Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Como correu o Desafio 30 Dias de Bem-estar?

desafio 30 dias.jpg

    Terminou ontem o desafio que criei, e comecei, há um mês atrás. O meu objetivo era criar hábitos de vida mais saudáveis (como praticar meditação, fazer caminhadas...), e sentir-me melhor. Posso dizer-vos que nem sempre foi fácil "encaixar" a tarefa incumbida ao dia em questão, por isso confesso que aldrabei alguns dias...

    A primeira semana foi bem cumprida (de Dia 1 a 7)! A meditação no primeiro dia soube-me muito bem, tal como o banho de espuma (que estava D-I-V-I-N-A-L, e recomendo!). A caminhada já me custou um bocado mas isso é porque a vossa amiga Carta não está habituada a mexer uma perna 

    Na segunda semana, achei a lista dos objetivos a realizar (Dia 8), e a lista da forma como eu e os outros me vêem (Dia 9) muito úteis. Dias depois fui confirmar, e os objetivos tinham sido todos cumpridos nas datas corretas, o que foi óptimo  Também a sessão de yoga, nessa semana, foi muito engraçada... Aquilo que dizia no youtube "para iniciantes", eu achei que na verdade era para pessoas desdobráveis... Quando acabei o exercício estava sem fôlego 

    A semana de Dia 15 foi muito dedicada à tese, e por isso a reorganização do quarto (Dia 16) ficou um bocadinho "pendente" (até hoje ahah). Gostei da sessão de áudio de mindfulness, e dos exercícios de respiração (utilizei a aplicação Headspace, que adoro). E o objetivo do Dia 20 - beber 3l de água - foi muito bem cumprido da minha parte! Sei disso porque passei o tempo todo na wc 

     A semana de Dia 22 foi, a meu ver, a mais descuidada. O dia sem redes sociais (Dia 23) só fiz no dia seguinte , o que veio atrasar todos os exercícios dos dias seguintes. Achei piada ao Dia 25, que era o dia de escrever todas as coisas boas que me aconteceram, e curiosamente, foi o dia em que fui ao médico e me diagnosticaram com a gastroenterite viral - a qual ainda estou a fazer o tratamento...  Foi o destino 

    Por último, o exercício do Dia 29 também achei interessante. As crianças eram aquelas que sem dúvida me sorriam de volta (tão queridas!), já os adultos via-se que muitas vezes questionavam a minha sanidade mental - e não era para menos... 

    De modo geral, foi um desafio bem conseguido, e que me fez estar muito mais calma durante o mês de Setembro. Estava sempre "à coca" de qual seria o meu desafio daquele dia, o que foi muito giro, e vou sem dúvidas sentir falta.

    Se quiserem, podem acompanhar as minhas aventuras e desaventuras neste Desafio, nos instastories da @umacartaforadobaralho, nos destaques "Desafios". Estejam também à vontade para o fazer durante os próximos meses! Garanto-vos que vai ser uma experiência muito divertida, e que fará a vossa saúde mental bater palminhas! :) E a vocês, como correu o mês de Setembro?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Até onde estamos dispostos a ir por amor?

    Há dias, em conversa com um amigo meu, falávamos das nossas experiências de relacionamentos amorosos, e das peripécias que nelas encontramos. E ficou-me em mente uma frase que ele disse, a propósito do fim do seu relacionamento (onde a sua namorada lhe disse que já não o amava): "Eu vou fazer tudo para que as coisas entre nós resultem, e tenciono encontrar-me com ela na próxima semana e fazê-la voltar a apaixonar-se por mim." E aquilo ficou-me na cabeça: será que cabe a nós convencer o outro a amar-nos?

    Porque, para mim, uma coisa são as discussões típicas de casal, aquelas em que o casal se chateia por algum motivo, mas ainda continua a amar-se, e os dois lutam para que tudo se resolva o mais rapidamente possível. Outra coisa, contudo, é quando o amor morreu, e alguém da relação decide terminar porque já não sente pelo outro o que sentia antes. Neste caso, para mim, visto o amor não ser recíproco, não há muita coisa que esteja nas nossas mãos fazer.

