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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

#29DomingodeConsultório: Porque é que as relações amorosas falham? (E como o evitar?)

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    Os relacionamentos já são desafiantes por si só, agora imagine-se o quão complicados eles se podem tornar quando se juntam duas pessoas, a nível amoroso, de mundos completamente diferentes, e cada um com os seus valores, histórias de vida, experiências...

    A psicologia fez, por isso, os principais motivos que levam os relacionamentos amorosos a chegar ao fim:

 

    1.Demasiada expectativa  ("Ele/ela é p-e-r-f-e-i-t-o!"). É natural idealizarmos a nossa cara metade, e a relação que queremos para nós; todos nós temos as nossas preferências e os nossos gostos. No entanto, é importante compreender que nenhuma relação amorosa vai nos realmente preencher na sua totalidade, porque o ser humano é um ser imperfeito, e é irrealista acharmos que uma pessoa só irá corresponder a todas as expetativas que idealizamos para nós.

    Aprendermos a amar os defeitos do outro é a maior prova de amor que podemos dar a alguém!

 

    2.Dificuldades de comunicação.  Os especialistas de saúde mental consideram esta uma das maiores causas de fins de relacionamento. Comentários criticos, negativos ou sarcásticos em relação ao outro demonstram falta de respeito pelo parceiro, e pela relação. O orgulho, a dificuldade em dar feedback positivo, ou o não discutir as suas preocupações com o par irão dar azo a um problema de comunicação muito maior.

    Ao invés disso, deve-se procurar resolver os mal-entendidos assim que eles dão os seus primeiros sinais, ser claro e focarmo-nos na resolução do problema que nos está a incomodar, ao invés de o utilizar como arma de ataque ao parceiro.

 

    3.Falta de confiança.  Devido a traumas do passado ou a algo recente que aconteceu na relação atual, a falta de confiança é destrutiva para qualquer tipo de relacionamento.

    A forma de a contornar é tentar perceber qual é a sua origem (foi algo que realmente aconteceu agora, ou vem de uma experiência passada?), e como podemos combatê-la. Pode ser pertinente a intervenção psicológica para ultrapassar eventuais traumas no passado.

 

    4.Ritmos diferentes.  Quando cada um está a avançar ao seu ritmo no relacionamento, ou a nível profissional, intelectual, etc., pode-se criar um impasse na relação. Talvez uma pessoa prefira casar e constituir família cedo, e a outra imagine outros planos para o seu futuro...

    Por isso mesmo é fundamental ter uma conversa séria no ínicio de qualquer relacionamento amoroso: "O que pretendes para o teu futuro? Quais são os teus planos? Onde imaginas esta relação daqui a 5, 10 anos?" Para perceber até que ponto estão os dois na mesma página.

 

    5.Falta de Compatibilidade.  A compatibilidade pode existir a nível: físico (na atração com o outro), emocional (que é o sentir o tal click!, sentirmo-nos bem e seguros na presença do parceiro), intelectual (ele/ela estimula-te intelectualmente?) e espiritual (partilham os mesmos valores?). Para uma relação ser bem sucedida, todos os níveis de compatibilidade têm de estar completos.

    Assim, para evitar mal-entendidos futuros deve-se identificar, no começo da relação, se todos estes níveis encontram-se preenchidos.

 

    6.Cair na rotina.  Enquanto que no início de uma relação tudo é novo e perfeito, com a continuação do tempo, o casal junta-se e pode acabar por cair na rotina. Os trabalhos stressantes, as dificuldades para pagar as contas da casa, e a preocupação excessiva com os filhos podem levar a melhor de si, e fazer com que acabe o 'clima romântico' que outrora reinara no casal.

    A solução? Estar numa relação duradoura não é fácil, e necessita de um esforço contínuo para resultar. Um esforço que tem de vir das duas partes. Alterar os hábitos do casal, fazer coisas novas e aventurar-se por novas experiências é o truque para o relacionamento não cair na rotina (Ah, e arranjar sempre tempo para namorar!!)

 

    7.Dependência emocional.  "Sem ele não sou feliz", "Não me sinto completo sozinho..." Este tipo de pensamentos é frequente em indivíduos que não conseguem  encontrar a felicidades neles próprios, e por isso andam constantemente à procura de alguém para os fazer sentir preenchidos.

