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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

#2Desafio Selfcare

 

    Tal como vos disse na última sexta-feira, a partir de agora irei-vos colocar aqui um desafio saudável, algo que contribua para o nosso bem-estar, todas as 6ªs-feiras. Os mais corajosos, podem-se juntar a mim! E por isso, cá vai...

 

DESAFIO DA SEMANA:

Hoje, troque o telemóvel por um bom livro. 

 

    Qual é a vossa leitura do momento? 

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Sobre ser psicóloga...

 

    Hoje - (dia 4 de Setembro) - assinala-se o Dia Nacional do Psicólogo, e por isso mesmo resolvi falar-vos um pouco sobre a minha profissão, e aquilo que faço.
 
    Podia-vos escrever sobre o facto da Psicologia não ser valorizada em Portugal, ou sobre a nossa Ordem servir muito mais para nos roubar ao bolso, do que para nos proteger, mas - e apesar disso ser tudo muito verdade...-, hoje apetece-me mais falar sobre a parte boa de se ser psicóloga. 
 
 
    No outro dia, acerca de uma formação sobre orientação vocacional, percebi porque amo tanto a minha profissão. Num dos testes que são feitos aos miúdos, para os ajudar na escolha da sua vocação, estão as seguintes perguntas: "Que tarefas rotineiras (lidas domésticas, ocupações de tempos livres, etc.) gostas de fazer? E quais achas que são as razões por detrás delas?". Inconscientemente, já vos deve ter vindo algumas respostas às vossas cabeças. À minha também veio: "Gosto de ler livros sobre mistérios, ver séries de thrillers e mistérios por resolver, etc."
    Em suma, tudo o que tem a ver com enigmas, e que me faça querer desvendar algum mistério, dá-me um friozinho na barriga, porque é aquilo que me dá pica, que eu gosto. Logo, me escorreu. Eu adoro ser psicóloga porque o meu dia-a-dia é precisamente esse. É desvendar aquilo que vai na mente de cada um de nós, é procurar 'resolver' os mistérios da mente.
 
    Quando alguém se senta à minha frente, eu não sei absolutamente nada sobre essa pessoa. É a relação que vamos construindo as duas ao longo do tempo que me vai ajudar a perceber quem é aquela pessoa, de onde vem, o que faz, que motivos a trazem à minha consulta... E como eu a posso ajudar, claro. 
    É como um cubo mágico que tenho por resolver, ou um puzzle gigante por completar. É um caminho que se vai construindo, pouco a pouco, pelas duas partes. 
    Isso não quer dizer que consiga desvendar a 100% muitos dos mistérios que passam por mim diariamente, - seria muito ingénua (e parva!) se pensasse que sei tudo sobre essas pessoas -, mas a boa notícia é que estão sempre a surgir novas aventuras para embarcar!
 
     E é por isso que nunca me hei-de cansar desta vida. Porque, - se Deus quiser -, vão haver sempre novas pessoas para acompanhar, e novos mistérios por resolver... 
    Do vosso lado, porque gostam tanto da vossa profissão?
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#32DomingodeConsultório: Como lidar com o stress pós-férias?

 
 
    Há tempos fiz um post sobre como desligar do stress do trabalho nas férias, e várias pessoas sugeriram-me fazer um sobre como lidar com o regresso ao trabalho e o stress pós-férias. Por isso, aqui está ele.
 
    Esta mudança de mindset 'férias-trabalho' é muitas vezes feita de forma abrupta, pois chegamos das férias, do descanso e relaxamento, para um ambiente caótico, com muito trabalho acumulado das férias, e stresses. É este choque repentino que nos pode causar tristeza, falta de motivação e irritabilidade, no período pós-férias.
 