    Então tentei perceber o que levaria o meu amigo a dizer frases como aquela, e que tipo de relação amorosa ele tivera estabelecido com aquela rapariga. E fui à psicologia para encontrar soluções.

    Segundo a teoria do apego de Bowlby, os adultos podem-se enquadrar em quatro estilos de relacionamento amoroso:

  • O seguro, que inclui indivíduos seguros de si mesmos e da relação com os outros;
  • O ansioso-ambivalente, que se caracteriza por indivíduos inseguros na sua relação consigo e com os outros, e que demonstram querer o máximo de atenção possível do outro. São normalmente indivíduos que tendem a fazer tudo para agradar o parceiro de forma a que este fique com ele, e são muitas vezes dependentes da relação com o outro;
  • O ansioso-evitante, tende a ser frequente em indivíduos com baixa auto-estima, que tiveram pais bastante restritos em criança e por isso agora evitam-se relacionar com os outros;
  • E o ansioso-desorganizado, aquelas pessoas que não criaram uma relação de segurança com nenhum adulto em pequenos, e em adultos sentem-se não merecedores de amor. Têm uma auto-estima muito baixa.

    E olhando para aqui talvez consiga perceber melhor que, há várias formas de nos relacionarmos com os outros, e que não há necessariamente uma forma correta, e uma errada (há, provavelmente, estilos de nos relacionarmos mais saudáveis que outros).

    Pois, enquanto que na minha opinião, seria bizarro ter uma relação com alguém onde estaria a depender do seu amor; isto é apenas um ponto de vista. E, pelos vistos, há vários a ter em conta... Agora estou curiosa: Qual é a vossa opinião sobre este tema? O que acham? 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

A estreia do Dia Nacional do Psicólogo!

    Hoje celebra-se, pela primeira vez, o Dia Nacional do Psicólogo (4 de Setembro)! E a Ordem dos Psicólogos desafiou-nos, por isso, a escrever sobre "Ser psicólogo é...".

    Ora, para mim, ser psicólogo é, mais que tudo, ser (bom) conselheiro. É, apesar de oficialmente não se dizer, um amigo, que está sempre presente para nós: nos bons, e especialmente nos maus, momentos.

    Ser psicólogo é ter empatia pelos outros, sentir o que o outro está a sentir, sem julgamento e preconceito. O psicólogo tem puramente um único objetivo na vida: ajudar o outro. E acreditem quando digo que o psicólogo faz tudo o que estiver ao seu alcance para ver o bem-estar da pessoa que tem à sua frente. 

    Cada psicólogo tem a sua área de especialidade e a sua personalidade, e não nos podemos esquecer que os psicólogos são também pessoas, e que os seres humanos são seres imperfeitos. Por isso, nem sempre a terapia pode correr como imaginávamos, o psicólogo nem sempre pode dizer aquilo que esperávamos, e a sua abordagem nem sempre pode ser a mais indicada para nós. E não há mal nenhum nisso.

    No mundo, acredito que há relações compatíveis, e relações incompatíveis. E com os psicólogos e os seus pacientes, acredito que acontece a mesma coisa.

    Os psicólogos lidam com a "parte" de nós que tentamos esconder do mundo - o tal inconsciente, que tanto me fascina  -, e por isso a sua profissão nem sempre é fácil. Ajudar a lidar com os medos e ansiedades, fazer um luto difícil, impedir tentativas suicidas são algumas das tarefas que nos cabe a nós, enquanto profissionais de saúde mental.

    Mas é este desafio diário, de lidar com os sentimentos dos outros e com os de nós próprios também, que eu tanto amo de corpo e alma, e não trocaria por nada. Ver a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida da pessoa que temos connosco, é a melhor recompensa desta minha profissão...

    Por último, gostava de homenagear também a nossa querida Ordem dos Psicólogos, que tem feito notórios progressos recentemente, não só com a inauguração desde dia tão especial, como também com a abertura dos Concursos Públicos (que já há 20 anos não existiam), que acho que é algo histórico e digno de ser celebrado. Parabéns a todos nós! 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Desafio: 30 Dias de Bem-estar

desafio 30 dias.jpg

    Boas tardes, espero-vos bem por esse lado!  Hoje estou muito entusiasmada porque decidi começar aqui um novo desafio, neste primeiro dia de Setembro, criado por mim!