    Na verdade, isto pode significar uma dependência emocional muito grande, e caso seja o caso, poderá ser necessário um acompanhamento psicológico para trabalhar com a pessoa a sua independência, e estar confortável com ela.

 

    Espero que tenham gostado deste Domingo de Consultório! Que temas gostariam que falasse para a próxima semana?

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#25DomingodeConsultório: Serei demasiado independente para ter uma relação?

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    Olá, espero-vos bem! Hoje trago-vos uma questão de uma querida leitora, que me enviou o seguinte:

 

"Tenho uma pessoa que diz gostar muito de mim mas eu não consigo corresponder. Já tentei mas gosto de ter a minha independência, ou seja, gosto de estar com ele de vez em quando e por outro lado gosto de estar sozinha."

 

    Aquilo que entendo da questão é: gostas muito da tua independência, mas tens medo de a perder num relacionamento amoroso, é isso? Se é esse o caso, posso te dar algumas dicas para tentar ultrapassar esse 'medo'.

 

PODE HAVER VÁRIOS MOTIVOS PARA TE SENTIRES ASSIM:

  • Ele não ser "o tal" - que te faz borboletas no estômago. Como dizes "Tenho uma pessoa que diz gostar muito de mim, mas eu não consigo corresponder", talvez porque simplesmente não o sintas de volta, e não porque tens medo de perder a tua independência. Ou porque o que sentes por ele não é o suficiente para quereres assumir uma relação.
  • Tens uma forma de te relacionares mais individualista. Há pessoas que desde muito cedo se tornaram independentes, e por isso habituaram-se à realidade de estarem sós. E o facto de, de repente, aparecer uma pessoa a querer passar o tempo todo com ela, a querer partilhar a mesma casa, e até casar... pode assustar este tipo de indivíduos mais individualistas, e fazê-lo pensar que irá perder a sua liberdade.
  • Tens medo do compromisso. Inconscientemente, podes estar a associar um relacionamento amoroso a uma relação de dependência (com pensamentos como: "Ter um namorado é ter que estar sempre com ele" ou "É ter alguém que me diz o que tenho de fazer..."). Estes pensamentos irracionais podem estar associados a relacionamentos passados que tiveste e que foram controladores, e que sentiste que te estavas a perder: aos teus valores, e sentimentos. Como isso já te aconteceu no passado, podes ter medo que te aconteça novamente. 

 

COMO ULTRAPASSAR ESTE MEDO?

    1. Sermos honestos connosco (e com o parceiro). Se arranjarmos tempo para refletir o que é que queremos, e o que é que nos assusta/preocupa numa relação, vai ser mais fácil entender o que está por detrás desses 'medos'. Qual é o motivo, daqueles referidos acima? É importante perceber que devemos fazer a escolha de estar com alguém com base daquilo que nós temos a oferecer, em vez daquilo que esperamos receber. Ao estarmos numa relação com o objetivo de entender o que é que o outro pode fazer por nós, cria-nos expetativas falhadas e desilusões; devemos antes partir de uma relação em que haja interesse genuíno em ambas as partes.

    2. Estabelecer os "limites" da relação. Depois disso, é fundamental colocarmos os nossos parceiros a par dos nossos limites (físicos, e emocionais): O meu nível de proximidade física contigo é...; O tipo de toque que me deixa confortável numa relação é...; As minhas necessidades emocionais são...; Numa relação, estou disposto a permitir do outro...; As minhas crenças e valores são..., etc. Há que lembrar que o objetivo de um relacionamento não é atender às necessidades da outra pessoa, mas sim estar disposto a respeitá-las.

    3. Arranjar tempo para nós. Como dizes e bem, as pessoas independentes apreciam muito o tempo que passam sozinhas. Não só gostam desse tempo, como precisam! E numa relação, isso não muda. E daí a importância do futuro parceiro respeitar isso. Pedir ao nosso parceiro um tempo para estarmos sozinhos, ou até agendá-lo com antecedência vai ser o ponto-chave numa relação com um indivíduo independente.

