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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

A minha experiência com a ansiedade

 

    Tudo começou com a preocupação. Eu preocupo-me com tudo e com mais alguma coisa, e antigamente achava que não passava disso. Não era só preocupação em relação àquilo que eu estava a passar pessoalmente, mas com toda a gente à minha volta. É como se eu sentisse exatamente aquilo que os outros me dizem que estão a sentir, é tão estranho! Por exemplo, se alguém me dizia que estava a passar por uma fase menos boa na sua vida, eu não conseguia parar de pensar nisso, e no quoão mal essa pessoa estava (e no que eu poderia fazer para a ajudar); se sabia de alguém próximo que estava doente a mesma coisa; se estava com alguma incerteza em relação ao meu futuro, também começava a pensar em tudo aquilo que poderia correr mal... Foi aí que a preocupação se tornou em pensamentos obsessivos.

    Tudo coisas que eu achava normais na altura, que poderiam acontecer a toda a gente - e acontecem, até se tornar doentio. Comecei a sentir os sintomas físicos da ansiedade quando comecei a 'trabalhar' oficialmente numa empresa. Vieram as tonturas muito fortes, os batimentos cardíacos acelerados, a garganta seca, e as faltas de ar. Fui à psicóloga, e aquilo que temia aconteceu: disse-me que tinha um quadro de ansiedade generalizada instalado. E tudo passou a fazer sentido. Não era apenas preocupação com tudo e todos, não eram apenas pensamentos simples, mas coisas que precisavam de ser tratadas.

    Hoje em dia continuo a ser acompanhada por ela, que continua a fazer um excelente trabalho, mas isso não significa que a minha ansiedade tenha desaparecido. Nos momentos mais ansiogénicos para mim, ela está sempre presente: quando estou preocupada com algo que a minha família ou os meus amigos estejam a passar (por mais simples que seja, não consigo parar de pensar no pior cenário possível), nas apresentações orais em frente a muita gente, nos momentos tensos em que entro em conflito com alguém, etc. E lá vem a dificuldade em respirar, a cabeça às voltas, os suores frios...

    A diferença é que agora tenho aprendido técnicas de forma a controlar melhor a ansiedade que sinto (ou pelo menos, a evitar que ela aumente):

  • Distrair o meu pensamento, e distanciar-me o melhor  possível do local/momento/indivíduo ansiogénico para mim;
  • Fazer a respiração diafragmática (onde se privilegia a respiração através da elevação do abdómen, ao invés da torácica);
  • Tentar ao máximo racionalizar aquele momento (o que me está a causar este medo/preocupação? o que estou a sentir neste momento? qual o risco do pior cenário acontecer? e o que irá realmente acontecer?)...

    Para além disso, praticar exercícios de relaxamento (onde nos focamos em determinadas parte do nosso corpo e no que estamos a sentir, por exemplo) e de actividade física (pode ir de uma simples caminhada, até sessões mais exigentes no ginásio) nos tempos livres também se revelam óptimas formas de combater a ansiedade...

    Algum de vocês também já passou por momentos de grande ansiedade na vossa vida? E se sim, como lidaram com eles?

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5 coisas que me fazem relaxar

    Inspirada no post da querida Mariana Sofia ("5 coisas que me deixam feliz"), deu-me a ideia de escrever 5 coisas que me relaxam.

    Por isso aqui vai, as 5 primeiras coisas que eu me lembrei, que utilizo para diminuir a minha ansiedade e stress, e que espero que sirvam de inspiração para alguns de vocês também! :

 

1. Amigos&Amor&Família

    Por mais cliché que sooe, é verdade. Cada vez que me estou a sentir mais nervosa, não há nada que me relaxe mais do que estar com aqueles que eu amo. E como a Mariana também dizia no seu post e bem, os abraços apertados são a melhor coisa do mundo, principalmente nestas alturas... ♥

 

2. Ler

    A minha perdição são sempre livros de mistério, - e por isso o último que tinha lido era "A Viúva" de Fiona Barton (o que não recomendo muito) - no entanto, os livros de psicologia também têm um lugar muito especial no meu coração ... O que vou começar a ler agora chama-se "A Ansiedade nos Nossos Dias", e é do Diogo Telles Correia, um psiquiatra que nos dá dicas muito úteis para pôr em prática, para combater a ansiedade, stress e outros males do dia-a-dia.