    Tenho-me inspirado em várias bloggers, como a Just Smile, e a Tótó, que começaram a fazer os "Desafios de 30 Dias...". E daí me surgiu a ideia de começar eu própria um desafio, que se baseasse em exercícios e conselhos psicológicos, dados muitas vezes por ténicos de saúde mental, de forma a melhorar o nosso bem-estar, e qualidade de vida.

    Hoje, como 1º dia do desafio, já fiz a minha meditação de 10 minutos, e digo-vos que soube-me lindamente... No meu caso, eu utilizei a aplicação Headspace, que já sou fã há algum tempo. Lá, há vários áudios de meditação disponíveis gratuitamente, para vos fazer meditar e relaxar. Aconselho especialmente a quem sofre de stress e ansiedade, embora recomende a toda a gente utilizá-la - tomar conta da nossa saúde mental nunca é demais...

    Além disso, a minha psicóloga disse-me, há tempos, "Se meditarmos todos os dias um bocadinho - mesmo quando não estamos sob situações de stress -, mais facilmente nos conseguimos acalmar quando nos encontrarmos stressados e ansiosos."

    Por isso, caso queiram acompanhar este meu desafio sigam o meu dia-a-dia no instagram, e caso prefiram participar, o desafio de 30 Dias de Bem-estar está aberto a toda a gente! Não se esqueçam de me avisar se o fizerem, pois adorava ir-vos acompanhando também! 

    Desejo a todos um óptimo mês de Setembro 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

A minha análise psicológica a Bruno de Carvalho

meme-de-bruno-de-carvalho.jpg

    No outro dia estava o gajinho a falar-me do Bruno de Carvalho, e da sua insistência em continuar a ser o Presidente do Sporting (mesmo contra tudo e contra todos), e eu comecei a dizer-lhe que, se esse homem fosse meu paciente, eu já sabia qual era o seu diagnóstico, e prossegui a dizer-lhe. E o gajinho virou-se para mim e disse: "Olha que excelente ideia para um post no teu blog! Fazeres o perfil psicológico do Bruno de Carvalho! " E não é que é mesmo?

    Claro que esta é altura de colocar aqui um disclamerzito a dizer que, como é óbvio, (e graças a Deus, se mo permitem), eu não conheço este senhor pessoalmente, por isso posso estar enviesada no meu "diagnóstico". Tudo aquilo que digo é com base naquilo que oiço, que me dizem, ou que vejo, de atitudes do ex-presidente do Sporting.

    Ora cá vai! A meu ver, o Bruno de Carvalho pode ter um transtorno de personalidade narcisista. Este transtorno ocorre em pessoas que têm grandes sentimentos de superioridade e omnipotência, e grande necessidade de serem admirados pelos outros. Ambiciosos pelo sucesso, riqueza e poder, e aparentemente confiantes, os indivíduos com transtorno de personalidade narcisista aspiram a altos cargos, mas muitas vezes têm dificuldade em mantê-los devido à sua dificuldade em lidar com críticas, e adversidades que surjam.

    Quando sentem a sua imagem "atacada" tendem a reagir de forma impulsiva e agressiva. Invejosos e arrogantes, estes indivíduos normalmente não sentem culpa por usar os outros como meios para atingir o seu fim.

    O que acharam? Acham que a análise psicológica encaixa ao ex-presidente do Sporting que nem uma luva, ou nem por isso?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Distúrbio de videojogos: uma doença mental?!

    Recentemente, a OMS reconheceu os 'Distúrbios de videojogos' como doença mental na Classificação Estatística Internacional de Doenças, e o caso parece dar dado "pano para mangas". 