 

    É importante relembrar que a única pessoa realmente capaz de nos tirar a nossa independência somos nós próprios, por mais "lamechas" que possa parecer. Estar numa relação não implica deixarmos de ter a nossa independência, e devemos antes encará-la como um plus à nossa vida - que nos complementa algo, e não que nos retira.

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Dicas para construir relações mais felizes

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    Antes de tudo, gostaria de agradecer a todos os que votaram na Carta para Sapos do ano, na categoria Saúde. Nem noutra vida eu imaginaria ficar entre os 5 blogs mais votados para o que quer que fosse, por isso muito obrigada aos sapinhos e sapinhas que me fizeram hoje acordar com um sorriso estampado no rosto! Para mim já foi uma super vitória! No entanto, se quiserem continuar a apoiar-me, é só votar aqui

    Depois, tenho-vos a dizer que estes dias tenho andado a aproveitar as férias com o meu gajinho - e muito bem!, - e tudo graças aos conselhos da minha psicóloga. "Alimentar" uma relação pode não ser fácil, especialmente quando se trata de uma primeira relação amorosa, e que dura há já 4 anos.

    Por isso hoje trago-vos conselhos reais, aplicados por mim e pelo gajinho, que nos ajudam a construir relações com os outros mais saudáveis, e mais felizes. Here we go:

  • Comunicação Assertiva: Trocar as frases do «tu» pelo «eu». Em vez de dizer "Tu fazes sempre isto..."  ou "Tu és..." , dizer "Eu sinto que, cada vez que isto acontece, fico magoada/triste porque...". Isto dá ao outro a possibilidade de entender o que estamos realmente a sentir, ao invés de se sentir culpado de alguma coisa.
  • Aceitar o outro: Muitas vezes tendemos a imaginar que somos perfeitos, ou que existem pessoas perfeitas para nós - que não erram. Este pensamento não só é ilusório, como cria uma expetativa irrealista em nós, e no outro. É importante darmos conta que todos nós temos qualidades e defeitos, bem como o nosso parceiro, e que devemos respeitá-los, e não tentar mudá-los. Amar é aceitar que o outro não pensa e age da mesma meneira que nós. Devemos sim compreender, e adaptarmo-nos.
  • Saber perdoar: Quando surge alguma divergência, e depois da resolução do problema, devemos perdoar o outro e ter a capacidade de seguir em frente, pois só assim é possível evoluir na relação. Fazer as pazes depois de uma discussão é também fundamental, bem como pedir desculpa pelos erros, e delinear estratégias para a resolução de problemas. O foco deve ser na solução, e não no problema.
  • A individualidade: É comum algumas pessoas verem o casal como um só, ao invés de duas pessoas distintas. Este pensamento torna-se perigoso quando um parceiro passa a fazer de tudo pelo outro, se anula por ele, deixa de acreditar em si próprio, e se torna excessivamente ciumento e dependente dele. Quem ama, deve confiar em si próprio e no outro, dando-lhe liberdade para ser ele próprio, e não exigindo demasiado do parceiro. É fundamental respeitar os três tempos: o tempo do parceiro, o nosso tempo e o tempo do casal juntos.

    Por esses lados, o que têm feito? E o que acharam das dicas?

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#10DomingoConsultório: Namoro uma pessoa que tem depressão... o que fazer?

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    Boas maltinha! Como vão os meus bloggers favoritos da sapoesfera?

    Apesar de hoje (já) não ser domingo, ontem foi-me impossível lançar o post a horas decentes, e por isso temos hoje o nosso Consultório a estrear nesta segunda-feira!

 

    A pergunta de hoje vem da minha querida amiga vox nihili, que é honestamente uma das melhores pessoas que conheço, e por isso aconselho a todos vocês a seguirem-na! A Vox pergunta-me por "Conselhos para lidar com alguém com depressão. Namoro uma pessoa que tem depressão, e gostaria de saber como lidar com ela."

