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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Sobre o meu despedimento, aprendi que...

  • Sou mais forte (e assertiva) do que imaginava. Aprendi que quando digo "não" é mesmo "não", e não "nim".
  • Recebi muito mais apoio do que estava a contar. E quero desde já agradecer a todos aqueles que deixaram um miminho no meu último post. Saibam que aprecio muito toda a força que me deram, e que estão todos no meu 
  • Os meus patrões insistiram muito mais para eu ficar, do que eu pensava. Tentaram, inclusivamente, fazer-me outras propostas para que eu continuasse na empresa (no entanto continuava sem receber pelas horas extra, e a ter que estar em contacto com eles, que como disse são pessoas muito críticas e manipuladoras), e eu obviamente recusei.

 

...E acima de tudo aprendi que sou capaz de mudar, e crescer com isso. Nunca duvidem das vossas capacidades. São mais fortes do que acreditam! 

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Despedi-me e sinto-me melhor que nunca!

 

    Vou ser sincera convosco. A razão porque não tenho vindo ao blog não se prende unicamente pela minha falta de tempo (devido ao estágio), mas principalmente pela minha falta de disponibilidade emocional.

    Psicologicamente sinto-me esgotada, é como se o meu cérebro tivesse andado metido naquelas lutas de boxe ilegais, e tivesse apanhado um excerto de porrada...

    Como vos falei, comecei há pouco tempo a trabalhar na minha área, e apesar de estar muito feliz pela oportunidade que tive, estava também muito infeliz com aquilo que estava a fazer. Todos os dias eram-me impostas não só tarefas que não eram de todo da minha área, que exigiam um stress e desgaste muito grande, como o ambiente laboral era péssimo. Portanto, para além de fazer trabalhos de borla e horas extraordinárias, os donos desta empresa estavam constantemente a pôr em causa o meu trabalho enquanto psicóloga, criticarem-me em todas as oportunidades que tinham, e desvalorizarem tudo aquilo que eu fazia (que era demasiado) por aquela empresa.

   Resultado? Aguentei vários meses, tomando calmantes e passando noites sem dormir. Pensava "É tão difícil arranjar trabalho na minha área, tu aguentas mais um pouco, tu fazes os esforços pelos pacientes que tens..." Mas atingi o meu limite.

    Soube disso quando um paciente, em consulta, me falava dos stresses do seu trabalho e das pressões que lhe eram impostas, e eu tive que fazer um esforço enorme para não desatar a chorar. Eu não podia estar a dar conselhos a uma pessoa ansiosa, se eu vivia constantemente com crises de ansiedade. E não consigo ajudar uma pessoa com depressão, se todas as noites só me apetecia chorar...

    Cheguei ao meu limite. Se eu não estou bem comigo mesma, não estou bem para ajudar ninguém. E, precisamente por isso, despedi-me do meu primeiro emprego. E foi a melhor decisão que tomei. Se me sinto 100% curada? Claro que não, ainda é tudo muito recente. Mas hoje dei o primeiro passo para começar a melhorar, e a minha saúde mental agradece. 

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Quando nos esquecemos que somos humanos...

 

 

    Chamem-me ingénua (ou parvinha ), mas eu costumava acreditar que todos nós por baixo das nossas "capas" de defesa, éramos pessoas boas, simplesmente nos esquecíamos disso, às vezes. Coisas como: os stresses do trabalho, a obsessão pelo dinheiro, os relacionamentos tóxicos que tínhamos, a nossa herança genética, e outros factores ambientais faziam-nos esquecer que todos nós somos, acima de tudo, seres humanos.

    Agora já deixei de acreditar. Acredito que há pessoas que não têm em si nenhum tipo de humanidade, e que vêem nos outros apenas um meio para atingir os seus próprios interesses, e nada mais do que isso. Pessoas que vivem numa rivalidade constante, numa luta e competição para serem os melhores dos melhores, pela ambição desenfreada de estarem sempre bem e felizes à custa dos outros... e isso entristece-me imenso.

    Entristece-me porque a vida já é tão desafiante, cheia de altos e baixos completamente imprevisíveis, e nós ainda a tornamos mais difícil. Em vez de nos unirmos, e nos apoiarmos uns aos outros, não! "Descarregamos" toda a energia negativa e tóxica naqueles mais próximos, invejamos a felicidade alheia, pensamos puro e simplesmente no nosso bem-estar, e esquecemo-nos totalmente daqueles que estão à nossa volta...

