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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Sistema Nacional de Saúde: de mal a pior

 

    Como muitos sabem, há dias desabafei aqui pelo blog que os últimos dias têm sido um bocado pró horriveis, por causa de uma gastroenterite chata que me tem custado a passar. Há quase 3 semanas que estou com febre, tonturas, má disposição e náuseas, e como não tenho visto sinais de melhoria, resolvi ligar para a saúde 24. Vou-vos contar o que-me aconteceu a seguir.

    A saúde 24 reencaminhou-me para o meu médico de família, e marcou-me (supostamente) uma consulta de urgência no meu centro de saúde. Disseram-me que podia ir a qualquer altura, iria sempre ter consulta. Depois de almoço, lá estava eu no posto:

"Lamentamos, mas o seu  médico de família não está cá neste momento."

"Então e não há outro médico das urgências que me possa atender?"

"Não, se o seu médico estivesse cá ainda estava com sorte, mas ele saiu há uma hora..."

Bolas! - pensei - se ao menos tivesse programado para não ficar doente tão tarde...

    Dirigi-me então a um centro de saúde particular. Paguei 40€, e estive há espera para ser atendida quase 3 horas. No final, disseram que não me conseguiam fazer um diagnóstico porque precisava de fazer exames mais detalhados e raio-x, e para me dirigir ao hospital mais próximo.

    Assim fiz. Já eram quase 20h da noite quando dei entrada no hospital. Fiquei até às 3 e meia da manhã (sim, 7 horas no hospital). Lá fiz exames de sangue, à urina, raio-x, e deram-me soro. No final, disseram-me que as minhas análises estavam boas, e passaram-me uns medicamentos para tomar. Disseram para voltar segunda-feira (ontem) ao hospital, para ir às urgências na gastroenterologia, caso continuasse com os mesmos sintomas.

    Como não vi melhorias, ontem fui ao hospital. Desta vez foram 3 horas na sala de espera. No final, fui atendida por um médico de clínica geral que me disse que não havia consultas de urgências na gastroenterologia, a não ser que estivesse a deitar sangue por todos os lados. Podia sim marcar uma consulta para lá, mas só haveria para daqui a um ou dois meses, no melhor das hipóteses. Ou seja, ou estou a morrer e sou atendida, ou então bem posso esperar sentada.

    Resultado, muito dinheiro gasto tanto no hospital, como no centro de saúde, imenso tempo de espera, para ficar praticamente na mesma. Desconfiam que é uma gastroenterite chata, que está a demorar mais tempo do que devia, mas ninguém tem a certeza de nada... E é esta a minha experiência. Há por aí alguém com algum testemunho semelhante? 

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Eu não fui feita para dietas!

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    Querem saber uma coisa engraçada? O médico disse que, pelos meus sintomas, tenho uma gastroenterite viral (que me pode ter sido passada por contágio com outras pessoas que também a tiveram). O que significa que, a par dos antibióticos, anti-inflatórios, parecetamóis e suplementos alimentares que tenho que tomar todos os dias, tenho também que fazer uma dieta alimentar hiper-mega restrita.

    Epa, e eu devo ser como muitas pessoas que vocês conhecem, mas quando me dizem "Não podes comer isto!" é quando eu quero comer mais! E podem me proibir tudo, mas chocolate é a minha perdição... Não me façam isto...

    Aqui vai a lista que o meu médico me passou ontem:

 

O QUE COMER

  • Chá preto
  • Água
  • Leite e Iogurte sem lactose
  • Canja
  • Arroz
  • Nestum de arroz
  • Frango e peru cozido
  • Maçã e pêras cozidas 

 

NÃO COMER

  • Leite com lactose
  • Bebidas com gás
  • Fruta Crua
  • Sopa de Vegetais...

 

    Estão a ver agora o meu martírio, certo? Reparem que ele nem acrescentou o chocolate ao não comer porque disse logo que era uma coisa "óbvia". ÓBVIA? DESDE QUANDO É QUE É OBVIO VIVER SEM CHOCOLATE?  Eu vou passar a comer comida de passarinho, basicamente! Arroz e água.