 

3. Nadar

 

    Já vos contei que me inscrevi na natação livre? Para muitas pessoas olhar para o mar acalma, pois para mim eu preciso de estar mesmo com o rabinho dentro de água. E tendo ido apenas 2 vezes durante a semana que passou (que tem sido uma das mais stressantes para mim, e podem imaginar o porquê), tenho-vos a dizer que me tem feito maravilhas! Não só serve para descarregar toda aquelas energias que temos acumuladas durante a semana, como nos relaxa fisica e psicologicamente.

 

4. A minha psicóloga

    Se ainda não vos recomendei vezes suficientes, recomendo-vos agora mais uma vez: Se tiverem possibilidade, façam acompanhamento psicológico! A melhor maneira que o posso descrever é dizer-vos que é exatamente como ir a um spa, mas para a nossa mente. Faz milagres! Mesmo que pensem que são muito saudáveis e que não precisam dessas coisas, enganam-se!, faz bem a toda a gente e todos nós temos coisas a trabalhar (e a melhorar).

 

5. Ouvir música e fazer meditação

 

    A música também nos serve muitas vezes como terapia, pois há letras que nos tocam e nos fazem sentir mais compreendidos, e menos sós. É o caso desta música, "Anxiety", da Julia Michaels. É uma música super relaxante para mim, e que me acalma em momentos de maior stress. Para além desta, também oiço, para descontrair, alguns instrumentais utilizados para meditação que encontro no youtube, e também na aplicação de telemóvel Pacifica.

 

 

    Agora gostava muito de saber que músicas costumam ouvir para relaxar (para alargar o meu leque musical hehe)? E também, que coisas, para além destas, vos relaxam?

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A Psicologia das máscaras

 

BOM CARNAVAL A TODOS!!

    Espero que estejam a ter umas óptimas férias! E porque hoje é feriado de carnaval, resolvi falar um pouco sobre o significado das máscaras, segundo a psicologia.

    Segundo o psicólogo Jung, a "máscara" equivale ao termo "persona", que é utilizado para se referir à forma como nos apresentamos ao mundo. Jung diz que a persona diz respeito exclusivamente à forma como nos relacionamos com os outros, aos nossos papéis sociais, à forma como nos expressamos.

    Segundo ele, existem dois tipos de persona: uma para quando estamos sozinhos, e outra para quando estamos em convívio. Esta última pode apresentar características nossas positivas ou negativas, variando de pessoa para pessoa. E permite-nos proteger e reprimir sentimentos desagradáveis, e também criar uma identidade diferente, artificial, contrária à nossa personalidade.

    Por isso, desejo-vos um carnaval despojado da vossa persona social, e cheio de sonhos e fantasias fantásticas!! 

    Como vão passar o carnaval por esse lado?

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E que tal vamos de objetivos?

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    Hoje, em consulta, eu e a minha psicóloga falávamos da importância de ter objetivos de vida.

    Eu sempre fui uma pessoa com uma grande necessidade de ter objetivos. Preciso de saber qual é o meu propósito neste momento, qual é o passo que vou dar a seguir - caso contrário sinto-me perdida.

    Nunca fui muito de "ir na onda", e ver onde a vida nos leva. Eu não acho que é a vida que nos leva a algum lado, somos nós que levamos! E quanto mais depressa nos apercebermos disso, mais depressa começamos a tomar ações para que as coisas aconteçam, e mudem!