 

    Em primeiro lugar é importante informarmo-nos sobre o que é a depressão. A depressão é caracterizada por sintomas de grande tristeza, mudanças de humor (estados de grande excitação seguidos de ataques de fúria, por exemplo), ansiedade, dificuldade em adormecer, perda de interesse nas atividades diárias, dificuldade de concentração e em tomar decisões, presença frequente de pensamentos suicidas, etc.. Conforme o tipo de depressão, estes sintomas podem demorar desde duas semanas até anos (é o caso da depressão crónica).

    Caso estejamos perante uma pessoa que apresente este tipo de sintomas, ou que tenha sido devidamente diagnosticada, há várias coisas que podemos fazer:

1- Falar à pessoa sobre o que é a depressão. Mostrar a sua preocupação pelo estado de saúde da pessoa (Utilizar frases como: "Ultimamente tenho-te reparado um pouco mais em baixo do que é normal, passa-se alguma coisa?"), e informá-la sobre o que é a depressão, e que pode ser tratada. Esta conversa é importante tê-la num momento em que a pessoa se sinta confortável para falar. Caso mostre resistência ou negue os seus sintomas, é necessário ser paciente e dar tempo para que se abra connosco. Cada pessoa tem o seu tempo.

2 - Fornecer uma rede de apoio. Também se deve falar-lhe da importância do tratamento psicológico e da medicação, procurar grupos de apoio e aplicações que ajudem a lidar com a depressão. Acima de tudo, deve-se mostrar disponível para ajudar a pessoa com depressão. Utilizar frases como "Não estás sozinho, estou aqui para ti" ,"Agora pode ser difícil de acreditar, mas o que tu sentes vai passar", e "Tu és muito importante para mim. Posso não conseguir compreender totalmente aquilo que sentes, mas preocupo-me contigo, e estou disposto a ajudar-te". Nem sempre é fácil, pois como referi acima, as alterações de humor são frequentes no indivíduo com depressão, o que faz com que se torne difícil por vezes relacionar-se com ele, mas é fundamental mostrar-se disponível para ouvi-lo, sempre que assim for necessário.

3- Promover estratégias para lidar com a depressão. A depressão carrega um peso enorme sobre as pessoas, que as deixa sem energia muito facilmente. Outra das formas de ajudar o indivíduo com depressão é: levá-lo a sair de casa (combinar saídas semanalmente, fazer exercício físico juntos - que melhora o estado de humor...); encorajar novos hobbies; promover uma alimentação saudável; levá-lo às consultas de psicologia/psiquiatria, de forma a encorajá-lo a ir; dar reforço positivo do seu comportamento, pois as pessoas com depressão costumam ser duras consigo mesmas, etc.

4-  Ter noção de que não te cabe a ti curar a depressão do outro, e ser paciente. Por muito que lhe queiramos dar estratégias para a ajudar, em último caso, é a pessoa que as vai pôr em prática ou não. Cabe a nós, que estamos do outro lado, ser pacientes. Há que ter em conta que caso a pessoa comece um tratamento farmacológico, demora geralmente cerca de 3 meses a notar-se as primeiras alterações de sintomas.

5- Criar mecanismos de defesa para lidar com a pessoa. É importante para ti, e para todos aqueles que lidam com alguém que apresente sintomas de depressão, que não levem o pessimismo do indivíduo depressivo como algo pessoal. O que dizem e o que fazem são apenas sintomas da doença, e não um reflexo de nós. Quando te sentires "sugada" pelo pessimismo do outro, afasta-te, e protege-te. Ao ficares como eles não os ajudas, e só te prejudicas a ti. Afasta-te por um tempo, foca-te nas tuas atividades diárias que te dão prazer, e rodeia-te de pessoas positivas. Reconhece os teus esforços para ajudar a pessoa com depressão, mas não deixes que ambos se tornem dependentes um do outro, pois não é saudável para nenhum de vocês. 

    Em último caso, e se vires que a pessoa com depressão tem pensamentos suicidas recorrentes, contacta a linha de apoio à prevenção de suicídio SOS Voz Amiga: 21 354 45 45, 91 280 26 69 e 96 352 46 60.