    Talvez esteja a exagerar, mas algum de vocês já provou maçã cozida? É só a pior coisa à face da terra... E leite sem lactose? Provei hoje e só me apetecia vomitar 

    Eu não fui feita para comer comidas TÃO saudáveis... Tenho os meus limites. A minha irmã diz que devo aproveitar para me tornar vegetariana...  - a pirralha só sabe gozar comigo.

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Doentinha

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    Nos últimos 4 dias tenho tido episódios de febre, tonturas e má-disposição...  E apesar de não ser uma febre alta, é incomodativa, pois é o suficiente para dar a sensação de que vou cair para o lado, e de ter pesadelos tão horríveis (e reais) que podiam ter sido ideias do Hitchcock para um próximo filme.

    Como vi que isto já estava a durar algum tempo, resolvi fazer a coisa mais acertada a fazer numa altura destas: perguntar ao Dr. Google qual era o meu diagnóstico (não é suposto?!).

    Mas como o meu amigo Google tem muito pouco de "Doutor", e muito mais de "Adivinho", ele sai-me com coisas que ainda deixam uma pessoa mais assustada do que era suposto:

 

Tonturas? Isso deve-se à falta de equilibrio, que por sua vez tem a ver com uma doença no ouvido interno, que, por sua vez, é incurável.

Dores de cabeça frequentes? Pode ser sinal de doença de coração, o que significa que está a morrer!

Febre há mais de 3 dias? É grave, e deve ir às urgências o mais rapidamente possível!

 

    E posto isto, vou ter que fazer uma visitinha ao meu médico de família...

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E tudo o Sapo levou...

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    "Ah e tal, e como é que correu a Comic Con, Carta?" - perguntam vocês (os que querem saber imagino eu)

    Olhem, correu muito bem... Tirando a parte em que eu andei feita doida de um lado para o outro à procura do Sapo, da SAPO, imaginem vocês!

    Eu sabia que o Sapinho ia lá estar, a distribuir sapos de peluche a quem tirasse uma foto com eles, e eu digo-vos, o mais honestamente possível, eu estava tão entusiasmada com a ideia de ter um sapo da SAPO! Estava em êxtase ao imaginar ter algo finalmente real, que representasse o meu blog, que eu tanto amo!

    Dias antes eu queria ter ido a Picoas também para celebrar o aniversário da SAPO (e ganhar o peluche ), mas como não me foi possível desta vez pensei: Não há hipótese de eu hoje sair desta Comic Con sem um sapinho nas minhas mãos! Vou fazer de TUDO!

    E fiz. Cheguei lá, percorri o Passeio Marítimo do Algés de uma ponta à outra à procura da banquinha da SAPO, e nada. Depois, mudei de táctica. Virei-me para as pessoas que encontrei que tivessem um sapo de peluche com elas: "Olhe, desculpe, onde arranjou esse sapo?"

    Muito penei eu! Umas indicavam-me para um lado, outras para o outro. Parecia uma barata tonta. O recinto do Passeio Marítimo do Algés era maior do que eu imaginara, e era como se tivesse à procura de uma agulha num palheiro.

    Cheguei a dar "free hugs" para receber a minha resposta, e cheguei também a ouvir um "Ah, este sapo? Não é daqui, eu comprei noutro sítio...". A minha reação foi algo semelhante a isto:

    Por fim, encontrei o balcão de informações da Comic Con e perguntei-lhes se sabiam, por acaso, onde ficava a banquinha da SAPO. Foi aí que me disseram: "O SAPO não tem banca, ele anda por aí à solta." Entrei em pânico! O SAPO?! À solta??!

    A seguir, foi um stalkanço ao instagram da SAPO... Estava constantemente nos seus stories, fui vendo e atualizando a hashtag #comiconsapo para ver onde ele estava... Eu virei o Sherlock à procura do sapo desaparecido. 

    Mas como tenho mais jeito para outras coisas do que para ser detetive, no final vim para casa de mãos a abanar...  SAPO, isto não vai ficar por aqui... Preparem-se, que eu não sou mulher de desistir!  

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O confronto com a realidade

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    Hoje é daqueles dias de desabafo, e vocês foram os escolhidos (sortudos...). Ultimamente tenho-me sentido muito assustada, e ansiosa - e sim, nós psicólogos também padecemos destes males. A tese atrasou-se mais do que deveria, por isso passei o Verão a trabalhar nela, mas agora parece que estou a cair na realidade...