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, este distúrbio caracteriza-se como uma dependência do indivíduo em relação aos videojogos, que origina uma falta de controlo na sua vida (que progride ao longo de um período superior a 12 meses), tendo consequências negativas no seu quotidiano: falta de sono, irritabilidade, exclusão de outras actividades do dia-a-dia, etc. O psicólogo Pedro Hubert, coordenador do Instituto de Apoio ao Jogador diz, a este respeito, que “Há provas científicas de que o estímulo para jogar pode ser tão forte como a nicotina e outras drogas. Por cá, há cada vez mais pais preocupados por não saber como ajudar os filhos que se isolam, começam a falhar na escola e vivem para os videojogos". 

    No entanto, os investigadores recomendam ter atenção no diagnóstico deste tipo de patologia, visto que estes casos problemáticos afetam apenas uma minoria das pessoas que se dedicam a atividades de videojogos. É fundamental ter em conta o número de horas que o sujeito passa a jogar, especialmente quando este passa a ignorar outras atividades diárias, em detrimento do jogo.

    Na minha modesta opinião, parece-me que as pessoas podem estar a interpretar este termo de forma errada, pois o distúrbio é visto apenas como a dependência exagerada dos videojogos, que coloca em risco a saúde mental do indivíduo. O caso não pode, nem deve, ser generalizado. A classificação deste distúrbio não significa que toda a gente que jogue videojogos sofra de uma patologia, nem que seja errado jogar.

    Esta é a minha opinião, agora gostava de ouvir a vossa. O que vocês acham? Concordam com a classificação da OMS?

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Uma carta (fora da) minha primeira paciente

flor paciente.png

    A minha primeira paciente era uma senhora com os seus 70 anos de idade, olhar simpático e com um sorriso meigo. Mas não foi sempre assim que eu a vi.

    A primeira vez que a Dª. Mariana* entrou no meu consultório ela vinha de semblante triste, cabisbaixa e muito frágil. Tinha sofrido um luto inesperado há pouco tempo, e como o seu médico de família a vira tão chorosa nas suas consultas, mandara-a para uma consulta de psicologia. E fui eu, recente estagiária, acabadinha de chegar da faculdade, que ficara encarregue do caso. 

    Devo-vos confessar que no início fiquei apavorada. O meu primeiro caso clínico envolvia uma morte, o luto de um ente querido! Estudei muito, li, e tentei ao máximo conhecer melhor esta senhora. O meu único objetivo era fazer parar o seu choro incessante de cada consulta. Só queria que ela se sentisse melhor.

    Percebi que havia muito mais do que um luto por detrás da sua tristeza, algo que nem vale a pena explorar aqui. Digamos que nos últimos anos não tinha tido muitos motivos para sorrir, e aquela morte só havia vindo piorar o que - há muito -  estava por resolver.

    Não foi fácil, mas durante 6 meses que tive o meu estágio curricular, recebi a tristeza da Dª. Mariana, tentei ao máximo ser o suporte da sua tremenda dor de há muito, e desafiei-lhe novas formas de pensar e agir, para melhorar o seu bem-estar.

    Hoje tenho saudades de conversar consigo, Dª. Mariana... e tanta curiosidade em saber como está! O que é feito de si? Estará melhor do que a última vez que a vi? É triste pensar que, possivelmente, nunca mais vou ter notícias da primeira paciente que me passou pelas mãos... 

    Escrevo para lhe dizer, Dª. Mariana, o quanto me fez crescer enquanto psicóloga, e ser humano. Eu acredito que os pacientes aprendem muito com os seus psicólogos, mas os psicólogos também aprendem muito com os seus pacientes! E nem tão cedo me vou esquecer de si, da sua história, e do seu sorriso tímido (quando finalmente apareceu!). Foi a minha primeira paciente, e vai ter sempre um lugar especial no meu coração. 

    P.S.: Ainda guardo todos os desenhos que me deu, na nossa última consulta - quando descobriu que o meu estágio terminara -, junto à minha mesinha-de-cabeceira. 

 

*O nome foi alterado para proteger a identidade da paciente.

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Como comunicar o que sentimos?

    Se ainda não deixei aqui claro vou dizer-vos mais uma vez: andar em consultas de psicologia é FANTÁSTICO! Faz-vos bem à alma, à vossa saúde mental (e física), para além de que nos ensina uma série de coisas...