 

E por hoje é tudo, espero ter ajudado! O que acharam do Consultório de hoje? Já sabem que, para terem aqui a vossa questão respondida, só têm que: comentar este post com a vossa questão (em anónimo se não se quiserem expôr, ou com o vosso blog), comentar o post do meu instagram que irá sair sobre o Domingo de Consultório Aberto, OU mandar um e-mail para umacartaforadobaralho@hotmail.com (onde podem, mais uma vez, identificar-se ou não, conforme queiram ou não manter o anonimato). 

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#7 DomingodeConsultório: Como lidar com uma relação à distância?

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    Bom Domingo a todos! Espero que estejam bem 

    Hoje temos o Nuno a colocar-nos a sua questão: "Como lidar e superar uma relação à distância? Como lidar com a distância, e com as ânsias de quando ela fala menos que o habitual? Sabendo que tenho um enorme medo de a perder, e sou assombrado sempre por medos interiores quando algo corre de forma menos boa..."

 

    Caro Nuno, manter uma relação muitas vezes pode tornar-se desafiante, especialmente quando se está longe um do outro. No entanto, houve algo que me chamou a atenção na tua pergunta: "sou assombrado sempre por medos interiores quando algo corre de forma menos boa".

    Esta frase deu-me a entender, mas corrige-me se estiver errada, que poderás ter algumas inseguranças. Se assim for, gostaria de te dizer que à distância, ou não, elas hão-de sempre interferir na vossa relação. Se sentes esse medo enorme quando ela fala menos contigo do que o habitual, ou quando há algum problema entre vocês, devias tentar perceber, primeiro, se consegues precisar de onde esses medos vêm: relacionamentos anteriores que correram menos bem?, falta de segurança em ti próprio?, baixa auto-estima? E trabalhar em tentar resolvê-los o melhor possível (aqui dou-te dicas para reforçar a auto-estima). Como diz o ditado: "Em primeiro lugar vou gostar de mim, para depois pensar em voltar a gostar de alguém..." 

 

    Em relação às dicas para lidar com uma relação à distância, dou-te estas:

1- A importância da comunicação: Não esquecer as típicas mensagens de "bom dia", ao envio de fotos e vídeos divertidos. Falar sobre o vosso dia, nem que seja as banalidades. Fazer a pessoa sentir-se amada e desejada. A par disso, deve-se ser o mais sincero possível com o nosso parceiro. Neste caso, se te sentes inseguro quando ela fala menos contigo, porque não partilhas isso com ela? Sê honesto e diz o que sentes, só assim também ela te poderá ajudar.

2- Haver esforço dos dois para aproveitarem o máximo de tempo possível. Conheçam os horários um do outro, para saberem quando o outro está disponível. Fazer videochamadas por Skype, jogar jogos online, e ver filmes/séries juntos também são excelentes ideias. E surpresas são sempre bem-vindas! Aparecer na zona de residência da tua namorada de surpresa, enviar-lhe cartões, flores... São coisas que estimulam a relação, e minimizam os vosso medos.

3- A compreensão: É muito importante colocar-nos no lugar do outro, em todas as situações. Se a pessoa não está a responder tão rápido como costuma não quer dizer obrigatoriamente que não esteja interessada em falar com o parceiro, pode estar ocupada, no trabalho, não ter saldo para responder, não estar junto ao telemóvel... Existem várias hipóteses para esse comportamento ter ocorrido.

4- Encarar com uma oportunidade de crescimento para os dois. Vejam isto como um teste à vossa relação, e sejam optimistas em relação ao futuro. Encarem a distância como um desafio que estão a ter que lidar neste momento, e que vão sair os dois mais fortes dele.

5- Fazer planos para o futuro. Planear o que vão fazer quando estiverem os dois juntos, seja um passeio, uma ida ao cinema, uma escapadinha... ajuda a passar o tempo, e fortalece a vossa relação. 

 O que acharam das dicas? Espero ter conseguido ajudar! Desejo muitas felicidades para os dois, e boa sorte 

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Sobre o casal mais polémico da Casa dos Segredos...

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    Adivinharam, o César e a Gabriela! O exemplo de casal a não seguir. Este casal tem dado que falar desde o início do programa, pelas constantes discussões, troca de insultos, crises de ciúmes, etc.. E eu hoje achei por bem dar a minha opinião sobre estes dois concorrentes, pois tenho ouvido tanta gente a opinar de forma tão divergente sobre eles que hoje pensei "ora bora lá deitar mais uma acha para a fogueira! ".