    A defesa da tese já está aí à porta, atrás dela está a empresa a que me comprometi fazer o meu estágio profissional, para finalmente ser considerada psicóloga... Devia estar felicíssima, mas a verdade é que estou cheia de medo. Sinto que tenho tudo fora do meu controle, estou super insegura.

    Em primeiro lugar, odeio apresentações orais de morte, e só de pensar na minha defesa tenho arrepios até à espinha. Mas depois, é o que vem a seguir dela também! A entrada no trabalho, desta vez a sério! E, diga-se de passagem, um trabalho numa empresa que não foi das minhas preferidas de trabalhar... Mas lá vai ter que ser. Hoje em dia encontrar estágios profissionais de psicologia está pela hora da morte, e sem ele não posso ser psicóloga (profissão que tanto amo), por isso não tenho outra opção.

    No entanto, não me sinto minimamente preparada. Vou, finalmente, sair da faculdade. Mas ao mesmo tempo, vou iniciar o meu caminho numa empresa, que no passado me causou tanto stress e preocupação... E estou definitivamente assustada.

    Digam-me que não sou a única assustada nesta fase, por favor...

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Os super-bloggers!

 

    Sei que tenho andado um pouco ausente, mas entre viagens cá e lá, o tempo para estar à frente de um computador tem sido muito reduzido (olhem para mim, a vida de uma pessoa que está de férias é tão complicada... )

    No entanto, ontem à noite estava a pensar precisamente no blog e veio-me uma coisa à cabeça: "Oh meu deus! Eu sou como o Super-homem, eu tenho duas personalidades: A minha, e... a Carta!"

    Pensem comigo, os bloggers anónimos, - e agora refiro-me aos anónimos especificamente, - são todos uma espécie de agentes inflitrados na sociedade. De manhã fazem a sua vidinha, saiem com os seus amigos e namorado/a, passeiam o cão ou o gato... uma vida igual a tantas outras. Porém, à noite, ligam o computador, metem os seus disfarces e as suas capas, e tornam-se bloggers anónimos na internet! Prontos a salvar o mundo com as suas críticas opiniões, e pertinentes dicas. E nunca ninguém sabe a sua verdadeira identidade... não é um máximo?

    Podem já se ter cruzado comigo no supermercado um dia, ou podem ainda ser um colega meu de trabalho! Nunca irão saber pois estou "disfarçada".

    Claro que eu ao pensar nisto, veio-me à cabeça outro tipo de questões como: "Epa, se eu sou como um Clark Kent da vida real, qual é o meu poder de super-herói?" Provavelmente não tenho super velocidade (para escrever) como o Super-homem da DC, e tão pouco tenho visão raios-X (e consigo ver para além dos blogs). Mas talvez possa dizer que o meu super-poder seja... distrair (e possivelmente divertir) quem me lê, e educar um bocadinho acerca do que é a psicologia (e "desmistificar" o bicho-papão da doença mental). O que acham? Concordam?

    Para todos os bloggers - anónimos ou não -, qual acham ser o vosso super poder, enquanto blogger? Estou curiosa para saber o que pensam... 

 

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Atualizando...

Nos episódios anteriores, na vida da Carta...

 

A minha orientadora abandonou-me para ir de férias, por isso tenho tido descanso da tese (até Agosto)!

 

Vi a 1ª temporada da série Quantico e A-D-O-R-E-I. Alguém por aí que também seja fã da série (e da Alex Parrish)? 

 

 

Acabei de ler o livro "Gente tóxica", do Bernardo Stamateas. O livro é de psicologia, e fala nos vários tipos de pessoas tóxicas que existem na nossa vida: os queixosos, os agressivos, os manipuladores, os invejosos... e como lidar com eles. Recomendo vivamente!

 

... E aprendei o jogo de cartas "Palace", e desde então tenho andado viciada a jogar com os meus amigos.

 

 

 E por aí, o que têm feito? Já estão a aproveitar as férias, ou ainda estão na labuta? 

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O meu querido Pedrógão Grande...

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    Fez domingo 1 ano. Há 1 ano que estavam a ser levadas vidas de inocentes, e destruídas casas, terrenos, e estradas por fogos que apanharam de surpresa os habitantes do Nodeirinho (onde foi inaugurado o monumento acima), e do resto da vila de Pedrógão Grande. 