    O que podemos fazer para lidar com este regresso da melhor maneira?
  • Começar com calma. O ideal, nos primeiros dias de trabalho, é evitar marcar reuniões importantes, e tentar ao máximo gerir as expetativas para os dias futuros. Os primeiros dias deviam funcionar mais como um planeamento para tudo aquilo que é importante no futuro;
  • Focarmo-nos nos pontos positivos. Talvez seja aquele projecto que está agora a desenvolver, ou o encontrar-se com alguns colegas de trabalho... Por mais difícil que seja ao início, há sempre aspectos positivos a recordar, que nos mantêm mais motivados;
  • Procurar sair da rotina. Que tal apostar numa nova atividade física depois do trabalho, iniciar uma nova série/livro, ou ainda começar a planear as futuras férias? Ao procurarmos inovar os nossos dias, a ideia de regressar ao trabalho não vai parecer tão má como antes...
  • Ter hábitos saudáveis. Por mais cliché e repetitiva que sooe, eu acho sempre importante relembrar que uma boa noite de sono e descanso (pelo menos 8h), é fundamental para um bom regresso ao trabalho. A prática de meditação também ajuda a diminuir os nossos níveis de ansiedade e stress. Para além disso, o desporto, a ioga, a corrida, a escrita num diário... são outras estratégias que permitem uma melhoria do nosso bem-estar.
  • Por último, reflectir sobre o nosso emprego. Tire algum tempo para refletir: este trabalho faz-me feliz? realizado/a? o que posso fazer para geri-lo da melhor maneira?
 
    É importante estarmos atentos aos primeiros sinais de desgate, e à sua duração. Se vermos que temos sintomas recorrentes de esgotamento e exaustão emocional (fadiga, irritabilidade fácil, sono alterado, etc.), o ideal é consultar um profissional de saúde. Só desta forma é possível prevenirmos o desenvolvimento do síndrome de burnout -  distúrbio emocional que afecta muitos dos trabalhadores portugueses...
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Desafio Selfcare

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    Hoje vou começar um novo segmento aqui no blog: O Desafio Selfcare!

    O objetivo é todas as semanas eu colocar-vos aqui um desafio saudável, e que contribue para a melhoria do nosso bem-estar (e ao mesmo tempo desafio-me também a mim própria!). É tão simples quanto isso 

 

O DESAFIO DA SEMANA DE HOJE É:

Convide o seu grupo de amigos para um jogo de tabuleiro! 

 

    O que acharam da ideia? 

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Não ter medo de mudar :)

 

    Pois é verdade, eu tenho andado (muito) desaparecida por estas bandas, e vou-vos explicar o porquê.

 

    Para quem não sabe, eu em meados de Junho despedi-me de um emprego muito tóxico - que me estava a prejudicar tanto a nível pessoal (a minha auto-estima estava arrasada) como profissional (pois não sentia que estava a exercer um bom trabalho enquanto psicóloga, por estar tão mal).

    Nessa altura sentia-se super insegura, e assustada, com o que o futuro me reservava. "E agora o que é que me vai acontecer daqui para a frente? A psicologia não é nada valorizada em Portugal, eu não vou encontrar um lugar para mim tão cedo." 

    Ora, deixem-me vos dizer uma coisa: estes pensamentos não ficaram muito tempo a ruminar na minha cabeça... Passado uns dias fui chamada para uma entrevista numa empresa! Algo que me deixou em êxtase, mas sempre de pé atrás; só pensava "Calma, não lances foguetes antes da festa, isto não significa nada..." ).

    No entanto, dias mais tarde, ligaram-me a dizer que tinha sido aceite! A minha procura por um novo emprego demorou muito menos tempo do que eu imaginava! Menos de 2 semanas, mais concretamente.

    E com isto quero-vos dizer o seguinte:

  • Não, não é NADA fácil encontrar emprego na minha área (Psicologia), tal como em muitas outras, infelizmente;
  • E sim, tive imensa sorte, mas também sinto que foi um conjunto de outros factores. Factores como: persistência (candidatava-me a ofertas todos os dias, enviava currículos espontâneos, alarguei a minha rede de contactos na minha área, etc.), a minha experiência na área, notas de faculdade, etc.

 

    Digo-vos isto para ficarem com esta mensagem para vocês: Não desistam de lutar por vocês, e pela vossa felicidade. 