    E foi isso que disse hoje, à minha psicóloga: "Neste momento eu não estou a trabalhar, porque estou à espera que a Ordem dos Psicólogos dê autorização para poder começar o meu estágio profissional, no entanto, apesar de não me encontrar ocupada, tenho os meus objetivos futuros bem definidos.

    Tenciono fazer o estágio - que vai durar um ano -, depois começar a trabalhar como psicóloga clínica, abrir um consultório privado, tirar uma remessa de formações (aprender nunca fez mal a ninguém...), juntar os trapinhos com o gajinho, e... viajar muiiito! E é para isso que eu luto, todos os dias."

    E ambas chegámos à conclusão que ter objetivos em mente ajuda qualquer pessoa, sejam os objetivos que forem: "O meu sonho é ser mãe", "Aprender línguas!", "Conhecer novas pessoas e culturas", "Escrever um livro", "Tirar um curso de ...", etc!

    Se procurarmos realmente o que nos faz feliz e o que queremos para o futuro, e lutarmos para que isso aconteça, vamo-nos sentir muito mais realizadas. É verdade, as coisas nem sempre correm como nós prevemos, mas se dermos o nosso melhor para o conseguir, no final vai tudo valer a pena! O que interessa, a meu ver, é ter motivação para levar as coisas para a frente, por mais simples que sejam!

    E vocês, quais são os vossos objetivos de vida? 

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Análise Psicológica: "A Rede"

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    Deu ontem a última parte da reportagem "A Rede" no Jornal da SIC, e para quem acompanhou desse lado, gostava de saber se também ficaram com as mesmas questões 'penduradas', que eu fiquei.

    Pelo que eu percebi, uma mulher dos seus 40 anos fez-se passar por mais do que uma pessoa (perdi a conta ao número de perfis falsos que ela criou) das quais roubou as suas fotos; criou uma história à volta desses personagens - que incluía o aparecimento de cancros, mortes, acidentes de viação, etc., e envolveu uma série de pessoas na 'vida' destes personagens durante 2 anos... Isto é aquilo que se sabe, porque uma grande parte de mim acredita que ela criou (e ainda mantém) muitos mais perfis falsos que ainda não foram descobertos, e que estão - ainda - a prejudicar a vida de muitas pessoas.

    E as minhas questões, que ficaram por esclarecer, são: Quais foram os motivos reais que levaram esta fulana a infernizar a vida destas pessoas (que choravam e sofriam com estas manipulações emocionais constantes)? O que lhe vai acontecer no futuro? Fica livre para "magicar" as mais sofisticadas novelas da vida real? Continua a exercer a sua atividade profissional de professora? E de mãe? Será um pedido de desculpas e meia dúzia de tostões suficientes para pagar todo o desgaste emocional que provocou, em tanta gente?

    Eu posso não ter as respostas, mas tenho algumas sugestões. A minha hipótese é que esta mulher apresenta traços de psicopatia - também chamada por Perturbação Antissocial da Personalidade. Indivíduos com esta patologia apresentam, segundo os critérios do DSM-5, um padrão global de desrespeito e violação dos direitos dos outros, por incapacidade de se conformar com as normas sociais. São conhecidos por serem mentirosos compulsivos, e por usarem nomes falsos e enganar os outros, a fim de obter lucro ou prazer. Têm ações irresponsáveis, desrespeito por si e pelos outros e uma total ausência de remorsos (indiferença por terem magoado ou maltratado alguém).

    Por isso mesmo, achava fundamental que esta mulher fosse avaliada por um técnico de psicologia/psiquiatria, e receber o devido tratamento (seja ele medicamentoso, e/ou de internamento psiquiátrico). A meu ver, não deveria dar mais aulas até obter a devida aprovação pelos técnicos; e os filhos deveriam ser alvo de visitas de um assistente social, até ser comprovado que a mãe não representava um perigo para eles.