    Enquanto psicóloga, isto faz-me perder um pouco a esperança na minha intervenção clínica, pois se o meu propósito enquanto profissional de saúde é trazer o melhor ao de cima da pessoa que está à minha frente (a todos os níveis: de saúde, pessoal, relacional, profissional...), e se há pessoas que simplesmente não querem ser ajudadas nesse sentido, então qual é o meu papel?!

 

    Eu continuo a achar que as pessoas mais saudáveis são aquelas que reconhecem quando alguma coisa não está bem com elas, e que pedem ajuda para se tornarem pessoas melhores. Afinal, somos todos seres humanos! 

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A propósito do passe único

 

    Não sei se já leram este post nos destaques da sapo, que fala acerca das consequências que o passe único teve para nós; mas para mim, ao ler aquilo, foi como se toda a minha onda de indignação viesse ao de cima.

 

    Eu sinto o mesmo, mas não é só em relação à TST! É autocarro, metro, comboio, elétrico, barco... Só não digo avião, porque ainda não chegou lá, mas esperem para ver. 

    Ainda me lembro do tempo em que tinha lugar sentada no metro... E das alturas em que tinha espaço para respirar no comboio, em hora de ponta... Eu sou da altura em que os autocarros parávam em todas as paragens porque toda a gente tinha lugar para entrar (ainda que em pé...)

 

    E podem-me dizer "Ah e tal, estás-te a queixar de barriga cheia, agora tens acesso a tudo e mais alguma coisa".

É verdade! Tal como dizia a Não sejas engraçadinha, agora temos muito mais opções de escolha. Mas, se a minha opção de escolha é ou "vou sardinha em lata no comboio" ou "vou sardinha em lata no metro", se calhar a minha escolha vai ser nenhuma.

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A realidade do meu estágio

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  Ontem li no Reddit uma notícia com o seguinte título"Descobri que o Aldi na Alemanha tem estágios pagos de 3 anos para finalistas do secundário", e imediatamente comecei a pensar no estágio que eu estou a fazer neste momento, e nas suas condições.

    No meu caso, e visto estar na área da Psicologia Clínica tive que fazer: Licenciatura (durante 3 anos), Mestrado (durante 2 anos), um estágio curricular de três meses, e agora tenho por favor o estágio profissional (de 1 ano), e o curso de formação da Ordem de 90h. Só quando toda esta panóplia de etapas estiverem completas, é que posso oficialmente assumir-me como Psicóloga Clínica.

    Tirando a perda de tempo claramente desnecessária que é preciso para a minha profissão, ela tem também outro grande desafio pela frente, tendo ele como nome: Ordem dos Psicólogos. Uma Ordem que em vez de nos apoiar e ajudar durante o nosso percurso profissional, apenas nos atrapalha e muitas vezes prejudica a nossa entrada no mercado de trabalho!

    Vou-vos falar do meu caso - mas como eu há tantos iguais...

    Eu estou a estagiar numa empresa onde recebo uma ninharia, pago à empresa (pelo espaço que me prestaram para dar as consultas), pago à minha orientadora (pela supervisão, e não é pouco), pago à Ordem dos Psicólogos (pela incrição + registo + seguro + mensalidades), e dou ainda ao Estado uma parte das minhas consultas, visto estar a receber por recibos verdes.

    Por isso agora conseguem imaginar um pouco a minha revolta quando leio notícias como as de cima, em que sinto que realmente o meu país só pode me querer ver daqui para fora. Como é que é possível que estejamos a viver nestas condições? Como é que isto é aceitável acontecer, numa sociedade como esta? E mais importante, como é que é possível mantermos os mais jovens motivados para a escola, para o seu futuro, quando tudo há sua volta está a dizer-lhes para saírem do seu país...?

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20 factos sobre mim

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    Há tempos fui taggada pela Sara para este desafio no instagram, mas para quem não anda por aquelas bandas, eu resolvi colocá-lo também aqui no blog (e para quem viu o desafio lá, eu alterei alguns factos para ser mais interessante hehe )

 

1 - Sou blogger anónima, e não pretendo revelar a minha identidade tão cedo.