    Sim, há muitos aspectos da nossa vida que podem estar sujeitos à 'sorte' ou ao 'destino' (do género: estar no sítio certo, à hora certa), mas também há muita coisa que depende de nós! Se nós não tivermos a iniciativa de mudar, se nós não tomarmos ações nesse sentido, não nos surgem este tipo de oportunidades.

    Eu agora estou a trabalhar num sítio onde me sinto muito mais feliz e realizada (para não falar que tenho um salário, e não recebo por recibos verdes, como no estágio anterior). E, se eu nunca tivesse dado este passo para mudar, eu nunca teria tido oportunidades como esta.

    Mesmo quando tudo parecer perdido (como foi o meu caso, quando senti que estava a 'desperdiçar' a minha primeira oportunidade de emprego que me tinha aparecido), há sempre aquela luzinha ao fundo do túnel. Por isso, se há algo na vossa vida que vos deixa infeliz, não percam o vosso tempo precioso nisso. Lá diz o ditado, e com razão:  "Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela." 

 

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A minha experiência com a ansiedade

 

    Tudo começou com a preocupação. Eu preocupo-me com tudo e com mais alguma coisa, e antigamente achava que não passava disso. Não era só preocupação em relação àquilo que eu estava a passar pessoalmente, mas com toda a gente à minha volta. É como se eu sentisse exatamente aquilo que os outros me dizem que estão a sentir, é tão estranho! Por exemplo, se alguém me dizia que estava a passar por uma fase menos boa na sua vida, eu não conseguia parar de pensar nisso, e no quoão mal essa pessoa estava (e no que eu poderia fazer para a ajudar); se sabia de alguém próximo que estava doente a mesma coisa; se estava com alguma incerteza em relação ao meu futuro, também começava a pensar em tudo aquilo que poderia correr mal... Foi aí que a preocupação se tornou em pensamentos obsessivos.

    Tudo coisas que eu achava normais na altura, que poderiam acontecer a toda a gente - e acontecem, até se tornar doentio. Comecei a sentir os sintomas físicos da ansiedade quando comecei a 'trabalhar' oficialmente numa empresa. Vieram as tonturas muito fortes, os batimentos cardíacos acelerados, a garganta seca, e as faltas de ar. Fui à psicóloga, e aquilo que temia aconteceu: disse-me que tinha um quadro de ansiedade generalizada instalado. E tudo passou a fazer sentido. Não era apenas preocupação com tudo e todos, não eram apenas pensamentos simples, mas coisas que precisavam de ser tratadas.

    Hoje em dia continuo a ser acompanhada por ela, que continua a fazer um excelente trabalho, mas isso não significa que a minha ansiedade tenha desaparecido. Nos momentos mais ansiogénicos para mim, ela está sempre presente: quando estou preocupada com algo que a minha família ou os meus amigos estejam a passar (por mais simples que seja, não consigo parar de pensar no pior cenário possível), nas apresentações orais em frente a muita gente, nos momentos tensos em que entro em conflito com alguém, etc. E lá vem a dificuldade em respirar, a cabeça às voltas, os suores frios...

    A diferença é que agora tenho aprendido técnicas de forma a controlar melhor a ansiedade que sinto (ou pelo menos, a evitar que ela aumente):

  • Distrair o meu pensamento, e distanciar-me o melhor  possível do local/momento/indivíduo ansiogénico para mim;
  • Fazer a respiração diafragmática (onde se privilegia a respiração através da elevação do abdómen, ao invés da torácica);
  • Tentar ao máximo racionalizar aquele momento (o que me está a causar este medo/preocupação? o que estou a sentir neste momento? qual o risco do pior cenário acontecer? e o que irá realmente acontecer?)...

    Para além disso, praticar exercícios de relaxamento (onde nos focamos em determinadas parte do nosso corpo e no que estamos a sentir, por exemplo) e de actividade física (pode ir de uma simples caminhada, até sessões mais exigentes no ginásio) nos tempos livres também se revelam óptimas formas de combater a ansiedade...

    Algum de vocês também já passou por momentos de grande ansiedade na vossa vida? E se sim, como lidaram com eles?