    Honestamente, parece que foi ontem que soube da notícia. Ainda é tudo muito novo para mim, e sinto que se falar nisto durante muito tempo, começo a chorar.

    E choro porque a vila que eu conheci está completamente irreconhecível, o trauma e o medo ainda se apoderam de muitas famílias que por lá andam, e o luto por aqueles que perderam ainda está a ser feito... Porque é tudo muito recente, aconteceu tudo tão rápido, e foi tudo tão inesperado. Eu (ainda) me sinto neste "choque" de: Eu poderia perfeitamente ter sido uma das pessoas que não sobreviveu aos incêndios... Porque era altura das férias, e a minha família estava prestes a arranjar uma data para irmos visitar a nossa casa de Figueiró, e era perfeitamente possível de isto acontecer. As estradas em que ocorreram os incêndios são estradas onde nós passamos a toda a hora, as localidades que arderam eram perto da nossa casa, e o nosso próprio terreno ardeu completamente!

    Por isso, se eu ainda não recuperei do susto, e nem sequer estive presente para o ver, eu não imagino o que sofreram (e ainda sofrem) os habitantes de Pedrógão! Nem imagino os traumas, os medos, as angústias, as tristezas... que se vive nesta vila, onde são constantemente relembrados desta desgraça... Eu só espero realmente que todos os habitantes estejam a ter o devido acompanhamento psicológico, e ajuda monetária (e de bens), que necessitam, para se encontrarem o melhor possível dentro das circunstâncias. Foi um choque enorme para todos, mas para estas pessoas que viveram este pesadelo de perto deve ter sido muito maior, e merecem toda o respeito, e atenção, do mundo. Muita força para todas as famílias, o meu coração está com vocês... 

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Dicas para quem vai/pensa fazer a tese

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  • Escolham um tema que tenham genuinamente interesse! Não há nada pior do que passar um ano da vossa vida a procurarem por "a relação entre os mamutes filhos e as mamutes mães", se isso não vos atrai minimamente.
  • Não deprimam em casa. Levem o vosso pc para cafés, bibliotecas, o que for. Mas quanto mais se isolarem em casa, menos motivação vão ter para escrever a tese (trust me, I know!).
  • Sci-hub é o vosso melhor amigo, acreditem. Para quem não conhece, este site ajuda-vos a desbloquear teses, artigos, abstracts... que são pagos, ou impossíveis de aceder. Basta colocarem o "DOI" do artigo, e voilá, como novo!
  • Para além disso, sites como o Library Genesis dão-vos acesso a carradas de livros de forma gratuita, que podem ser super importantes para vocês!
  • Informem-se sobre se a vossa faculdade, e orientador, pretende teses em formato de artigo, ou (tese) clássica, pois têm normas de formatação e estrutura para seguir completamente diferentes!
  • A parte da Discussão da tese é a mais importante, por isso esmeram-se aí (e nos Resultados, obviamente)! A revisão da literatura normalmente é a parte menos relevante do vosso trabalho.
  • Mesmo que os Resultados da tua tese não sejam os esperados (e não vão de encontro das hipóteses iniciais que propunhas), não desesperes, pois isso não é sinal que não tenhas uma boa tese! Pelo contrário, é sinal que tens de refletir no que achas que originou esses resultados (inesperados), e aproveitar para discutir na discussão!
  • Por último, trabalhar e fazer a tese ao mesmo tempo não é impossível, mas é difícil. Principalmente se tiverem um trabalho, ou um orientador, mais pró exigente. Considerem muito bem antes de aceitar fazer as duas coisas ao mesmo tempo, porque uma tese é muito mais do que fazer um simples trabalho, e exige uma grande disponibilidade horária da vossa parte (para os encontros com o orientador, fazerem as vossas leituras necessárias, recolherem as amostras, realizarem a parte prática, etc).

Espero que tenham gostado das dicas, que acredito que vos serão muito úteis no futuro, caso pensem fazer uma tese. Quem me dera ter sabido de algumas destas coisas muito antes, acreditem 

Algum de vocês tenciona fazer? Ou algum de vocês já tirou a tese, e passou por experiências semelhantes? 

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