 

2 - Sou psicóloga clínica, e adoro a minha profissão. No entanto, quando era pequena gostava de ser professora (a minha mãe é professora e eu ia muitas vezes fazer-lhe companhia nas suas aulas, quando era miúda, e afeiçoei-me àquilo).

 

3 - Sou LOUCA por gatos.  Por causa disso recentemente inscrevi-me num site para tomar conta de gatinhos de outras pessoas...

 

4 - Num dos primeiros encontros com o gajinho, para além do desastre que já vos contei, nós também chegámos a ficar presos na faculdade onde eu andava, e o meu pai teve que nos ajudar a saltar das grades para sair de lá! (Escusado será dizer que no dia seguinte, por causa das filmagens das câmeras de vigilância da faculdade, virei chacota da turma )

 

5 - Sou doida por chocolate, e como todos os dias. Seja em m&m's, bolos, gelados, etc.

 

6 - Tenho uma irmã de 18 anos que é tudo para mim 

 

7 - Adoro viajar, mas tenho um medo de morte de andar de avião...

 

8 - Em pequena, tive 5 anos de aulas de piano. Os meus pais sempre me disseram que tinha "mãos de pianista" (porque são muito magras e os meus dedos super estreitos), e então quiseram que eu andasse. No entanto, eu acabei por gostar muito das aulas, e lembro-me de adorar a minha professora.

 

9 - Já fui chamada duas vezes para ser figurante em novelas da televisão, no entanto ambas as minhas personagens acabaram por ser excluídas dos episódios... Nem doeu... #renegada 

 

10 - ADORO ler, e sempre que posso tenho um livro comigo.

 

11 - Prefiro ver filmes no cinema do que em casa (em casa é para ver séries!)

 

12 - O meu género favorito de filmes/séries é crime, mistério e thrillers psicológicos (como é óbvio ).

 

13 - O meu sonho é escrever um livro. Ainda não sei exatamente sobre o quê, mas adorava um dia poder olhar para uma livraria e ver um livro feito por mim 

 

14 - Na vida real sou extremamente tímida, e falar em público mete-me num ataque de nervos. Por isso muitas vezes recorro aos meus melhores amigos calmantes.

 

15 - Sou muito perfeccionista comigo e com os outros, o que pode se tornar um pouco cansativo por vezes...

 

16 - Uma vez, ainda em pequena, os meus pais perguntaram-me o que eu queria receber nos anos e eu disse que queria ir à lua. Foi estranho dizer isto, tendo em conta que já passo lá a vida... 

 

17 - Adoro ver vídeos de youtubers, especialmente americanos. E tenho uma crush pela Colleen Ballinger (mais conhecida por Miranda Sings - quando ela vier cá eu morro, ok? )

 

18 - Ando na natação livre, que desde já recomendo vivamente a toda a gente. Faz-nos bem não só fisica, como psicologicamente (e no meu caso ajudou-me muito a aliviar os meus sintomas de ansiedade )

 

19 - Sou do signo Virgem, ascendente em escorpião e lua em Peixes. Agora façam com essa informação o que vossemecês quiserem. 

 

20 - Adoro maquilhagem, e gosto especialmente de me maquilhar e de inventar novas pinturas no Halloween e Carnaval. 

 

    Apesar do objetivo disto não ser criar uma tag (até porque tenho sempre medo que ninguém acabe por responder... *cof cof*), desafio quem quiser para fazer também um post com 20 factos sobre si. Aquelas pessoas que fizerem taggem-me, pois também estou curiosa para saber um pouco mais sobre vocês  Um resto de uma boa semana!

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A Uber Eats estraga a experiência de comer fora?!

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    Há dias estava a comer fora com o gajinho, num McDonald's por sinal, e começámos a reparar na quantidade de pessoas da Uber Eats que chegavam para vir buscar encomendas de pedidos.

    E nisto, o gajinho começa num desabafo sobre o quão desagradável é ver um restaurante ser invadido por pessoal de mochilas verdes às costas, a ocupar muito espaço e muitas vezes a aumentar o tempo de espera de atendimento.

    Contou-me, por exemplo, que por causa da Uber Eats, no dia do Pai a fila para entrar naquele McDonald's dava a volta ao estabelecimento. "Isto para não falar das várias vezes em que fomos comer fora a outros restaurantes e que, como havia imensas pessoas da Uber Eats para atender, tivémos o dobro do tempo à espera para sermos atendidos", dizia-me ele. E tinha razão, aquilo realmente acontecera. Houve um restaurante em que tivémos quase 40 minutos para sermos atendidos.