    Queria começar por dizer que, mesmo que não fosse psicóloga, acho que é evidente para todos que a Gabriela tem uma clara obsessão por este homem (ele é lindo...). As obsessões por sua vez são sempre exageradas, doentias, e... involuntárias! - tal como acontece em todas as perturbações mentais -. Isto é, a pessoa não escolhe ter uma obsessão, não escolhe as suas oscilações de humor, não escolhe a forma como se está a sentir. Precisamente porque está fora do seu controlo, e precisa por isso de ajuda psicológica para se sentir melhor, mais feliz, e com mais saúde. E não há mal nenhum nisso, pelo contrário!

    Agora falaremos do César. Um casal que já namora há 5 anos, e falo por experiência própria de estar numa relação de há quase 4 anos, já se conhece minimamente um ao outro: conhece os seus pontos fortes, e os seus pontos fracos também. Se ele diz, e "eu já conheci a Gabriela assim: insegura e ciumenta", não era de esperar que ela não iria gostar: da aproximação do César a outras mulheres como a Joana F., das suas constantes provocações, da desvalorização constante à namorada e o 'engrandecimento' a outras pessoas..., não?

    Desculpem, mas isto a mim faz-me imensa confusão. E faz-me ainda mais confusão as pessoas que estão contra a Gabriela. Uma miuda que claramente não está bem (e por isso chora), e que tem um namorado que, como é visível, não a ama e neste momento já pensa em deixá-la.

    Mulheres e homens deste país, imaginem-se inseguros, imaginem-se loucos de obsessão pelo vosso mais-que-tudo (como acontece e já aconteceu a TODOS nós com certeza, provavelmente no início do namoro). E agora imaginem o vosso parceiro amoroso constantemente deitar-vos abaixo "não sabes fazer isto, és isto e aquilo, o/a outro/a é muito melhor..."; a fazerem-vos ciúmes despropositados com outras pessoas e a ignorarem por completo a forma como vocês se sentem, se estão tristes ou a precisar de apoio.

    Por favor, se estão num tipo de relação como esta, saiam o mais depressa possível! Isso não é amor, não é nada! Sabem como isso se chama? Narcisismo, egoísmo, o que quiserem chamar. Esta pessoa só se ama a si própria, e a não ser que peça ajuda profissional, nunca vai conseguir amar alguém. Toda a gente merece ser devidamente amada. Como já ouvi dizer "Há biliões de pessoas no mundo, se esta não for a certa neste momento, haverá outra com certeza merecedora do nosso amor." Gabrielas deste país, este texto é para vocês!

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Voltar para o Ex?!

    Há tempos li, na revista Happy do mês de Fevereiro, um artigo a falar sobre uma empresa que se dedica a ajudar pessoas a reconquistar o/a seu ex-namorado/a, e desde então aquilo não me sai da cabeça.

    Os sites chamam-se "Ex Boyfriend Recovery" e "Ex Girlfriend Recovery", e têm um conjunto de artigos como "The No Contact Rule", "I want my Ex back but he won't talk to me" e "How to know if your Ex still love you", que ajudam, e incentivam, a recuperar uma relação já terminada. O programa não diz ser 'infalível' a todos aqueles que procuram retomar o seu amor perdido, mas referem ter 80% de probabilidade de recuperar um ex-namorado.

    Claro que cada caso é um caso, e toda a gente tem os seus motivos e 'timings' de separação, mas a meu ver não me parece que este tipo de serviço tenha propósito algum. Concordo com alguns dos artigos que eles disponibilizam, especialmente aqueles que tentam estabilizar o estado emocional perturbado das pessoas que acabaram de terminar o seu relacionamento... mas mais do que isso não me faz sentido.

    Na minha opinião (que vale o que vale), a pessoa é "ex" por algum motivo. E quanto mais tempo passar entre o término do namoro e o querer voltar, pior é! Se as coisas não se resolvem logo na altura, ou alguns dias depois do rescaldo, então é porque ninguém está disposto a fazer esta relação funcionar, de todo.