    Isto porque, para quem não sabe, a psicopatia é dos distúrbios mentais mais graves do espectro das doenças mentais, e pode também apresentar sinais de agressividade, violência, e comportamentos sexuais exacerbados, o que - como é óbvio - coloca em risco a relação destes indivíduos com os outros...

    Algum de vocês viu a reportagem? Qual é a vossa opinião?

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Grupo secreto pretende curar homossexuais?

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    Eu já nem costumo ir muito ao facebook (se calhar para não dar de caras com notícias como esta...), mas no outro dia uma das minhas melhores amigas mostrou-me esta notícia, e o meu mundo caíu-me aos pés.

    A notícia dava conta de que psicólogos (PSICÓLOGOS!!!), psiquiatras e padres da Igreja Católica dão sessões em consultórios privados, ou em igrejas, com o objetivo de "salvar as almas perdidas". Chamam-lhes terapias de conversão, e pretendem curar homossexuais, como se a homossexualidade se tratasse de uma doença ou patologia psicológica.

    E eu não sei se hei-de ficar mais chocada pelo facto de A) Em pleno século XXI a homossexualidade ainda ser encarada como algo que precisa de "cura", ou B) Parte das pessoas que acreditam nisso serem psicólogos!!!

    Eu senti-me tão ofendida, e envergonhada, por pessoas do meu ramo de trabalho estarem envolvidas neste esquema tão cruel.. Para quem não sabe, os psicólogos e psiquiatras, são regidos por todo um código ético e deontológico, que prevê o respeito pela dignidade e direitos do outro, bem como a promoção da integridade moral. Tudo coisas que são colocadas em causa por este grupo de pessoas!

    E deixem-me agora mostrar o meu espanto pela ineficiência da Ordem dos Psicólogos. Pelo que sei, a Ordem agiu prontamente quando um estagiário de psicologia afirmou-se como psicólogo no programa dos "Casados à Primeira Vista", mas agora que sabe que há um grupo secreto constituído por psicólogos (!!!) que tenciona promover sessões de psicologia para curar homossexuais, nada faz?!

    Como é que estes profissionais saiem impunes? Gostaria de saber o porquê, e quais as justificações, para estes psicólogos ainda continuarem a exercer a sua atividade profissional...

    Eles constituem um perigo para a nossa sociedade, não só pelos valores em que acreditam, mas pelas péssimas práticas que aplicam! Eles estão a colocar em causa todo a intervenção psicológica, e por isso apelo, Ordem, atue depressa!

 

    Caso queiram ver a reportagem completa, o link está disponível aqui.

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Prendas de Natal para a nossa saúde mental

    Para além da importância de ter o apoio da família, amigos, muito amor e todas essas coisas genéricas e não menos importantes, achei por bem hoje vir-vos falar de outro tipo de prendas, desta vez materiais, que são saudáveis para todos nós e excelentes presentes de Natal. Espero que gostem! 

 

"A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da", de Mark Manson

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    Mark Manson é um blogger, e escritor de auto-ajuda. E apesar deste livro não nos dar um palavreado técnico de estratégias para lidar com a nossa saúde mental, dá-nos antes formas de encarar a realidade, ajudando-nos a reconhecer as nossas falhas e limites, para depois conseguirmos ultrapassá-las. Descrevo este livro como uma "lufada de ar fresco" que todos nós precisamos de sentir de vez em quando, para nos relembrarmos do que realmente importa, e do que nos faz feliz. Está à venda em qualquer livraria.

 

Bath Bombs, da Lush

    Os banhos de espuma também são uma excelente forma de relaxar, e afastar as nossas preocupações do dia-a-dia (quantas vezes chegámos a casa, depois de um dia esgotante, tomámos um banho e sentimo-nos logo revigorados? ). Por isso mesmo, oferecer bombas de banho são sempre óptimas opções para qualquer um, mas especialmente para as mulheres, que são fãs delas. À venda na Lush!