    É claro que o problema não está nas pessoas que trabalham na Uber Eats - que estão apenas a fazer o seu trabalho -, nem nas pessoas que fazem os pedidos; mas talvez fosse melhor se os restaurantes começassem a organizar-se de maneira mais eficiente, e a arranjar formas de dar resposta a tanto pessoal (contratar mais empregados, dividir o espaço entre atendimento ao público e pedidos "take away"...)

    O que acham sobre isto? Partilham da mesma opinião?

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Boa Páscoa!

    Bom domingo de Páscoa a todos! 

    Nos últimos episódios da vossa amiga Carta:

  • Comecei a trabalhar (Hurray!!!!) e por isso também não tenho estado tão presente por aqui... Mas prometo que vos vou mantendo a par! 
  • Passei estas férias a fazer a maratona a séries da HBO: "Big Little Liars" e "O Cais" (sugerido pelo querido Insensato) foram as terminadas por agora, mas não tenciono ficar por aqui! Que séries vocês me recomendam, que sejam género crime/mistério/thriller?
  • Já me empaturrei em doces, como não é de estranhar da minha parte. Amêndoas, bolos e ovos de chocolate não me escapam, e a minha pele relembra-me isso todos os dias (cada vez que me olho ao espelho há uma nova amiga borbulha na minha cara...)
  • Fui comprar roupa para estrear no domingo de Páscoa. Pensei: "Ah e tal, o tempo está a melhorar, vou comprar um top e umas calças finas para usar". Resultado: Andei o resto do dia com um robe atrás... 

    Mas não me deixem sozinha nisto! E vocês, que têm feito por aí? Aproveitaram para dar uma voltinha estas férias? Enfardaram-se de chocolate e gulodices até não poderem mais?  

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Não há problema em admitirmos que não somos perfeitos!

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    Há dias fui a um congresso sobre psicologia, e devo-vos confessar que nunca me senti tão "FORA do baralho" como naquele dia.

 

    À minha volta só via pessoas engravatadinhas, demasiado bem-vestidas, e a discutir entre eles assuntos importantes.

    Depois, à medida que os oradores iam sendo apresentados para toda a plateia, era só: "Agora vai falar o Doutor Fulano tal, especialista em tal e tal, Mestrado em tal, Doutorado em tal, pós-graduado em tal ,pelo instituto britânica blá blá...", estão a perceber né? A lista de diplomas parecia não ter fim! Houve uma altura em que eu pensei que tinha terminado uma comunicação, e afinal tinham apenas acabado de apresentar um dos oradores... Este tipo de coisas acaba com a auto-estima de qualquer um! 

    E de volta e meia, havia um orador que dizia "Bem, e toda a gente sabe o que é que a terapia EMDR significa" ou "E não vale a pena eu estar a falar da intervenção que se faz com a criança neste caso, porque todos os presentes já sabem..." E eu só me apetecia dizer, lá do fundo da sala: "Eu não sei, alguém me pode explicar por favor?"

    Não consegui evitar sentir-me excluída daquele grupo, pois apesar de serem quase todos psicólogos, tinham todos muito mais habilitações do que eu, muitos mais anos de experiência, e uma aparência muito mais profissional (apesar de eu não me achar desleixada, mas estava com um visual muito mais "casual").

 

    E no meio disto tudo, com a minha auto-estima já arrasada depois de ouvir todos aqueles oradores a discursar, eis que UM deles, diz isto, a meio da sua apresentação:

 

    "- Eu sinceramente não sei porque é que vocês ainda me estão pr'aqui a ouvir, eu não faço ideia porque é que me chamaram para aqui! Não sou ninguém aqui ao lado dos meus colegas..." E começa-se a rir, envergonhado.

 

    E eu apeteceu-me levantar do meu lugar, e ir lá espertar-lhe um abraço! OBRIGADA!

    Obrigada por me fazer sentir menos burra, menos inferior, e mais real! Com este senhor aprendi que não é pelo número de diplomas que ficamos (mais) perfeitos, e que todos nós temos as nossas inseguranças e receios, mesmo gente "da alta" Hahah 

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