    Na última sessão que tive com a minha psicóloga falamos das formas de se comunicar com os outros, e de como é mais fácil aprender a comunicar com alguém, assim que se aprenda que tipo de pessoa temos à nossa frente.

    Achei que seria giro, por isso, partilhar hoje com vocês aquilo que me foi ensinado e saber o vosso feedback, nomeadamente se conseguem identificar estes tipo de "padrões" e linguagem em alguém vosso conhecido, ou mesmo em vocês próprios!

 

Comportamento Passivo: São pessoas que costumam ter dificuldade em expressar  as suas ideias, sentimentos e/ou desejos, ou expressam-los de forma depreciativa. Têm como objetivo agradar os outros. Tendem a evitar situações desagradáveis e conflitos, sendo frequente haver sentimentos de ansiedade, e desilusão consigo próprio. Exemplos de comportamentos: Dificuldade em olhar nos olhos do outro, comunicar através de um tom de voz baixo, comportamento submisso, etc.

 

Comportamento Agressivo: Estas pessoas tendem a expressar o que pensam e sentem à custa dos outros, com o objetivo de os dominar ou humilhar. Têm muitas vezes o sentimento de superioridade em relação aos outros, e uma grande revolta dentro de si. Não olham a meios para atingir os seus objetivos. Exemplos de comportamentos típicos deste tipo de pessoas são: Levantar a voz, e chantagear de forma a atingir o que quer.

 

Comportamento Manipulativo: Este é, provavelmente, o tipo de comunicação mais difícil de detectar, segundo a minha psicóloga. Porque muito dificilmente a pessoa que está a ser manipulada dá conta disso! As pessoas de carácter manipulativo, comunicam aquilo que pensam e sentem de forma indirecta e implícita, e recorrem frequentemente à vitimização para manipular o outro. As suas atitudes visam apenas a sua satisfação pessoal. Estas pessoas costumam subestimar os outros, evitar situações de conflito, e ter dificuldade em fazer cumprir os seus objetivos. No entanto, no final, acabam por-se sentir sozinhas.

 

Comportamento Assertivo (o ideal!): Este é o tipo de comportamento que todos nós devemos aspirar ter! Tratam-se daqueles indivíduos que se expressam de forma direta e adequada, sem rodeios nem manipulações de comportamento. Têm puramente como objetivo comunicar com o outro. São geralmente pessoas confiantes, e com sentimentos positivos acerca de si mesmos. Alcançam frequentemente os seus objetivos, e por isso têm o respeito dos outros. Para além disso, conseguem facilmente estabelecer boas relações com os outros.

    Na sua comunicação mantêm o seu tom de voz, não atacam o outro, e começam geralmente as suas frases por "Eu". Por exemplo em vez de dizerem "Estás errada. /Não fizeste isto bem, a culpa é tua", dizem "Eu não concordo/ Eu sinto que não estás motivada para esta tarefa" ou quando se deparam com alguém de carácter agressivo: "Parece-me que estás muito exaltado, acho melhor falarmos sobre este assunto mais tarde".

 

O que acharam? Identificaram algum deste tipo de comportamentos em alguém conhecido? 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Coisas que já ouvi, enquanto psicóloga:

 Mitos VS Realidade

 

"Os psicólogos são aqueles que tratam os malucos, não é?"

Na realidade, a psicologia trata maioritariamente indivíduos neuróticos (pessoas com emoções 'exageradas', fobias, ansiedades, obsessões..., ou seja, todos nós). Segundo Freud, todos nós somos indivíduos neuróticos, logo, todos nós somos um pouco pró "malucos". 

 

"És psicóloga? Adivinha o que eu estou a pensar!"

(In?)felizmente não é assim que funciona, não tiramos o curso de videntes 

 

"Vou-te contar o meu sonho, para o interpretares."

 Nem todos os psicólogos sabem interpretar sonhos. Na verdade, só aqueles que tiram a especialização em psicoterapia dinâmica, ou psicanálise. Por isso, se procuram psicólogos que façam interpretação de sonhos, procurem por especialistas nestas áreas!

 

"Psicólogo é aquele profissional que usa o divã para o paciente não é?"