     Se as pessoas não conseguiram comunicar na altura, chegar a um acordo em relação a algo, e crescer e adaptar-se ao parceiro; então o que é que me garante que essa relação vai resultar 6 meses depois? As pessoas mudam, mas não tanto.

    Para além de que, a meu ver, muitas das pessoas procuram o seu ex apenas porque sentem falta da felicidade que sentiam quando estavam com ele, e não dele em si mesmo. Na altura, só sentem desgosto e mágoa da separação, e querendo se sentir bem rapidamente, o mais fácil é tentar entrar em contacto com ele, do que tentar ultrapassá-lo.

    Já para não falar dos ex's que já tem uma atual, dos casos de traição, dos ex's "stalkers"... Há tanta coisa por onde pegar, que pode correr mal neste reencontro...

    Eu sou uma apaixonada pelo amor, como já o referi muitas vezes, mas em primeiro lugar sou apaixonada pela felicidade e bem-estar das pessoas. E não acredito na treta do "-Não era a altura certa", ou "-Não me sentia preparado para mudar". Porque isso soa-me a falso, soa-me a desculpa esfarrapada.

    Soa-me a alguém preguiçoso, ou imaturo, que claramente não estava pronto para ter uma relação. E desculpem-me a frieza, mas nada me garante que, depois, não vá perder ainda mais tempo da minha vida dando uma oportunidade a uma pessoa que já me fez perder imenso tempo no passado. O tempo é o bem mais precioso que nós temos na vida. E devemos gastá-lo em boas oportunidades, e pessoas que valham a pena.

    Este é apenas o meu ponto de vista, o que é que vocês acham sobre voltar para um ex-namorado/a?

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Perguntas importantes a fazer a um potencial parceiro amoroso

Estando numa relação há já 3 anos, não vou dizer que sei tudo sobre relacionamentos amorosos (porque tudo, tudo, acho que efetivamente nunca ninguém sabe... O amor surpreende-nos sempre! Tanto para o bom  como para o mau ....), mas posso dizer que já me sinto com algum à vontade nesta área.

E no outro dia estava a pensar, e cheguei à conclusão que há tantas questões importantes de se fazer quando conhecemos um potencial parceiro amoroso, que muitas vezes nos passam despercebidas por já estarmos na fase "apanhadinha". Por isso, achei que seria engraçado partilhar com vocês hoje algumas das perguntas que me lembrei que seriam importantes de se colocar a um nosso - quiçá - futuro namorado/a:

 

"Se estivesse aqui o teu melhor amigo, o que é que ele diria de ti?" (Esta lembrei-me por sugestão da Marie! Serve para saber que tipo de relações de amizade é que ele costuma ter, e com quem.)

"Quanto tempo passas, por hábito, nas redes sociais?" (O quão viciado és, devo-me preocupar...?)

"O quão adoras fazer as lides domésticas?" (Vais-me ajudar, ou vais deixar tudo pr'a escrava?)

"Sabes cozinhar?" (Nem penses que tenho paciência para fazer o almoço e jantar todos os dias...)

"O que é que levou ao fim da tua relação anterior?" (Era ela que era "uma bitch" como dizes, ou tu é que foste o otário?)

"Onde é que te vês daqui a 5 anos?/ Quais são os teus planos para o futuro?" (Tencionas arranjar emprego, ou ainda estás a conta dos teus pais?)

"Quais é que consideram ser os teus piores defeitos?" (O quão horrível é que é aturar-te, no mínimo?)

"Qual foi a última discussão que tiveste? Como a ultrapassaste?" (O quanto me vais fazer a vida negra?)

"Qual é a tua relação com a tua família?" (És um menino da mamã, ou nem por isso?)

"Como passaste a tua infância?" (Tens traumas que precisam ser resolvidos? Quão maus eles são?)

"Qual é a tua ideologia política?" (Diz-me-que-não-apoias-o-Trump,-diz-me-que-não-apoias-o-Trump...)

"Quais são as tuas crenças?/Aquilo que acreditas?" (És daqueles religiosos fanáticos, normais ou nem por isso? Respeitas a minha ideologia?)

 

O que acharam? Concordam, nem por isso? Esqueci-me de alguma? 

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