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umacartaforadobaralho

"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

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"o segredo é teres sempre uma carta na manga"

Ca sorte a minha!

Boa notícia: A tese está despachadíssima! Já só falta defendê-la! (Yupyyyyy)

 

 

Má notícia: A minha orientadora disse que ainda vou defendê-la este mês, e como tenho sentido dores do dente do siso, devo ter que ir arrancá-lo o mais depressa possível. E com a minha sorte, já me estou a imaginar a fazer a minha apresentação oral nestes preparos:

 

 

 

 ...O meu corpo tem um timing excelente para estas coisas... Já vos disse que fiz uma entrevista para um estágio, no início deste ano, também com a boca inchada devido a outro siso que tirei?  (mas aceitaram-me no estágio, mesmo a parecer um esquilo!)

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Porque é tão difícil fazer os agradecimentos da tese?

    Os últimos dias têm sido... intensos. Foram os (últimos) pormenores para acertar na tese, os nervos à flor da pele para o grande dia da defesa... Enfim! 

    Mal posso esperar para que chegue Novembro e tenha a dissertação toda entregue, defendida, e despachadinha da silva. Até lá, tive que fazer aquela parte chata da tese: ver se está tudo dentro das normas a formatação, o tipo de letra, as referências bilbiográficas, colocar índice, abstract e...fazer os agradecimentos.

    E, muito sinceramente, nunca pensei que fosse tão difícil (para mim) agradecer a quem me deu mais apoio. Não porque eu não saiba quem é que deu, - porque sei, - mas porque não sei por onde começar. E depois, foi tanto tempo a fazer a tese (eu desisti o ano passado porque não me dava bem com a minha orientadora, e por isso perdi um ano), e deu tanto trabalho quando finalmente a comecei a fazer, que agora, sinto-me como aquelas mães que entregam pela primeira vez o filho na creche e vêem, pela primeira vez, que o têm que deixar ir.

    Eu sei o que estão a pensar "Ainda há um parágrafo atrás dizias que estavas desejosa de te ver livre da tese". Pois, e estou. Mas ao mesmo tempo, não estou. Ao fazer os agradecimentos, sinto que estou a colocar o ponto final definitivo, sem volta a dar, nesta etapa da faculdade. Uma etapa que levou 6 anos da minha vida. 6 ANOS!

    E largar agora uma fase como esta, que nem tão cedo vou regressar, é atirar-me aos lobos da vida, que é como quem diz aos chefes e patrões mal-dispostos. E não é só isso, daqui para a frente é o salve-se quem puder. Não há mais orientadores, professores, colegas de turma que se cruzem no meu caminho. E isso é bom, mas triste ao mesmo tempo...

    Tenho a certeza de que vou ter saudades de ter aulas, mais tarde. De entrar numa faculdade e ter aquele friozinho na barriga ao passar pelos corredores, e ver o ar dos professores... De fazer trabalhos, e até de ter testes! Eu sei, parece de loucos, mas acreditam que quando chegar a vossa vez de dizer definitivamente o "adeus" à faculdade, também vocês vão sentir falta dela 

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O confronto com a realidade

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    Hoje é daqueles dias de desabafo, e vocês foram os escolhidos (sortudos...). Ultimamente tenho-me sentido muito assustada, e ansiosa - e sim, nós psicólogos também padecemos destes males. A tese atrasou-se mais do que deveria, por isso passei o Verão a trabalhar nela, mas agora parece que estou a cair na realidade...

    A defesa da tese já está aí à porta, atrás dela está a empresa a que me comprometi fazer o meu estágio profissional, para finalmente ser considerada psicóloga... Devia estar felicíssima, mas a verdade é que estou cheia de medo. Sinto que tenho tudo fora do meu controle, estou super insegura.

    Em primeiro lugar, odeio apresentações orais de morte, e só de pensar na minha defesa tenho arrepios até à espinha. Mas depois, é o que vem a seguir dela também! A entrada no trabalho, desta vez a sério! E, diga-se de passagem, um trabalho numa empresa que não foi das minhas preferidas de trabalhar... Mas lá vai ter que ser. Hoje em dia encontrar estágios profissionais de psicologia está pela hora da morte, e sem ele não posso ser psicóloga (profissão que tanto amo), por isso não tenho outra opção.

    No entanto, não me sinto minimamente preparada. Vou, finalmente, sair da faculdade. Mas ao mesmo tempo, vou iniciar o meu caminho numa empresa, que no passado me causou tanto stress e preocupação... E estou definitivamente assustada.

    Digam-me que não sou a única assustada nesta fase, por favor...

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Dicas para quem vai/pensa fazer a tese

