, sinto-me como aquelas mães que entregam pela primeira vez o filho na creche e vêem, pela primeira vez, que o têm que deixar ir.

    Eu sei o que estão a pensar "Ainda há um parágrafo atrás dizias que estavas desejosa de te ver livre da tese". Pois, e estou. Mas ao mesmo tempo, não estou. Ao fazer os agradecimentos, sinto que estou a colocar o ponto final definitivo, sem volta a dar, nesta etapa da faculdade. Uma etapa que levou 6 anos da minha vida. 6 ANOS!

    E largar agora uma fase como esta, que nem tão cedo vou regressar, é atirar-me aos lobos da vida, que é como quem diz aos chefes e patrões mal-dispostos. E não é só isso, daqui para a frente é o salve-se quem puder. Não há mais orientadores, professores, colegas de turma que se cruzem no meu caminho. E isso é bom, mas triste ao mesmo tempo...

    Tenho a certeza de que vou ter saudades de ter aulas, mais tarde. De entrar numa faculdade e ter aquele friozinho na barriga ao passar pelos corredores, e ver o ar dos professores... De fazer trabalhos, e até de ter testes! Eu sei, parece de loucos, mas acreditam que quando chegar a vossa vez de dizer definitivamente o "adeus" à faculdade, também vocês vão sentir falta dela 

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Chocohólicos Anónimos

 

    Olá a todos! O meu nome é Carta, tenho 24 anos, e.... sou uma chocohólica desde nascença. 

    Sim, sou louca por chocolate. Tudo começou por volta dos meus 5 anos, se bem me lembro. Comecei este vício desde muito miuda. Ainda me lembro das minhas fotos, em pequena, toda lambuzada agarradas às mousses de chocolate... Bons tempos! 

    Depois fui crescendo, entrei na primária, e foi o tempo dos ovos kinder. Parece que foi ontem que tenho a imagem do meu pai, estafadíssimo depois de um dia trabalho, com um ovo kinder surpresa por detrás das costas a dizer "Desculpa, mas hoje não te trago nada, hoje não havia ovinho...". E nisto faz um grande sorriso e exclama "Estou a brincar contigo, aqui está o teu ovo!!" E eu toda maluca aos saltos de um lado para o outro, como se me tivessem oferecido uma viagem à Disneyland, só de ida.

    Já na fase da adolescência, tinha de parecer cool, e uma miuda cool não come ovinhos da Kinder! Por isso, passei para as bolachas de chocolate, aquelas XXL do Pingo Doce (que são igualmente saborosas), e que toda a turma adorava também - uma bela maneira de nos tornarmos populares numa escola, digo-vos eu...

    Podem-se admirar, mas se vos disser que comia chocolate todos os dias desde essa altura, não estou a exagerar. Era literalmente a minha obsessão. Nos bons e maus momentos, lá estava ele, sempre disponível para mim. Há quem bebesse, há quem fumasse, eu enchia-me de chocolate.

    Como podem ver a minha história com o chocolate já vem de longe... E hoje, apresento-me aqui perante vós, para vos dizer que faz precisamente 1 mês que não como chocolate! EU SEI, EU TAMBÉM ESTOU CHO(co)CADA!

    Desde que estou a fazer a maldita dieta da gastroenterite que me condenaram à pior sentença que conheço por aí: afastar-me da ingestão de doces, e logo, do meu mais fiel amigo. Digo-vos desde já que esta minha jornada não tem sido nada fácil, principalmente ao início (onde só fotos que me apareciam, me faziam querer mandar o telemóvel pelos ares), mas neste momento o meu desejo pelo chocolate está muito mais controlado, e sinto-me mais em paz quando estou na sua presença.

    E pronto, foi este o meu testemunho de como tem sido a minha experiência de deixar de comer chocolate, até agora. Alguém quer partilhar a sua? 

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