Nem sempre. Neste caso, só os psicanalistas é que utilizam o famoso divã nas suas consultas.

 

"O psicólogo passa medicação?"

Não, apenas o psiquiatra pode passar.

 

"Eu já ando a ser seguida por um psicólogo há alguns dias, e ainda não estou curada da depressão/ansiedade/... !"

Dependente das patologias, há doenças mentais que demoram mais sempre a ser tratadas do que outras. Os psicólogos não podem ser vistos como os médicos: vai-se a uma consulta, passa-se uma receita, e nos dias seguintes melhoram. Infelizmente, a maioria das pessoas só vai ao psicólogo quando a doença já está bastante avançada, o que faz com que o tratamento demore muito mais tempo. Há que ter calma, e paciência, porque a espera dá resultados!

 

"Vocês deviam ter vergonha, vocês estão a fazer negócio com a saúde das pessoas!" (sim, já houve um cliente a dizer-me isto)

E os médicos privados não estão? Ou os psiquiatras, dentistas, oftalmolgistas...? Tal como os outros profissionais, os psicólogos não são excepção, e também precisam de fazer dinheiro! É aquela chatice de ter que comer, viver e assim... You know...

 

"Como é que eu tenho a certeza que posso confiar em vocês e contar-vos tudo sobre mim?"

Os psicólogos regem-se de acordo com o Código Ético e Deontológico  da Ordem dos Psicólogos, sendo por isso obrigados a garantir privacidade e confidencialidade de toda a informação do paciente. Só em casos muito excepcionais é que essa confidencialidade é posta em prática. Podem ler mais sobre isso aqui.

 

"Um estudante de psicologia não devia pensar assim, porque..."

 Por sermos psicólogos não significa que deixemos de ter os nossos pensamentos e opiniões. Cada um é como é, e o psicólogo não é exceção. No entanto, de modo geral, sim, não fazemos juízos de valor (até por fazer parte do nosso Código, que falei há pouco!)

 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.

Combater a ansiedade!

    Começa com as palpitações fortes. Vem a angústia no peito, a dificuldade em respirar. E pronto, dêem as boas vindas aos ataques de ansiedade. Seguidos, frequentemente, do choro e sentimentos de tristeza.

    Quando a minha psicóloga me disse que estava a passar por crises de ansiedade que estavam a afetar a minha vida pessoal, a forma como me sinto, e até o meu metabolismo, devo confessar que paniquei um bocadinho.

    Quando disse que se continuasse a este ritmo podia chegar a um esgotamento nervoso, senti-me parada no tempo a ver a minha vidinha a andar para trás. Foi como um "despertar" súbito, duro e frio, para a realidade. E doeu.

    Sabia obviamente que estava mais nervosa do que habitualmente, mais sensível. Agora, parece que levo tudo muito a peito, e a qualquer coisa que sinta como ataque pessoal, desato a chorar (o que não é muito normal...). Tenho dificuldades em adormecer, acordo muitas vezes e sinto que não descanso, e durante o dia parece que entro em 'piloto-automático'. Mas pensava, muito sinceramente, que isto fazia parte do meu cansaço à rotina, e apenas isso.

    Na minha última consulta de psicologia apercebi-me que isto é sério, e que tenho que fazer alguma coisa para mudar. É engraçado quando passas os teus dias a dizer aos outros como melhorar a sua saúde mental, e quando chega a tua vez nem te dás conta que também precisas de melhorar a tua. Quase irónico, até.

    Por isso, a minha psicóloga deu-me 'trabalhos de casa': treinar a respiração diagrafmática (pois pelos vistos a minha respiração está péssima); identificar pensamentos negativos que tenha e corrigi-los (pois muitas vezes estes pensamentos não passam de crenças errada, que não correspondem à verdade, como por ex: "no trabalho, vão me achar incompetente se não fizer isto e isto...") e treinar a minha assertividade (saber dizer que não aos outros quando é necessário, e pensar mais em mim). Parece fácil, não é? Desejam-me sorte... 

Sigam-me no Instagram @umacartaforadobaralho e no Twitter @umacartaforado.