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  • Escolham um tema que tenham genuinamente interesse! Não há nada pior do que passar um ano da vossa vida a procurarem por "a relação entre os mamutes filhos e as mamutes mães", se isso não vos atrai minimamente.
  • Não deprimam em casa. Levem o vosso pc para cafés, bibliotecas, o que for. Mas quanto mais se isolarem em casa, menos motivação vão ter para escrever a tese (trust me, I know!).
  • Sci-hub é o vosso melhor amigo, acreditem. Para quem não conhece, este site ajuda-vos a desbloquear teses, artigos, abstracts... que são pagos, ou impossíveis de aceder. Basta colocarem o "DOI" do artigo, e voilá, como novo!
  • Para além disso, sites como o Library Genesis dão-vos acesso a carradas de livros de forma gratuita, que podem ser super importantes para vocês!
  • Informem-se sobre se a vossa faculdade, e orientador, pretende teses em formato de artigo, ou (tese) clássica, pois têm normas de formatação e estrutura para seguir completamente diferentes!
  • A parte da Discussão da tese é a mais importante, por isso esmeram-se aí (e nos Resultados, obviamente)! A revisão da literatura normalmente é a parte menos relevante do vosso trabalho.
  • Mesmo que os Resultados da tua tese não sejam os esperados (e não vão de encontro das hipóteses iniciais que propunhas), não desesperes, pois isso não é sinal que não tenhas uma boa tese! Pelo contrário, é sinal que tens de refletir no que achas que originou esses resultados (inesperados), e aproveitar para discutir na discussão!
  • Por último, trabalhar e fazer a tese ao mesmo tempo não é impossível, mas é difícil. Principalmente se tiverem um trabalho, ou um orientador, mais pró exigente. Considerem muito bem antes de aceitar fazer as duas coisas ao mesmo tempo, porque uma tese é muito mais do que fazer um simples trabalho, e exige uma grande disponibilidade horária da vossa parte (para os encontros com o orientador, fazerem as vossas leituras necessárias, recolherem as amostras, realizarem a parte prática, etc).

Espero que tenham gostado das dicas, que acredito que vos serão muito úteis no futuro, caso pensem fazer uma tese. Quem me dera ter sabido de algumas destas coisas muito antes, acreditem 

Algum de vocês tenciona fazer? Ou algum de vocês já tirou a tese, e passou por experiências semelhantes? 

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O dia-a-dia de quem está a fazer uma tese

    Para alguém que já se perguntou como era...

2ª Feira: Encontro com a orientadora na faculdade. Esclarecimento de dúvidas, correção do trabalho feito, mais trabalho, mais prazos para entregar trabalhos.

3ª Feira: Casa. Trabalhar nas correções da orientadora. Pesquisa. Leitura de artigos. Leitura de entrevistas. Escrita da tese. Análise temática dos dados. Análise de conteúdo no programa MAXQDA. Mais trabalho.

4ª - 6ª: Casa. Casa. Casa. Repetir o programa de terça-feira. Entregar os trabalhos nos prazos definidos.

Fim-de-semana: Sair de casa, e ver a luz do sol para não dar em doida.  Repetir tudo para a próxima semana.

    De dois em dois meses, tenho também que fazer uma apresentação oral acerca da tese, e entregar relatórios atuais, sobre a minha investigação. Se tudo correr bem, a discussão será feita em Junho/Julho do próximo ano.

    Eu sei que parece que tenho imenso tempo, e tenho, mas tenho também imenso trabalho pela frente. Vou analisar mais de 100 entrevistas, criar um sistema de categorias, codificá-las, e discutir os resultados. Ao mesmo tempo a minha orientadora quer que faça comunicações orais em congressos, e que publique artigos científicos. Uff... Vai ser bonito!

    Se me perguntarem o que é mais importante para mim, durante esta fase da minha vida em que tudo gira à volta da tese, eu digo, sem sombra de  dúvida, ter o apoio daqueles que me rodeiam. No sentido de terem paciência para aguentar as minhas ausências, e compreensão. E nem sempre é fácil! Porque como fico muitas vezes em casa, penso que dou a impressão que não estou assim tão ocupada; quando na verdade, especialmente quando há prazos a cumprir, é como se tivesse a trabalhar fora de casa!

    No entanto, um pequeno desabafo: quando chegar a vossa altura da tese, vão ter imeeensas saudades das aulas, e de toda essa rotina. Agora é difícil compreenderem, mas digo-vos que considero realizar uma tese um trabalho não só muito puxado, como acima de tudo, muito solitário. O vosso orientador vai ser o vosso melhor amigo, porque é a única pessoa que vos pode ajudar nesta altura. Por isso, tentem despachar a tese o mais rápido possível, para ficarem livres para as futuras etapas da vossa vida!

 

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Uma carta (fora dos) alunos de faculdade

...que vão realizar uma dissertação de mestrado: Tenham imenso cuidado com quem escolhem para vosso orientador. 

 

    Não estou a dizer isto por dizer, digo isto porque sei exatamente do que falo. Já tinha imensa gente que me tinha avisado, e eu pensava que estava bem informada (acerca dos orientadores da minha faculdade), mas pelos vistos enganei-me redondamente.

    Escolher um orientador que vos apresente temas interessantes, ou temas que gostem imenso é uma coisa, mas não se esqueçam do mais importante: escolher um orientador que, de facto, vos oriente!

    Há várias coisas que devem estar atentos para saberem fazer uma escolha certeira:

1) Encontrarem-se em primeiro lugar com o professor que estão interessados em escolher, antes de qualquer decisão (marcar atendimento para saber os modos como ele trabalha, como ele é, tudo o resto..);

2) Falar com ex-alunos desse orientador para saber feedback acerca do seu apoio/orientação;

3) Ver as suas metodologias de trabalho;

4) Informar-se se é um professor muito concorrido, se costuma responder a e-mails, a sua disponibilidade,etc..

 

    Eu fiz tudo isto acima, e mesmo assim fiquei com uma orientadora que julga e critica constantemente o nosso trabalho, dá-nos 0 orientação alguma, e não tem disponibilidade para nada. Por isso, tentem mesmo ouvir o máximo de testemunhos possíveis acerca do professor em questão, porque nem tudo o que parece é. E digo-vos uma coisa: Sentirem-se completamente sozinhos, sem saberem para que lado se hão-de virar numa altura tão importante para a vossa vida académica é horrível, e triste.

Com carinho,

A Carta

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