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5 coisas que me fazem relaxar

    Inspirada no post da querida Mariana Sofia ("5 coisas que me deixam feliz"), deu-me a ideia de escrever 5 coisas que me relaxam.

    Por isso aqui vai, as 5 primeiras coisas que eu me lembrei, que utilizo para diminuir a minha ansiedade e stress, e que espero que sirvam de inspiração para alguns de vocês também! :

 

1. Amigos&Amor&Família

    Por mais cliché que sooe, é verdade. Cada vez que me estou a sentir mais nervosa, não há nada que me relaxe mais do que estar com aqueles que eu amo. E como a Mariana também dizia no seu post e bem, os abraços apertados são a melhor coisa do mundo, principalmente nestas alturas... ♥

 

2. Ler

    A minha perdição são sempre livros de mistério, - e por isso o último que tinha lido era "A Viúva" de Fiona Barton (o que não recomendo muito) - no entanto, os livros de psicologia também têm um lugar muito especial no meu coração ... O que vou começar a ler agora chama-se "A Ansiedade nos Nossos Dias", e é do Diogo Telles Correia, um psiquiatra que nos dá dicas muito úteis para pôr em prática, para combater a ansiedade, stress e outros males do dia-a-dia.

 

3. Nadar

 

    Já vos contei que me inscrevi na natação livre? Para muitas pessoas olhar para o mar acalma, pois para mim eu preciso de estar mesmo com o rabinho dentro de água. E tendo ido apenas 2 vezes durante a semana que passou (que tem sido uma das mais stressantes para mim, e podem imaginar o porquê), tenho-vos a dizer que me tem feito maravilhas! Não só serve para descarregar toda aquelas energias que temos acumuladas durante a semana, como nos relaxa fisica e psicologicamente.

 

4. A minha psicóloga

    Se ainda não vos recomendei vezes suficientes, recomendo-vos agora mais uma vez: Se tiverem possibilidade, façam acompanhamento psicológico! A melhor maneira que o posso descrever é dizer-vos que é exatamente como ir a um spa, mas para a nossa mente. Faz milagres! Mesmo que pensem que são muito saudáveis e que não precisam dessas coisas, enganam-se!, faz bem a toda a gente e todos nós temos coisas a trabalhar (e a melhorar).

 

5. Ouvir música e fazer meditação

 

    A música também nos serve muitas vezes como terapia, pois há letras que nos tocam e nos fazem sentir mais compreendidos, e menos sós. É o caso desta música, "Anxiety", da Julia Michaels. É uma música super relaxante para mim, e que me acalma em momentos de maior stress. Para além desta, também oiço, para descontrair, alguns instrumentais utilizados para meditação que encontro no youtube, e também na aplicação de telemóvel Pacifica.

 

 

    Agora gostava muito de saber que músicas costumam ouvir para relaxar (para alargar o meu leque musical hehe)? E também, que coisas, para além destas, vos relaxam?

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A Psicologia das máscaras

 

BOM CARNAVAL A TODOS!!

    Espero que estejam a ter umas óptimas férias! E porque hoje é feriado de carnaval, resolvi falar um pouco sobre o significado das máscaras, segundo a psicologia.

    Segundo o psicólogo Jung, a "máscara" equivale ao termo "persona", que é utilizado para se referir à forma como nos apresentamos ao mundo. Jung diz que a persona diz respeito exclusivamente à forma como nos relacionamos com os outros, aos nossos papéis sociais, à forma como nos expressamos.

    Segundo ele, existem dois tipos de persona: uma para quando estamos sozinhos, e outra para quando estamos em convívio. Esta última pode apresentar características nossas positivas ou negativas, variando de pessoa para pessoa. E permite-nos proteger e reprimir sentimentos desagradáveis, e também criar uma identidade diferente, artificial, contrária à nossa personalidade.

    Por isso, desejo-vos um carnaval despojado da vossa persona social, e cheio de sonhos e fantasias fantásticas!! 

    Como vão passar o carnaval por esse lado?

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