 

"Diário de Gratidão" , de Autora Mistério

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    Infelizmente não sou eu a autora, mas bem que gostaria de ser!  Encontrei este Diário de Gratidão a navegar pela internet, e apaixonei-me. A investigação diz que ter um Diário de Gratidão melhora não só os nossos níveis de felicidade, como a nossa saúde psicológica e bem-estar. Estre "livro" dá espaço ao leitor de completar alguns desafios para melhorar o seu bem-estar consigo mesmo, como "O que sou e o que quero ser", "O que sou e não quero ser", "O que preciso para ser feliz", etc. Está à venda na Bertrand, Fnac e Wook.

 

Velas aromáticas

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    Está comprovado que estarmos rodeados de bons cheiros tem um efeito positivo no nosso estado de espírito. Por isso mesmo recomendo-vos oferecer velas aromáticas neste Natal, a todos aqueles que valorizam o seu espaço bem perfumado, e visualmente agradável. Estas velas estão à venda na Mr Wonderful, contudo também podem encontrar boas velas aromáticas na Zara Home, Ikea, Decathlon...

 

Bolsa de água quente

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    Muitas vezes o nosso stress do dia-a-dia começa a afetar também o nosso corpo. E quando a exaustão psicológica chega ao nosso físico há que tomar bem conta dele. E daí lembrei-me das bolsas de água quente, tão úteis para agora, especialmente neste inverno tão frio... À venda na Ale-hop e Primark.

 

"Mindfulness - O Livro de Colorir", de Emma Farrarons

    Os livros de colorir já não são apenas para crianças. São vários os psicólogos e especialistas em saúde mental que recomendam as pessoas a utilizarem livros de colorir, a fim de dar asas à sua imaginação, e ocupar-lhes a mente. O acto de pintar não só é relaxante e terapêutico em si, como nos obriga a focar no presente, e deixar de lado os pensamentos do passado e do futuro (que nos causam muitas vezes ansiedade e depressão. Este está à venda na Fnac e Bertrand, mas podem encontrar vários livros do mesmo gênero, para adultos.

 

Caneca e Infusor de chá

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    E por último, há algo mais relaxante do que beber chá? O chá tem propriedades que nos trazem tranquilidade e bem-estar. Por isso, deixo-vos aqui uma sugestão para os amantes de chá: uma caneca com frases positivas, e/ou um infusor de chá. Neste caso a caneca da foto foi retirada do site Etsy, e o infusor em forma de dinossauro da Amazon (digam lá que não é adorável?!).

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Análise psicológica à Eliana

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    Para quem não vê os Casados, a Eliana é uma das raparigas que concorreu para encontrar o seu match perfeito: é jovem, bonita, e igual a tantas outras raparigas portuguesas.

    Digo isto porque, no programa de ontem, deu para me aperceber que a Eliana tem tendência para se relacionar com rapazes mais instáveis, que procuram mais vezes o conflito. No caso dela, como o Dave é uma pessoa claramente calma, fácil de se relacionar e que a ama incondicionalmente, ela afasta-se, porque não é, como ela ontem dizia "a sua zona de conforto" - aquilo a que ela está acostumada.

    E quando analisamos a história da Eliana, podemos compreender melhor a sua tendência para relacionamentos tóxicos.

 

    Pelo que se sabe, a Eliana teve uma história de vida complicada: os pais divorciaram-se ainda em pequena (e daí provavelmente a sua dificuldade em acreditar nas relações felizes e duradouras); perdeu a mãe muito nova - numa morte muito mal explicada, levantando a própria Eliana a hipótese de suicídio (que lhe vai originar o medo de abandono: "A minha mãe, que estava a cuidar de mim matou-se, abandonou-me"); e a saída do irmão para o estrangeiro e o facto de ficar em casa dos avós pode também ter alimentado a ideia de rejeição dos outros (e daí a sua carência tão grande, que leva a uma auto-estima muito baixa: "O meu irmão, a minha mãe e o meu pai deixaram-me, ninguém me quer. Não sou desejada.").

    Compreendendo a sua história de vida, talvez seja mais fácil perceber certos comportamentos dela. Por um lado, a sua "exigência" tão grande com os outros, vêm do facto de querer alguma compensação pelo facto de nunca ter tido ninguém; por outro, esta sua "frieza" ao afastar tudo o que há de bom (Dave) tem a ver com a sua baixa auto-estima, e achar que não é merecedora de tal amor, porque nunca o foi, e por isso não seria agora que isso iria mudar.

    A meu ver, os especialistas deviam fazer aqui um trabalho de aumentar a auto-estima, e confiança, da Eliana, para fazer com que ela se amasse primeiro, para depois poder amar quem quer que fosse.

    Achei que seria engraçado deixar-vos esta minha análise ao caso, porque como devem imaginar, como ela existem muitas (e muitos) neste país, e acho importante por isso refletirmos sobre construirmos relação mais felizes, e promissoras. 

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Dicas para construir relações mais felizes

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    Antes de tudo, gostaria de agradecer a todos os que votaram na Carta para Sapos do ano, na categoria Saúde. Nem noutra vida eu imaginaria ficar entre os 5 blogs mais votados para o que quer que fosse, por isso muito obrigada aos sapinhos e sapinhas que me fizeram hoje acordar com um sorriso estampado no rosto! Para mim já foi uma super vitória! No entanto, se quiserem continuar a apoiar-me, é só votar aqui

    Depois, tenho-vos a dizer que estes dias tenho andado a aproveitar as férias com o meu gajinho - e muito bem!, - e tudo graças aos conselhos da minha psicóloga. "Alimentar" uma relação pode não ser fácil, especialmente quando se trata de uma primeira relação amorosa, e que dura há já 4 anos.

    Por isso hoje trago-vos conselhos reais, aplicados por mim e pelo gajinho, que nos ajudam a construir relações com os outros mais saudáveis, e mais felizes. Here we go:

  • Comunicação Assertiva: Trocar as frases do «tu» pelo «eu». Em vez de dizer "Tu fazes sempre isto..."  ou "Tu és..." , dizer "Eu sinto que, cada vez que isto acontece, fico magoada/triste porque...". Isto dá ao outro a possibilidade de entender o que estamos realmente a sentir, ao invés de se sentir culpado de alguma coisa.
  • Aceitar o outro: Muitas vezes tendemos a imaginar que somos perfeitos, ou que existem pessoas perfeitas para nós - que não erram. Este pensamento não só é ilusório, como cria uma expetativa irrealista em nós, e no outro. É importante darmos conta que todos nós temos qualidades e defeitos, bem como o nosso parceiro, e que devemos respeitá-los, e não tentar mudá-los. Amar é aceitar que o outro não pensa e age da mesma meneira que nós. Devemos sim compreender, e adaptarmo-nos.
  • Saber perdoar: Quando surge alguma divergência, e depois da resolução do problema, devemos perdoar o outro e ter a capacidade de seguir em frente, pois só assim é possível evoluir na relação. Fazer as pazes depois de uma discussão é também fundamental, bem como pedir desculpa pelos erros, e delinear estratégias para a resolução de problemas. O foco deve ser na solução, e não no problema.
  • A individualidade: É comum algumas pessoas verem o casal como um só, ao invés de duas pessoas distintas. Este pensamento torna-se perigoso quando um parceiro passa a fazer de tudo pelo outro, se anula por ele, deixa de acreditar em si próprio, e se torna excessivamente ciumento e dependente dele. Quem ama, deve confiar em si próprio e no outro, dando-lhe liberdade para ser ele próprio, e não exigindo demasiado do parceiro. É fundamental respeitar os três tempos: o tempo do parceiro, o nosso tempo e o tempo do casal juntos.

    Por esses lados, o que têm feito? E o que acharam das dicas?

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